Quinta-Feira, 08 de Setembro de 2016 - 08:58 (Colaboradores)

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O REAL SENTIDO DO CAPITALISMO - Por Max Diniz Cruzeiro

A acumulação de capitais segue a um propósito de gestão administrativa de recursos sociais na forma de criação de uma poupança privada na mão do meio empresarial como alternativa de controle do desenvolvimento da própria sociedade.


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A acumulação de capitais segue a um propósito de gestão administrativa de recursos sociais na forma de criação de uma poupança privada na mão do meio empresarial como alternativa de controle do desenvolvimento da própria sociedade.

Este grupo de pessoas escolhidas pelo povo para gestão de empreendimentos e da alocação dos recursos disponíveis são conhecidos como empresários ou empreendedores.

A vantagem deste modelo de gestão é a possibilidade da criação de grupos de desenvolvimento estratégicos bem próximos da população, em que fatores de carisma e simpatia irão definir e delinear o nível de relacionamento entre o gestor empresarial e os contribuintes de uma poupança que ficará de responsabilidade do setor privado.

O guardião da poupança, - o empresário -, nutre os desejos morais, éticos e sociais das unidades administrativas em incorporar as necessidades e desejos das pessoas que estão em vínculo empregatício, como também da essencialidade dos próprios consumidores.

A necessidade contínua de gestão auxiliar deste porte e nível por parte do particular está inscrita num processo de gerenciamento e flutuações no modelo de troca e partilha sociais.

O poupador tem a função de observar sempre quais as reais necessidades dos indivíduos em que o seu geoinfluenciamento é capaz de captar como elemento base para a satisfação e necessidade de consumo, a fim de que a poupança possa ser preservada e seu nível maximizado a fim da construção de uma subjetividade na forma de produtos e serviços capaz de elevar as complexidades de demanda na elaboração de produtos de elevada necessidade como transportes, equipagem ou saúde, geralmente conhecidos por definição por agregarem esforços de alto custo.

É uma parceria que se estabelece para somar esforços individuais a fim de construção e solidificação de uma nação como uma unidade de consciência capaz de corresponder a capacidade de cooperação e permuta do espaço territorial vinculado ao planeta.

A falsa impressão de que o empresário está isolado dentro da esfera do seu patrimônio, quase sempre vista como um desvirtuador de um processo “mesquinho” de acúmulo, é um conteúdo ortodoxo e ultrapassado, porque não retrata o verdadeiro objetivo de fazer movimentar cineticamente parcelas de esforços mútuos entre partes que coordenam diferentes perspectivas sobre um mesmo fenômeno.

Quando o ciclo do multiplicador é quebrado, não é possível movimentar a economia. Portanto toda a sociedade perece. Como é o caso observado na Venezuela, onde os poupadores são colocados de lado, a fim da implantação de um regime que se intitula comunista, onde os preceitos do Governo Bolivariano acreditam que devem prevalecer apenas um tipo de poupança sob o controle do Estado.

Em países como o Brasil secularmente administrado em um modelo de interação capitalista, uma ruptura mental da forma de visualização das administrações financeiras privadas causaria grande constrangimento e afetação para toda a sociedade, porque toda a transição é um processo bastante doloroso e exigiria tomadas de decisão que afetaria parcela significativa e enraizada de nosso livre arbítrio.

Agora o modelo capitalista exige responsabilidade por parte dos poupadores, no sentido de manter o fluxo de capitais sempre ativo, isto estabelece um pacto social de distribuição relativa dos benefícios sociais.

Colapsos e crises governamentais sempre se inscrevem porque a ruptura do modelo de pensamento torna os indivíduos operantes deste sistema orientados a uma reação de estímulo a satisfação de desejos pessoais em vez de uma orientação coletiva em que os níveis de poupança privada possam ser preservados.

Se não fosse este sistema, por certo o poder gerencial do mundo estaria oligarquicamente muito mais concentrado na mão de poucos.

A preservação da unidade depende de uma intenção como projeto-nação de fazer valer a vontade de partes poupadoras, onde cada um dentro de um núcleo-empresa é coparticipante dos benefícios financeiros. Onde os trabalhadores cumprem a função de deslocar parte de seus esforços para os empresários, e os consumidores também parte de seus esforços para o núcleo empresarial, e este último responsável por um gerenciamento do desejo popular embora se fabrique a falsa noção de falta de pertencimento do dinheiro como “coisa pública”.

O sistema capitalista privilegia a vontade de segmentos da população.  Que adquirem a voz de expressão de acordo com o nível estratégico de influência dos poupadores. Que passam a representar a vontade das pessoas as quais eles estão associados.

Portanto também faz parte deste mecanismo auxiliar de poupança estratégias por parte dos poupadores de dinamizar as relações entre os indivíduos para que o nível de poupança possa sinalizar um bem-estar social da complexidade de mercado por parte da sociedade.

Em casos de instabilidade momentânea o segredo de sucesso de modelos capitalistas é sempre um ajustamento da área que está deficitária em relação à necessidade e ao desejo popular.

As flutuações nas poupanças são sempre necessárias como elevador do dínamo de influência para geração de enlaces motivacionais entre os poupadores a fim de que a competição surja com a finalidade de melhor orientar os particulares da necessidade de gestão e gerenciamento do capital de uma nação.

Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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