Domingo, 12 de Maio de 2013 - 21:50 (Colaboradores)

O DIA EM QUE A “MÃE” PERDEU O FILHO A TERÇADADAS

Segundo o Boletim de Ocorrência (BO),divulgado pela Polícia, a Eli Borges não foi concedido o direito de enfrentar seus assassinos e encará-los. Morreu moribundo e de cócoras, como relataram ainda os parentes que afirmam costumava ficar em detalhadas conversas como de costume.


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Filho de agricultor, muito novo aprendeu a necessidade de permanecer inerte aos movimentos de criança que é para não enraivecer ao  padrasto. Com riquezas são os detalhes de infância em que era posto com a irmã a sentar-lhe sobre a quietude e de pernas estendidas.

Brincar coisa natural de criança, isso não se podia, tinha que se manter as vistas do padrasto, e de certa forma se manteve até a adolescência quando a moral daria lugar a maioridade.

Cresceu a veste do menino e homem se tornou e com isso a responsabilidade. Namorou, namorou, ficou e há muito se embriagou, seu principal algoz, álibi direto e indireto,mas a justificativa que o levaria ao roteiro final. De fato foi um bom homem, aprendeu com a boa criação rígida e eficaz as responsabilidades que a mãe lhe impunha. Aprendeu a se destacar sozinho, a buscar o pão do próprio suor, da própria carne os giros que a vida o propôs. Da fazenda dos avós postiços o campo livre para todas as aventuras, livre que até mesmo o teu momento se fez sem limites. Mas passou e tudo se foi, assim como todos daquele lugar. Muitos buscaram a nova vida, também se foi em busca da sua ou até onde o devaneio o permitiu.

Amancebou-se, buscou refugio. Filho os fez logo quatro. Pedaços que hoje são saudades desde a fatídica noite de quinta-feira (09) de maio quando “assassinos” lhe roubaram  o que de presente Deus o concedeu. Nomes dos seus assassinos a policia não os apresentou. Sabe-se que foram alguns. Atacaram-lhe com paus, moribundo desmaiou ou reagiu tentando se defender, não se sabe o certo.

De cócoras estava e de cócoras se estendeu ao solo. Á cortes de terçado lhe cortaram a cabeça, a nunca, até  o sangue jorrar. Já caído e sem vida lhe jogaram o liquido da cana e o atearam fogo.   Se foi para sempre e fechou-lhe os olhos, adormecendo para o sono eterno. Trinta e oito anos depois o reencontro no dia seguinte do fruto com a semente morta, de partida. Na noite de velar a família relembrava os momentos a contar os fatos, e no rosto dos filhos à tristeza e a mãe a minar os conselhos que tanto deu a vítima.

Na noite do fatídico saiu de casa para ir de encontro a seus assassinos. Em um boteco desses de arquitetura revestida em madeira, balcão sujo, e de piso de chão batido. Ambiente insalubre e medíocre em que o copo americano já rolou os lábios de quase os milhares. De acordo com que relatavam eram aproximadamente dez da noite de quinta-feira (09) quando a morte anunciou, e o  que se conta são apenas fatos da família e nada mais. De cócoras, seus algozes chegaram por trás com um pedaço de pau e o acertaram, caiu desacordado com o peso da pancada a acertar a nuca.

Em seguida veio um facão de mais ou menos 40 cm arma que lhe cortou a região da nuca, na cabeça retalhos ficaram. No chão a poça de sangue escureceu ao redor da vitima que morto já estava. Mas ainda viria o golpe final, o corpo já sem vida ardia em chamas.  Trinta e oito anos se resumiriam em nada mais que 15 horas, que foi o tempo velado com um cenário final a vista de uma cova rasa localizada na alameda de "Santo Antônio", de onde repousa a carne fria até que a justiça faça vingança.

Fonte: Emerson Barbosa

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