Segunda-Feira, 15 de Abril de 2013 - 07:50 (Colaboradores)

OPERAÇÃO ELDORADO PODE SER DESDOBRADA PARA ACABAR COM LAVAGEM DE DINHEIRO

Só a PF de Rondônia cumpriu 8 mandados de prisão temporária, 1 mandado de condução coercitiva e 11 outros de busca e apreensão na vizinha Capital Porto Velho, de um total de 28, durante a Operação Eldorado deflagrada a partir do estado do Mato Grosso.


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Humaitá, Sul do Amazonas - É grande a expectativa da maioria dos garimpeiros eco-familiares desta parte da Amazônia Nacional para que a Justiça Federal do Mato Grosso, juntamente com a do Amazonas, deflagre logo desdobramento da ‘Operação Eldorado’ a ser voltada para a lavagem de dinheiro nos garimpos da região.

Os rumores de que dragueiros ilegais rondonienses ainda operam nesta cidade, em Manicoré, Novo Aripuanã, Apui e em Jacareacanga, no Pará, segundo informações extra-oficiais, ‘a Polícia Federal do Mato Grosso, Pará e Amazonas podem dar continuidade às operações deflagradas no dia 6 de novembro de 2012’.

Só a PF de Rondônia cumpriu 8 mandados de prisão temporária, 1 mandado de condução coercitiva e 11 outros de busca e apreensão na vizinha Capital Porto Velho, de um total de 28, durante a Operação Eldorado deflagrada a partir do estado do Mato Grosso.

De acordo com as mesmas fontes acantonadas nesta cidade do Vale do Rio Madeira, ‘a Eldorado foi desencadeada em sete estados amazônicos, com o objetivo de desarticular uma poderosa organização criminosa dedicada à extração ilegal de ouro e posterior comercialização no Sistema Financeiro Nacional’.

“A Operação Eldorado consistiu no cumprimento de 28 mandados de prisão temporária, 8 de mandados de condução coercitiva e 64 mandados de busca e apreensão em sete estados amazônicos, todos expedidos pela Justiça Federal do Mato Grosso’, cujas investigações foram feitas pela Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvio de Recursos Públicos [DELEFIN/SR/MT, onde ficou constatado que, além dos crimes ambientais comprovados [extração ilegal de recursos minerais, destruição de áreas de preservação permanente e poluição], a organização criminosa cometeu também crime contra a ordem econômica [usurpação de bens da União], contra o Sistema Financeiro Nacional e Lavagem de dinheiro.

Por aqui, um dos principais envolvidos no esquema, o cearense Geomário Leitão de Sena, presidente da COOGAM [Cooperativa de Garimpeiros da Amazônia] cujo braço direito do grupo continua sendo Arão Mendes Rodrigues, ‘nega no Amazonas, Pará, Mato Grosso e Rondônia, que esteja inserido no Grupo IV do teatro de operações da PF e da Justiça Federal’.

EXTREMA POBREZA E DESPREZO - Detentora de mais de 19 Licenças Ambientais e Projetos de Lavara Garimpeira [PLG] nos estados da Amazônia Ocidental e Oriental, segundo garimpeiros eco-familiares amazonenses, insiste em desqualificar as ações do Ministério Público Federal [MPF] e da Justiça Federal. Para extrativistas locais, ‘Sêo Sena retirou o ganha-pão dos mineradores tradicionais de Humaitá, Manicoré, de Porto Velho, do Mato Grosso e do Pará’.

DRAGUEIROS ENDINHEIRADOS - Parte dos mais antigos mineradores dos garimpos locais, disseram a este site de noticias na localidade de Santa Rosa que, ‘as COOGAM em menos de 45 dias operando com suas poderosas dragas de lança [algumas medem mais de 35 metros de comprimento], anunciou a venda de mais de 480 quilos de ouro’. E indagam: ‘Quanto deixou de impostos ou compensação para o povo do Amazonense?’

Em outro anúncio esporádico, ao lado do aliado Arão Mendes Rodrigues – o temido Gigante das Dragas do Madeira, de Humaitá, Manicoré, dos rios Tapajós, Maraã e Japurá – afirmou que, ‘logo-logo irá vender mais de 600 quilos, em média, extraídos ao longo do Vale do Madeira, Belmond e Baixo Madeira’.

Para a maioria das micro e médias cooperadores de garimpeiros desta parte da Amazônia Nacional, ‘não podemos mais ouvir esse tipo de coisa, que nos deixa com a cara-virada ao Deus dará, além de humilhados diante de nossas autoridades e filhos’. Eles entendem, contudo, que, ‘só a Policia Federal pode investigar essa produção gigantesca passando a limpo todos os Relatórios Anuais de Lavra [RAL] sob a guarda do DNPM na Amazônia.

DEVASSA NAS COOPERATIVAS – As lideranças garimpeiras amazonenses ainda não entenderam, do por que ‘só a COOGAM teve prioridade nas PLGs e Licenças Ambientais de Rondônia, Pará, Amazonas’. Afirmam, no entanto, que, ‘o Ministério de Minas e Energia [MME] deve rever o suposto esquema de favorecimento dado a essa cooperativa. Para isso, estão dispostos a se unirem aos prefeitos da região para que o caso seja apurado, imediatamente.

As lideranças nativas defendem, ainda, que, ‘a Polícia Federal vasculhe todas as cooperativas que operam no nosso estado e por extensão na Amazônia’, disseram. E que a Policia Federal vá além da descoberta da extração ilegal de ouro, investigue o enriquecimento ilícito de dragueiros já investigados da COOGAM, passando pela COOGARIMA, MINACOOP e outras quem atuam, a princípio, em Rondônia e Amazonas’.

MILITAR DA MÁFIA CONTINUA PRESO - Alcunhado de ‘SUB’, o militar da Marinha do Brasil, lotado na Delegacia Fluvial, em Porto Velho, Enoch da Silva Cordeiro, continua preso nesta Capital. Ele agia em conluio com o armador fluvial Fabiano Sena, que chegou a transitar na Armada por vários anos. Fabiano é filho de Geomário Leitão, Iraci de Oliveira Sena e irmão da advogada, Tânia Sena, todos diretores da COOGAM nos escritórios de Manaus e Porto Velho.

Fabiano, por causa da divulgação dos nomes dos envolvidos na ‘Operação Eldorado’ pela mídia rondoniense,entre os quais, o do pai Geomário Leitão de Sena, Enoch da Silva Cordeiro, Cacildo Jacoby, Eliete Ferreira da Silva, Jonas de Paula Gomes, João Aliel de Sousa, Izaquiel Claudino de Almeida e outros, ameaçou prender repórteres de sites rondonienses com a ajuda de juízes civis. O fato foi relatado Polícia Federal e a Justiça Federal do Mato Grosso, autores da ação que pôs fim a quadrilha de dragueiros ilegais que integram a Cooperativa do pai.

 Xico Nery é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências nas Amazônias, em Países Andinos e Bolivarianos

Fonte: Xico Nery-News Rondônia

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