Quinta-Feira, 01 de Dezembro de 2016 - 17:03 (Colaboradores)

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MECANISMO DE OPOSIÇÃO À MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO – Por Max Diniz Cruzeiro

O cérebro humano trabalha dentro de uma métrica multidimensional probabilística.


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O cérebro humano trabalha dentro de uma métrica multidimensional probabilística. Porém ele carrega dentro de si um mecanismo de convergência mental capaz de fixação de procedures, na forma de pensamentos que se tornam o eixo central de um núcleo encadeado de argumentos, na forma de um eixo racional, que ramificado dá homeostase cerebral para um indivíduo.

Quando uma pessoa coloca no consciente humano uma matiz de argumentos, somente a constelação de subjetividade ativa é cristalizada na mente do indivíduo que atua dentro do mecanismo como a verdade inconteste dos fatos.

Assim, em um diálogo que se constrói entre duas matizes de argumentos, uma interna e outra do ponto de vista externo, que pertence a um plano interno de outro indivíduo, intercambiam verdades, que tentam entrelaçar uma linha lógica de argumentos.

Porém quando um indivíduo, no processo de comunicação, coloca no seu consciente apenas as perspectivas que sua percepção sensorial identificou ao catalogar determinado assunto, o valor como VERDADE apenas é assumido para o receptor de uma ideia quando o argumento lançado pelo canal traz uma mensagem que esteja contida dentro de um grupo egoico ao qual está ativado naquele momento.

A oposição ao argumento é a via de expressão clara, pelo não reconhecimento lógico do argumento capturado que fora lançado por um emissor, que não vê como legítima expressão contida na fala do outro que caminha sobre um conteúdo dentro de uma perspectiva diferenciada que incorpora o seu aprendizado adquirido como experimentação.

Neste processo é comum que ambos no sistema emissor-receptor--receptor-emissor caminhem suas verdades diante de perspectivas diferenciadas, em que não se pratica um processo consciente de escuta, uma vez que a prática do ouvir se desloca apenas para conflitar informações junto das áreas ativas em determinado momento sensorial no processo de comunicação entre os indivíduos.

A “Verdade” traço subjetivo de cada indivíduo, é a transposição de um muro que se edifica para dizer algo que o indivíduo atribui de legítimo dentro de si mesmo, numa construção de identificação que diz algo que o sujeito apropria para si, como sendo uma parte integrante de si mesmo, na forma de seu conhecimento, onde um processo de empodeiramento faz do sujeito, proprietário da coisa, e a torna seu dever proteger, cuidar contra os perigos que podem levar a sua afetação ou destruição.

Portanto este apego ou aprisionamento do saber, da coisa ou elemento subjetivado, é a derrocada da ciência, uma vez que apenas algumas perspectivas são consideradas válidas enquanto as perspectivas não reconhecidas são desclassificas para permanecerem dentro de um status de mesmo nível de conhecimento das perspectivas-versões consideradas consagradas.

Geralmente quando a pessoa acredita gerenciar uma quantidade enorme de informações quase sempre cai neste erro de “Creditar” sobre os argumentos conscientes, como sendo expressão legítima para um processo de vincular comunicação entre as partes.

 

No qual uma sensação de ampliação da zona de conflito emerge facilmente, quando os argumentos escalonados, se apoiam em uma diretiva lógica em que o argumento levantado por outro indivíduo faz crer a sua não inserção como elemento a ser validado como conteúdo lógico.

Este conflito de egos, faz com que a parte de maior empodeiramento da expressão da comunicação passe a perceber que é dona ou detentora do conhecimento, enquanto a parte vencida é estéril e lhe converge para a ausência ou deficiência do conhecimento.

Porém o processo de intelecção é incipiente para ambos indivíduos de um par relacional. E a construção do holístico exige que ocorra uma integração entre percepções distintas para transformar a mensagem interna de cada indivíduo em um composto mais complexo e robusto.

Quando uma pessoa se apega demais a uma mensagem e a toma para si, como um elemento racional, ela passa a transitar dentro dos códigos metacognitivos que validam os argumentos e passa a transformar as pessoas que “pensam diferente” como opositores em uma linha tênue na construção do diálogo.

Este mecanismo de ampliação do conflito desencadeia quase sempre raciocínios que induzem ao aspecto divisor do conhecimento, no qual o processo de diferenciação entre os seres passa a se ampliar em face do convencimento do “saber” e do “não-saber”, do “pertencimento” e do “não-pertencimento” do conhecimento.

No entanto o subsistema emissor-receptor e receptor e emissor são transposições de transferência incompletos, que necessitam rearranjo de signos e códigos a fim de que haja um processo de incorporação da mensagem, e não um processo de vitória e queda de argumentos.

A oposição no processo de comunicação gera resistência, com a resistência cria-se a intolerância, com a intolerância cria-se a rivalidade, com a rivalidade cria-se o revanchismo, ... para em seguida: o embate, a digladiação, a luta e pôr fim à guerra.

É necessário que todos se convençam que ninguém traz a verdade absoluta sobre o consciente, mesmo que em certo momento já se tenha percorrido toda a trilha que incorpora um saber. A capacidade da consciência de trazer da memória aspectos relevantes é restrita a poucos eixos integrados de pensamentos, argumentos estes incompletos diante da robustez de todo o conhecimento necessário para que um ser humano seja pleno.

Fonte: 010 - Max Diniz Cruzeiro

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