OCUPAÇÕES AVANÇAM EM RONDÔNIA E AUTORIDADES DESCONHECEM ESTOQUES DE TERRAS - News Rondônia No geral, muitos comprovam que são oriundos da área desafetada, outros têm dificuldades para sustentar o motivo da ocupação.

Porto Velho,

Quarta-Feira , 08 de Maio de 2013 - 07:00 - Colaboradores


 

OCUPAÇÕES AVANÇAM EM RONDÔNIA E AUTORIDADES DESCONHECEM ESTOQUES DE TERRAS

No geral, muitos comprovam que são oriundos da área desafetada, outros têm dificuldades para sustentar o motivo da ocupação.

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Porto Velho, Rondônia – Não deixa de ser irônica a permanência de supostos sem-terra à frente da prefeitura local onde estiveram. Parte do contingente saiu de uma área desafetada do entorno do bairro Jardim Santana, na Zona Leste, da Capital Porto Velho.

O número dos que se abrigaram ao largo do Palácio Tancredo Neves não é preciso, nem as secretarias de Assistência Social [SEMAS], nem a de Urbanização e Regularização Fundiária [SEMUR] tem pronto qualquer estudo sócio-econômico pleno sobre o assunto.

Em uma rápida visita deste site de noticias à área ocupada, na segunda-feira [6], se comprovou que, ‘parte das entidades rondonienses que lutam pela posse da terra, também, têm dúvidas sobre a procedência das famílias’. No geral, muitos comprovam que são oriundos da área desafetada, outros têm dificuldades para sustentar o motivo da ocupação.

Para um antigo ativista agrário e de redes sociais que lutam pela posse da terra nesta Capital e interior rondoniense, ‘em meio às famílias há velhos conhecidos de antigas ocupações na Zona Leste e Sul de Porto Velho’. Parte do grupo ganhou e vendeu lotes nos bairros Planaltos e Castanheiras, além da Linha Che Guevara, do Setor Chacareiro Jardim Santana.

- Até quando vamos tolerar desigualdades? Indagou a este site o ativista anônimo. Segundo ele, ‘não podemos aceitar como inevitável as cenas de pessoas que chegam ao local querendo contratar mão-de-obra’ e levando na cara um baita não. A diária é elevada pra cima e ninguém paga gato por lebre.

Dá a entender que, ‘ninguém quer sair dos jardins da prefeitura’, ele disse. Lá, já há banheiros químicos, o carro-pipa chega à porta dos casebres, além de cestas de alimentos, roupas e de dinheiro dado por alguns potenciais candidatos às eleições de 2014, entre os quais, o mega empresário Kazan Roriz – que já bateu de frente com o prefeito Mauro Nazif.

ENFIM, NA CÂMARA – Apesar da insatisfação de parte do Poder Legislativo com a indefinição das ocupações nos bairros Renascer, Planalto, Jardim Santana e no entorno da UNIR [Universidade Federal de Rondônia], o vereador Everaldo Fogaça [PTB] deu a entender que irá interpelar o município, o Estado e o INCRA [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] em busca de uma solução mais rápida.

CASO DA PREFEITURA – Antevendo a problemática com a Câmara de Vereadores, o secretário Christian Pianna Camurça [PSB], titular da SEMUR, há três semanas colocou à disposição das famílias, com apoio de outras lideranças, uma área para alojá-las ao longo da Avenida Imigrantes, no entorno do Projeto de Assentamento Planalto. A medida encontra resistência.  

De acordo com uma das porta-vozes da Organização das Mulheres, que não teve o nome revelado, ‘os lotes medem 10 x 25m, além da disponibilidade de parte das fundiárias às atividades agrícolas’. Com a possibilidade de incentivo à lavoura branca, aliada ao cultivo de hortifrutigranjeiros, as famílias podem implantar um novo Setor Chacareiro.

TUDO IGUAL – A maioria das famílias, com as relações supostamente agravadas entre a SEMUR e a Câmara, só o prefeito Mauro Nazif [PSB], o governador Confúcio Moura [PMDB] e o MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário] podem o prolongamento da crise no setor fundiário do município de Porto Velho.

A decisão de suspender a ocupação, pelo menos, no caso da Prefeitura, ‘é a produção de um diagnóstico real que aponte o verdadeiro perfil dos ocupantes’, protagoniza um experiente mediador de conflitos agrários com atuação no Cone Sul de Rondônia e Sul do Amazonas.

Além do censo sobre as famílias, segundo disse, ‘é preciso que a Prefeitura, o Estado e o MDA revelem o verdadeiro estoque de terras griladas e disponíveis, para que em parte delas sejam assentados os que pretendem desenvolver sua verdadeira vocação que dizem ter à atividade agrícola e de produção de alimentos’.

Xico Nery é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Noticias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos.
 

Fonte: Xico Nery-News Rondônia

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