Terça-Feira, 24 de Outubro de 2017 - 10:42 (Vagas de Emprego)

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NO EQUILÍBRIO ENTRE ADMISSÕES E DEMISSÕES, SINE PREVÊ CINCO MIL VAGAS TEMPORÁRIAS EM RONDÔNIA

Para o total de 65,5 mil admissões ocorreram 65,1 mil demissões no mercado de trabalho rondoniense, de janeiro a agosto deste ano.


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Na porta e na sala de atendimento do Sistema Nacional de Emprego (Sine), na Rua Paulo Leal, centro de Porto Velho, cada um protagoniza uma história diferente. Todos, porém, convergem para o objetivo maior: querem trabalhar já.

Para o total de 65,5 mil admissões ocorreram 65,1 mil demissões no mercado de trabalho rondoniense, de janeiro a agosto deste ano. A situação de equilíbrio foi revelada  pelo diretor do Sine, Augusto Celso Figueiredo da Silva.

Embora o ano tenha começado com déficit, ocorreu ligeira reação a partir de abril, ele analisou. E tradicionalmente, conforme previu, o quadro deve melhorar com as contratações temporárias, estimadas em pelo menos cinco mil vagas no período de dois meses que antecedem o natal.

Segundo dados do Sistema Emprega Brasil, do Ministério do Trabalho, utilizado pelas agências do Sine, o setor de construção civil no estado ainda sente os reflexos do déficit de contratações: 4,8 mil vagas foram preenchidas no mesmo período (janeiro-agosto), com melhora de contratações no mês de maio. Ocorreram 5,3 mil demissões.

Demitido do mais recente emprego, Leomar de Souza Santos candidata-se a uma vaga de trabalho e, “olho no olho”, informou suas habilidades: “Sou churrasqueiro, chapeiro, ajudante de pedreiro, mas ainda espero a minha vez”.

Perambulando há dois meses pela capital, esse morador no bairro São Cristóvão vem fazendo “bicos”, mas sonha com carteira assinada, mesmo com a reforma trabalhista que modificou o emprego tradicional. Outro objetivo dele é rematricular a filha de 16 anos, que parou de estudar na quinta série.

Leomar Santos, churrasqueiro e chapeiro

O pessimismo passa longe de Porto Velho. Conforme Augusto Celso, o fato de Rondônia ser o segundo estado com menor índice de desemprego “dá fôlego” às pessoas. “Apesar da crise econômica nacional, crescemos por causa do bom desempenho da agroindústria e da agricultura familiar, ambas com movimento muito positivo no cômputo geral da arrecadação e de empregos”, ele observou.

Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), aproximadamente 73,1 mil pessoas devem ser contratadas para trabalhar no comércio brasileiro, número que representa alta de 10% em relação a 2016.

Estabelecimentos de vestuário e os de hiper e supermercados devem concentrar as contratações neste fim de ano. É assim em Rondônia, reconhece o diretor do Sine. “Importante perceber que, em algumas regiões de Rondônia começam funcionar lojas de grandes grupos, constroem-se plataformas de frigoríficos e pequenas hidrelétricas, o que justifica o tanto de oportunidades de investimentos aqui”, assinalou.

Augusto Celso apelou aos interessados: “Venham se cadastrar. Trabalhamos de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 13h30. Estudem e busquem a melhor qualificação profissional, porque as oportunidades existem, e os melhores conseguem emprego”.

Ele mencionou como “alavanca de capacitação” o Programa Capacita Rondônia, gratuito, que neste segundo semestre do ano proporcionará o preenchimento de cinco mil vagas em diversos segmentos.

Manoel Rabelo,motorista e encarregado de obras

Com experiência de 12 anos de carro e caminhão, até há sete meses, o motorista Manoel Rabelo, 49, dois filhos, era encarregado de obras. O serviço acabou e ele ainda não encontrou outro. “Já gastei as cinco parcelas do seguro-desemprego”, disse.

Maria Rosilei Valenzuela, 54 anos, moradora na Cohab Floresta, criou cinco filhos e apesar das dificuldades demonstra confiança: “Sou cozinheira, copeira; o que tiver eu faço”.

Ao que parece menos sofrida que outros concorrentes, Maria não paga aluguel. Mora e zela da pequena casa nos fundos do templo da Igreja Congregação Cristã, naquele bairro, onde, nos fins de semana recebe a visita de dois netos.

Fonte: 010 - SECOM/GOV-RO

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