Terça-Feira, 03 de Janeiro de 2017 - 09:43 (Colaboradores)

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MEDIDA DO GOVERNO PARA CONTER DECAPITAÇÕES EM PRESÍDIO DO AMAZONAS É TRANSFERÊNCIA PARA PENITENCIÁRIAS FEDERAIS

Ao todo segundo o secretário de Estado da Segurança do Amazonas, Sérgio Fontes, ex-superintendente da Polícia Federal de Rondônia foram contabilizados 60 mortos.


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Ainda abalados com a chacina de 12 pessoas na noite de ano novo em Campinas interior de São Paulo, os brasileiros desviavam os olhares mesmo não querendo para Manaus, no Amazonas. A capital do Boi Bumbá deixou os holofotes para ser palco de uma verdadeira carnificina, na tarde domingo (01) no presídio Anísio Jobim.  Antes do meio dia já na segunda-feira (2) presos continuam se rebelando e mantendo pessoas como reféns.

O governo do Amazonas tentou negociar com os presos, mas não tinha negociação. O que os presos queriam mesmo era matar os desafetos. Ao todo segundo o secretário de Estado da Segurança do Amazonas, Sérgio Fontes, ex-superintendente da Polícia Federal de Rondônia foram contabilizados 60 mortos.

Dados divulgados pelo Comitê de Gerenciamento de Crisedão conta que 184 presos fugitivos,72 escaparam  do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e 112  são do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), palco da carnificina protagonizada pela facção Família do Norte contra o grupo criminoso rival,o Primeiro Comando da Capital.

O confronto entre as facções criminosas intituladas Família do Norte e Primeiro Comando da Capital (PCC) aconteceu nas primeiras da tarde do domingo.  Maioria dos mortos é do PCC, condenados por estupro.

TRANSFERÊNCIA PARA O GOVERNO BRASILEIRO É A SOLUÇÃO

Medida do Ministro da Justiça para conter as mortes nós presídios do Norte do Brasil. Transferir os indivíduos para penitenciárias de segurança máxima. Porto Velho, Rondônia vai receber uma leva deles vindos do Amazonas. Presos que no último domingo se rebelaram e fizeram diversas mortes.

O PROBLEMA

O governo sabe que a ramificação do tráfico se enraizou e quem fica nos presídios já foram treinados para da continuidade as rebeliões. Reinserção não acontece para todos. Todos esses ataques, todas essas mortes tem apenas o tráfico de drogas como atenuante, é o que afirma o próprio secretário de Estado da Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes.

NUMA PESQUISA JÁ DIZIA

Relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre as estratégias internacionais de controle de narcóticos, retrata o Brasil como o segundo maior consumidor de produtos que tem a cocaína com base. De acordo com o informe, o Governo brasileiro, apesar de estar comprometido com o combate ao tráfico de drogas "não tem a capacidade necessária para conter o fluxo de narcóticos ilegais através de suas fronteiras". As fronteiras do país são porosas e têm três vezes o tamanho da linha que separa os Estados Unidos do México, uma das regiões mais críticas do continente, diz o relatório.

Segundo o relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre as estratégias internacionais de controle de narcóticos, o Brasil aparece em todos os relatórios dos países com os quais faz fronteira, entre eles a Venezuela, o Peru, a Bolívia e a Colômbia, e é responsabilizado pela falta de controle e fiscalização. 

Fonte: Emerson Barbosa

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