ONIPOTÊNCIA - Por Max Diniz Cruzeiro - News Rondônia Onipotência é o exercício de uma vontade que é única opção de entendimento, sobre o ponto de vista que prepondera dentro do contexto ambiental

Porto Velho,

Quarta-Feira , 26 de Outubro de 2016 - 10:27 - Colaboradores


 


ONIPOTÊNCIA - Por Max Diniz Cruzeiro

Onipotência é o exercício de uma vontade que é única opção de entendimento, sobre o ponto de vista que prepondera dentro do contexto ambiental

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Onipotência é o exercício de uma vontade que é única opção de entendimento, sobre o ponto de vista que prepondera dentro do contexto ambiental, que é exercida pela força na qual é possível visualizar uma estrutura calcada sobre a manifestação de um poder.

É uma elevação egoica, ou seja de uma vontade singular que ultrapassa a barreira relacional formada pelo par no processo de comunicação com outro indivíduo.

A onipotência não dá chance para o diálogo em que seja possível exercer uma negociação entre tópicos de um discurso. Porque um ultrapassa a barreira do conflito para exercer por meio da coerção uma vontade que seja própria do alicerce de sua fundação.

Do ponto de vista neurológico é um pico de energia que desencadeia sobre o Torus (campo energético e vibracional humano) tão forte que é incapaz de experimentar outros conceitos alheios a sua consciência.

Onde predomina uma densa emanação energética que cega o indivíduo para as necessidades e desejos alheios a sua vontade.

A onipotência ao avançar agride o outro, porque ela não é reconhecedora de limites de um sistema interativo.

Ela se eleva além do limítrofe do superego, onde o contexto social não é capaz de inibir o indivíduo onipotente, porque esse estabelece o seu conteúdo egoico além de sua relação para com o mundo a sua volta.

A onipotência rompe laços sociais quando não existe uma relação masoquista instalada no par relacional, em que o indivíduo vencido-oprimido, tolera a manifestação do outro, e mesmo assim, consegue romper o conflito e se manifestar concordantemente ao pensamento de ordem “superior”.

Muitas vezes a relação sadomasoquista está presente dentro deste modelo de comportamento, onde coexiste parâmetros em que o indivíduo oprimido se satisfaz com o sentimento onipotente do opressor.

O onipotente visa sua satisfação pessoal e quando percebe que para atingir o seu objetivo ele deva oferecer estruturas de prazer para o indivíduo vencido ele agirá de acordo com a sua percepção, para satisfazer o seu desejo de conquista.

A onipotência quando ligada à perversão induz ao anti comportamento social de induzir outros indivíduos a seguirem um percurso que irá gerar satisfação personalista para o indivíduo que manobra sob o alicerce de sua influência à percepção do outro.

Porém o onipotente não carrega dentro de si um estado constante de soberba, pois a onipotência é um estado transitório de um acúmulo de energia que deseja ser objeto de equilíbrio dentro do contexto biológico do indivíduo.

Portanto há que se raciocinar, em um fragmento de tempo em que a pessoa se deixa elevar-se diante de um processo de euforia que sobrepõe a barreira da convivência através do ato de comunicação relacional.

Que enquanto a energia condensada não é plenamente canalizada pelo biológico, o torus será incapaz de sentir sensibilidade por energias mais sutis que fazem o indivíduo se colocar na posição de observador de fenômenos alheios ou vir a compor um estado descrito por Melanie Klein como posição depressiva, onde o indivíduo é capaz de refletir sobre suas próprias implicações e ações.

O fenômeno de onipotência serve apenas ao seu dono, onde o outro é utilizado de instrumento para a satisfação de seu próprio autoerotismo. Pobre de um país que tem um soberano em fase de mania onipotente.

É uma relação onde não existe escuta. Onde o onipotente se pronuncia para ser percebido pelos demais. Em uma relação que não cabe um espaço para o construtivismo. Porque a relação que existe é a prevalência sempre de um só que deva ser o orientador do espaço social onde transita o indivíduo onipotente.

Quando a onipotência é um evento coletivo, os propósitos conjugados dos indivíduos seguem uma trilha de dominação em que cada ente é senhor da mesma estrutura, máquina bélica de extermínio, em que a vontade do “imperador” é a vontade singular de cada indivíduo onipotente de um sistema social.

E o que alimenta a onipotência? É o estabelecimento de um padrão em que o indivíduo utiliza a sua consciência, em um processo autorrecorrente no estabelecimento de uma normatização em que argumentos são lançados para sempre manter o Torus dentro de um nível energético que a vinculação de uma “superioridade”-individual de consciência que prepondera sobre o aspecto consciencional de outros.

É um sentir-se dominador, em uma relação que se estabelece com pessoas influenciadas por este domínio. Sem ater a princípios que coexistam permutas sobre a área de conflito em que a vontade possa ser estabelecida via um acordo, negociação de permuta de vontades, para que um pacto possa ser estabelecido como tentativa de equilíbrio social.

É distanciar-se cada vez mais do sentido de universalização do pensamento. Porque o aspecto de unicidade social passa para unicidade-individual onde apenas o sujeito exerce o seu direito de prevalecer no par relacional.

Mas como tirar um indivíduo da onipotência? Consumir seu excedente de energia para que ele se liberte do reverie (sonho) e voltando a lucidez, consiga retornar mesmo que temporariamente, liberto do seu padrão para a posição depressiva, descrita por Klein e introduzir neste estado valores que irão fazer o sujeito refletir de forma mais consciente, e passar a se posicionar também no lugar do outro. Pobre de um pai em estado Onipotente, e de um filho Onipotente onde a propensão para do desfazimento do laço social deriva numa incógnita.

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Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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