Sexta-Feira, 21 de Outubro de 2016 - 14:12 (Colaboradores)

L
LIVRE

MULTIPLICADOR MONETÁRIO COM FLUXO PROGRAMADO - Por Max Diniz Cruzeiro

Mexer no Multiplicador não irá gerar inflação?


Imprimir página

Pergunta: Recentemente a LenderBook lançou um pensamento com uma crença de que Economias de Mercado poderiam ajustar o nível de arrecadação de impostos controlando o Multiplicador Monetário, você poderia dar maior vazão a este pensamento?

R.: Sim, claro! O Multiplicador Monetário para efeito de nivelamento é a propensão que uma economia dispõe de acumulativamente dentro de um intervalo de tempo da geração encadeada de impostos. Em outras palavras é uma rotação de fluxo de capitais que ao se deslocar de uma mão para outra gera agregativos na forma de impostos seguidamente até que o mês seja finalizado, em que um mesmo capital é gerador de várias negociações no decorrer do período visualizado como desdobramento de processos-operações distintas.

Pergunta: Mexer no Multiplicador não irá gerar inflação?

R. Isto vai depender da flexibilidade que o modelo econômico irá incorporar para que os players concentrem, em um processo educativo, na evolução patrimonial sobre o acúmulo de transações efetuadas no fluxo econômico, e não sobre a elevação de preços. Para que este efeito de gerar não-associação entre Multiplicador Monetário e inflação requer por parte de governos e setores, o trabalho com informações estratégicas que visem orientar os negócios para os aspectos danosos da elevação compulsiva dos preços. Nenhuma economia capitalista sobrevive com saúde por muito tempo se a estrutura pensante que a faz progredir não esteja orientada para um tipo de desenvolvimento sustentável de toda a cadeia de negócios.

Pergunta: Exponha de forma clara a ideia-projeto, por favor?

R. As Economias de Mercado possuem eficientes ferramentas tecnológicas como smart phones, tablets, computadores e sistema bancário de cartões de crédito. A ideia é criar um novo conceito de moeda que se desdobra em duas facetas diferenciadas para a representação do lastro monetário. Uma destas identidades da moeda será incorporada por meio da tecnologia como meio transacional, onde será admitida que ela se incorpore a um fluxo de trocas comerciais. A outra qualidade ou faceta da moeda continuará a transitar livremente como moeda corrente condicionada sua acumulação a retribuição pecuniária relativa ao imposto de renda como é gestado no modelo atual.

A moeda de fluxo se destina a trafegar no circuito de transações do mercado, portanto ela é geradora de um imposto seletivo que irá privilegiar o contribuinte que mais rápido fizer a transação monetária, fazendo com que o fluxo gire ampliando o poder do multiplicador monetário.

A ideia é canalizar através desta moeda de fluxo a impregnação sobre os cidadãos da necessidade de se efetuarem negócios. Em um modelo simples, por exemplo, em que se requer um profundo estudo sobre a questão, é possível raciocinar o fracionamento do imposto a ser colhido por transações em métricas temporais segmentadas semanalmente, onde um dinheiro que estivesse dentro de um circuito de fluxo se convertesse em uma operação de negócios em um intervalo de tempo de uma semana, o consumidor poderia ser beneficiado pela eficiência do consumo ao pagar apenas 50% do imposto relativo àquela comercialização. Seguindo esta lógica de raciocínio, uma possível incorporação na forma de comercialização após a segunda semana que o dinheiro fora vinculado a faceta de fluxo o imposto poderia por exemplo, equivaler-se à 75% do valor taxativo do imposto. Por outro lado, se o indivíduo reter o dinheiro e permanecer de sua posse por mais de três semanas qualquer operação que fosse realizada após este período o consumidor teria que pagar 200% do valor do imposto expresso.

O dinheiro de fluxo receberia um tratamento distinto do dinheiro considerado como moeda corrente, isento de imposto de renda. E as incorporações e subtrações de divisas dentro do modelo em que a moeda ora seria convertida em corrente ou em fluxo, obedeceria uma regra de livre comércio.

Porém quando um indivíduo optar em tirar moeda do regime de fluxo para incorporar no sistema corrente, uma sobretaxação de 30% na forma de impostos sobre a retirada iria incorporar o conceito de que dinheiro parado não gera desenvolvimento para a economia.

Por outro lado, o capital que continuasse a ser incorporado como moeda corrente somente quando fosse da vontade do cidadão poderia converter em moeda de fluxo sem que nenhum encargo adicional fosse gerado para a conversão da transação.

A necessidade de criação de dois regimes monetários de mesma denominação monetária, porém com duas características distintas é a de promover uma circulação cada vez mais eficiente de capitais no mercado para fazer com que a economia esteja sempre em movimento.

Pergunta: Mas como resolver o problema de produtos e serviços de alto valor agregado que exigem acumulação de grandes montantes de recursos financeiros?

