MORDISQUELAS - por Max Diniz Cruzeiro - News Rondônia Mordisquelas são suaves mordidas sem a intenção de provocar lesão.

Porto Velho,

Segunda-Feira , 26 de Setembro de 2016 - 16:49 - Colaboradores


 


MORDISQUELAS - por Max Diniz Cruzeiro

Mordisquelas são suaves mordidas sem a intenção de provocar lesão.

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Mordisquelas são suaves mordidas sem a intenção de provocar lesão, que geralmente amantes ou pais em relação a seus filhos pequenos promovem sobre a pele da criatura amada a fim de que esta venha a despertar o interesse pela fixação da troca ou do olhar em cada caso.

As mordisquelas são um misto de desejo e de carinho que se aplica à “vitima” com a intenção de dar um golpe fatal em seu “coração”.

Pobre da criatura sofredora que recebe uma mordisquela, não consegue mais se contentar no trabalho, em casa e em nenhum lugar que transita, pois, a mente fica em transe obcecada pelo evento traumático.

Têm pessoas que jamais se recuperam de uma crise de mordisquela. Ficam infinitamente obcecadas pela pessoa amada e nada as convence a retornar ou a desistir do desejo.

Alguns tipos como Romeu, da história, ficou tão obcecado com uma mordisquela que perdeu a vida ao encontrar Julieta inerte ao solo.

Muitos são viciados em mordisquelas e não conseguem mais viver sem elas. É uma fissura que brota na essência da alma, e torna o indivíduo cativo de um afago da pessoa amada. Ufa... custei a escrever esta recordação.

Ser viciado em mordisquela é muito complicado. Falar em público dificilmente é compreendido. É possível que se sofra de bullying ao ser autodenunciado.

Porque o vício causa dependência e as mordidas deixam o sujeito intranquilo perante o ser amado, querendo mais e mais ser beliscado, ou não! Me desculpem, querendo mais e mais ser modiscado.

A história da mordisquela remota da época de Adão e Eva, quando Eva resolveu mordiscar uma maçã que era fruto proibido de ser mensurado no Jardim do Éden.

De lá para cá, muita coisa foi alterada. De mordisquela à mordisquela o homem construiu arranha-céus, e apesar das transformações do meio, pouco se mudou em fundamento de como se mordiscar de forma correta.

Neste caso não adianta contar com auxílio de terceiros, porque só um tipo de mordisquela que verdadeiramente agrada.

É como se tivesse um vínculo empregatício, que deve ser rigorosamente cumprido a fim de que o mordiscando não venha a se afetar com a ausência de mordisquela.

Como é algo que se come, passou com o tempo a impressão que é algo que também se consome por meio da ingestão, mas é algo que introduz, mas o que se introduz não é verbalizado, mas tem um sentido subjetivo de existir, e se introduz algo simbólico que se apresenta como expressão impressa pertencente ao sujeito mordiscado.

Então este torna parte do seu inconsciente como o algo tangenciado por intermédio da experiência que apenas foi possível graças a experimentação de um registro que se fundou em uma memória construída desproporcionalmente entre emanações de prazer e desprazer.

Ser mosdiscado portanto emerge o sujeito em uma estrutura de linguagem, onde se consome um elo simbólico que representa algo que o sujeito deseja guardar para si como instrução de algo comunicável represável em sua memória como elemento constituinte de sua personalidade.

Então a necessidade de recorrência inscreve o sujeito dentro de um componente egoico que o permite retomar sempre a linha de pensamento que o reintroduz de novo na experiência que o fez catalogar a mordisquela como essencial para sua vida.

Esse represamento egoico, longe de abandonar o indivíduo da liberdade de sua essência é um tipo de represamento que faz como o espelho repercutir algo que se deseja visualizar de forma estática no tempo sem se descaracterizar, onde se constrói uma vontade de novamente passar pela experimentação que irá conduzir ao orgasmo.

Longe de se tornar impróprio o enlace das mordisquelas requer um raciocínio e um entendimento frouxo ao ponto de abarcar o movimento crítico em que a observação do coito com os lábios são capazes de despertar os sentimentos mais profundos dos apaixonados.

Mordiscar faz bem para o coração, como também ajuda a elevar a pressão para pessoas que têm pressão baixa, faz a temperatura do corpo se elevar, custa bem baratinho, ao alcance de uma mordidela.

Requer uma intimidade e muito consentimento para que seja acionado a devida carícia necessária para promover a volúpia do casal.

Apesar de patogênico, é bom que só. Por isto os usuários devem tomar as mordisquelas com muita moderação a fim de que seus neurônios não sejam extremamente afetados.

Ela inscreve o sujeito no rol da verdade do paraíso. É indolor. Não imácula a imagem do sujeito, serve ao seu dono, é extremamente complexa sua manutenção, como também é eficaz em agradar o sujeito ao qual se ama.

É um tipo de consumo que se externaliza com mais afago e carinho, que suaviza a relação, que aproxima os casais, que os tornam imunes aos ciscos do caminho, e assim sendo se constrói uma verdade que se ilumina com a marca, como uma impressão de uma tatuagem sobre a pele que perdura para toda a eternidade quando se existe ainda vida.

Porque mordiscar é pó bom, capaz de tirar alguém verdadeiramente do sério porque o desejo é cortejar o indivíduo amado. E assim sendo, de deixar marcas para ser eterno enquanto dure. Mordisque a vontade a pessoa que você ama e seja muito feliz.

Fraternalmente,

Max Diniz Cruzeiro

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Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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