Quarta-Feira, 28 de Março de 2018 - 09:21 (Economia)

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MELHORES CONDIÇÕES NA AQUISIÇÃO DE FINANCIAMENTO

Redução de taxa de juros com recurso da poupança pela Caixa é comemorada por associação.


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Atenta ao mercado imobiliário e à nova realidade de financiamentos concedidos por instituições particulares, a Caixa Econômica Federal anunciou a redução na taxa de juros dos financiamentos habitacionais concedidos com recursos advindos da poupança. De todas as linhas de crédito habitacional da CEF, essa é a que possui as taxas mais elevadas dentro da própria instituição.

De acordo com o diretor executivo do escritório de representação da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) em Rondônia, José Carlos Lino Costa, em outros momentos, se comparada com as taxas médias das instituições privadas, as da CEF ainda eram taxas mais atraentes. “Contudo, com a estabilização da economia, melhora na taxa de desemprego e também no investimento dos bancos nesse produto – que é, de certo ponto, vantajoso –, a CEF se vê incomodada na posição majoritária que ocupava anteriormente e agora busca retomar parcela do mercado que perdeu”, analisa.

Os financiamentos habitacionais vinculados à linha de crédito da poupança não exigem, necessariamente, que o mutuário tenha carteira assinada e que contribua para o FGTS, exigências que se faz para concessão de outras modalidades de financiamento. “Sabendo da procura e da crescente onda de empreendedores autônomos no mercado brasileiro, os bancos privados passaram a investir nesse produto, melhorando suas condições de empréstimo, em especial, no que diz respeito à taxa de juros. Para o consumidor, essa medida tomada pelos bancos privados é de extrema valia, pois aumenta o leque de opções, já que a concorrência acirrada ajuda na concessão de melhores benefícios”, completa José Carlos Lino Costa.

O advogado explica que, além dos financiamentos habitacionais terem um caráter extremamente social, se afiguram para os bancos como um produto muito rentável, pois deve-se ter em mente que se trata de um contrato a longo prazo remunerado por uma taxa anual consideravelmente alta e que tem como garantia da dívida o próprio imóvel. “Apesar de as taxas de juros variarem de cliente para cliente e instituição para instituição, a garantia contratual que se tem e a forma de tomada dessa garantia pelo banco tornam o negócio altamente atrativo para o fornecedor.”

Para José Carlos Lino Costa, o despertar das instituições financeiras privadas para esse mercado e a redução de juros pela Caixa Econômica Federal devem ser muito comemoradas pelos consumidores. “Pois é a concorrência que auxilia na aquisição de financiamento com as melhores condições possíveis”, analisa.

Fonte: 015 - Assessoria

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