R. A acumulação deste tipo de moeda corrente, continuaria a utilizar o sistema bancário tradicional condicionado ao pagamento do imposto de renda devido as novas aquisições de capitais anualmente. A diferenciação entre os dois modelos seria que o contribuinte quando tivesse acumulado suficientemente capital e desejasse incorporar como moeda de fluxo, a conversão automática por meio de sistema bancário da modalidade da conta bancária, possibilitaria ao consumidor ser beneficiado com o imposto mais econômico caso se inclinasse momentaneamente para o consumo, como uma resposta célere para se inserir como player no mercado.

Pergunta: Então todos seriam obrigados quando quisessem consumir a converter o dinheiro na forma de moeda de fluxo?

R. Não. Este regime é altamente flexível. Ele permite que trabalhadores, empresários, comerciantes, setor de serviços e setor industrial possa negociar percentuais de capitais que devam ser incorporados ao regime de fluxo ou regime corrente. Onde a regra estabelecida será: se o capital tiver sua origem em um fluxo para outro fluxo o fator de temporalidade da retenção irá determinar o nível de imposto; se o capital tiver sua origem em um fluxo para um regime corrente, o capital retirado do fluxo estará sujeito a sobretaxação de 30% sobre a retirada do dinheiro do fluxo; se o capital tiver sua origem em um regime corrente, e passar a fazer parte de um fluxo, incidirá apenas o fator de temporalidade em que o consumo do bem ou serviço é realizado; e, pertencendo o capital a uma origem em um regime corrente, para permanecer dentro do mesmo regime corrente, nenhum benefício de restrição de impostos será concedido estando o contribuinte sujeito ao final do ano ao pagamento de incidente de imposto de renda. As pessoas devem entender qual é o modelo mais vantajoso para que suas trocas possam gerar benefícios tributários.

Pergunta: O que irá garantir que os contribuintes passem a gerar cada vez mais transações e assim afetar positivamente o multiplicador?

R. Simples, é uma relação direta entre benefício e custo. Todos aqueles que tiverem predisposição para movimentar mais rapidamente a economia terão mais benefícios ao terem os seus custos reduzidos. Os produtos de primeira necessidade serão os mais privilegiados dentro deste modelo, uma vez que o trabalhador quando receber o seu salário quererá aproveitar o benefício do imposto reduzido para ter a sua mesa mais farta pela redução do imposto. Por outro lado, vendas cada vez mais expressivas irá forçar os empresários que receberem moeda de fluxo a manterem suas riquezas na forma de produtos em seus estabelecimentos, uma vez que é mais vantajoso trabalhar com mercadoria do que um capital de fluxo que pode ser sobretaxado pelo fenômeno de temporalidade devido a não conversão da moeda de fluxo dentro do prazo relativo ao benefício do imposto. Os empreendimentos tenderão a fazer cada vez mais pequenos reparos a fim de que seus negócios fiquem sempre atualizados, e haverá uma necessidade de abreviação do pagamento dos salários dos funcionários a fim de que menos oneração incida sobre a folha de pagamentos.

Pergunta: Quem irá pagar os 30% referente da conversão do regime de fluxo para sistema corrente?

R. A pessoa que receber a transação ficará caracterizada sua preferência pelo tipo de utilidade que ela pretenda gestar sobre o capital recebido, portanto os 30% incidirá sobre o receptor no modelo de transação monetária que fora realizada.

Pergunta: A pessoa que converteu o dinheiro do regime de fluxo para sistema corrente ficará isenta do imposto de Renda?

R. Não. Será incidido Imposto de Renda sobre os montantes acrescentados ao patrimônio conforme o regime econômico compactuado.

Pergunta: Neste sistema quando o governo irá sair ganhando?

R. O governo irá sair ganhando pela aceleração da arrecadação onde um mesmo capital irá gerar divisas econômicas com talvez, e quem sabe, um M 4,2; ou seja, onde um mesmo capital durante uma fração temporal de um mês poderá converter em mais de quatro operações comerciais sendo taxado quatro vezes. Veja a tabela abaixo onde o primeiro consumidor dispõe de 10 lastros monetários para comprar um produto e comprando-o com o benefício de redução de 50% do imposto (t1), ou seja, o imposto para este caso hipotético seria de 10% e projetando o fator de redução o consumidor pargaria em t1 apenas 5% sobre a transação, teria o seguinte quadro:

Em 70 transações do mesmo recurso monetário o governo iria acumular de impostos 9,72 lastros monetários. E levariam apenas 17,5 meses mais ou menos para que o recurso se incorporasse ao fisco gerando uma infinidade de benefícios para toda a população.

Pergunta: Neste sistema quando o contribuinte irá sair ganhando?

R. Produtos e serviços mais baratos iriam ampliar o consumo. O mercado iria ofertar mais empregos a fim de canalizar os recursos de fluxo o mais rápido possível. As pessoas que gerassem muitas replicações de fluxo poderiam compensar o imposto de 30% sobre a retirada de capitais do fluxo através da elevação do lucro sobre a repetição da produtividade. As empresas seriam cada vez mais competitivas e tomadas de decisões no sentido de investimentos criaria uma exigência de aproveitar os benefícios de taxações cada vez menores.

Fonte: Max Diniz Cruzeiro

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias