Sabado, 09 de Junho de 2018 - 20:34 (Polícia)

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'NÃO TENHO BOLA DE CRISTAL', DIZ JUIZ QUE SOLTOU SUSPEITO DE AGREDIR E MATAR EX NO DF - VÍDEO

Mulher de 23 anos foi morta a facadas três dias após agressor ser liberado em audiência de custódia. Juiz reconheceu que medida protetiva 'não se mostrou suficiente'.


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Um dia após a morte da operadora de caixa Tauane Morais, de 23 anos – assassinada a facadas por um ex-namorado que se dizia "inconformado com o término" – o juiz Aragonê Nunes Fernandes disse "não ter bola de cristal" para prever ameaças que poderiam se concretizar.

Ele é o autor da decisão que mandou soltar o suspeito, três dias antes do crime. Nesta quinta, após a morte de Tauane, a decisão sobre o novo flagrante voltou à mesa do magistrado.

"Por não termos 'bola de cristal', não temos como prever aqueles que realmente concretizarão as ameaças que fazem. Prender a todos, indistintamente, não parece ser o melhor caminho a seguir."

A afirmação do juiz foi feita nesta quinta-feira (7), durante a segunda audiência de custódia de Vinícius Rodrigues de Sousa. Ele já tinha sido preso no domingo (3) após agredir e tentar enforcar Tauane Morais, com quem tinha dois filhos e um relacionamento há quatro anos.

Mesmo com a prisão em flagrante durante a agressão, Vinícius foi liberado no dia seguinte – apenas com a restrição de não se aproximar da vítima. Apesar disso, nesta quarta (6), ele foi à casa da ex-namorada e a matou. Em seguida, tentou cometer suicídio.

 

PRISÃO PREVENTIVA

Dessa vez, a decisão de Aragonê Fernandes foi diferente. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva – por tempo indeterminado. Após a tentativa de suicídio, Vinicius foi socorrido e internado no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde permanecia até as 18h desta quinta.

Como justificativa para conceder a liberdade provisória ao suspeito – o que culminou na morte de Tauane –, o magistrado afirmou que "infelizmente, todos os dias recebe um grande número de autuados envolvidos em crimes relacionados à Lei Maria da Penha".

Para Fernandes, "são comuns delitos de ameaça, de injúria e de lesões corporais". Após dizer, na primeira audiência, que a medida protetiva era "suficiente" para preservar a integridade física da vítima, o magistrado voltou atrás e reconheceu a ineficiência da medida.

"Ao contrário! Mesmo ciente da impossibilidade de procurar a vítima, ele retornou à residência e retirou a vida dela, tentando ainda suicídio."

Fonte: G1

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