Quarta-Feira, 01 de Novembro de 2017 - 10:57 (Internacional)

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O QUE SE SABE SOBRE O ATROPELAMENTO QUE MATOU VÁRIOS CICLISTAS EM NOVA YORK

Maioria dos mortos no atropelamento em Nova York era da Argentina. Motorista foi baleado e preso. Crime teria sido cometido em nome do Estado Islâmico


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Uma caminhonete avançou contra pedestres e ciclistas na tarde desta terça-feira (31), em Manhattan, Nova York. Oito mortes foram confirmadas pelas autoridades. Onze ficaram feridos.

Cinco das oito vítimas fatais eram argentinos, segundo informações do Ministério de Relações Exteriores da Argentina, e um deles era uma mulher da Bélgica, segundo o chanceler do país, Didier Reynders.

Segundo o site do jornal argentino Clarín, os argentinos foram identificadas como Hernán Mendoza, Diego Angelini, Alejandro Pagnucco, Ariel Erlij e Hernán Ferruchi.

Os homens tinham entre 45 e 50 anos de idade e faziam parte de um grupo de cerca de dez pessoas que estavam comemorando os 30 anos de formatura no Colégio Politécnico de Rosário.

A belga, por sua vez, estaria com sua irmã e sua mãe.

O atentado

O incidente ocorreu às 15h05 a alguns quarteirões do prédio do World Trade Center, próximo ao rio Hudson. A caminhonete invadiu a ciclovia na West Street, e o motorista dirigiu no sentido sul da ilha atropelando as pessoas.

Ao deixar a ciclovia, o motorista bateu em um outro veículo — um ônibus escolar.

Em seguida, desceu do carro com duas armas –posteriormente, a polícia viu que não eram armas verdadeiras, eram uma arma de paintball e uma arma de ar comprimido.

O suspeito, de 29 anos, foi baleado no abdome pela polícia e preso.

Prisão

O suspeito do atentado foi identificado como Sayfullo Habibullaevic Saipov, um cidadão do Uzbequistão de 29 anos que chegou aos Estados Unidos em 2010, segundo a imprensa local.

As autoridades que investigam o caso encontraram, no caminhão usado no atentado, um bilhete escrito em inglês dizendo que o suspeito agia em nome do Estado Islâmico (EI), afirmou uma autoridade local à CNN.

Segundo testemunhas, o agressor jogou sua caminhonete contra ciclistas e pedestres e gritou “Allahu Akbar” (Deus é grande, em árabe) antes de ser baleado pela polícia.

Saipov morava em Paterson, no Estado de Nova Jersey, a cerca de uma hora de Nova York, e já havia cometido infrações de trânsito em Missouri e na Pensilvânia.

Segundo as autoridades, a sua carteira de motorista tinha como endereço um condomínio em Tampa, na Flórida. Moradores do local disseram que agentes do FBI foram ao local na noite de terça-feira e interrogaram alguns moradores.

Um amigo que encontrou Saipov na Flórida, Kobilion Matkarov, disse ao “New York Times” e ao “New York Post” que o suspeito parecia uma “boa pessoa”. “Meus garotos gostavam dele também. Ele sempre brincava com eles”, disse Matkarov.

O Uber, aplicativo de transporte, disse que Saipov passou pela verificação de seus antecedentes e dirigiu pelo serviço por seis meses, fazendo mais de 1.400 viagens.

Uzbequistão

O presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyoyev, disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma carta de condolências nesta quarta-feira, que seu país está pronto para usar todos os recursos para ajudar a investigar o ataque letal de terça-feira em Nova York.

O governo uzbeque já havia afirmado mais cedo que está investigando relatos de que um homem uzbeque estaria por trás do ataque.

com agências internacionais

Fonte: 010 - pragmatismopolitico

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