Quarta-Feira, 01 de Novembro de 2017 - 10:39 (Esportes)

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MATHEUS LEONI, JOGADOR DO PFC BEROE, DA BULGÁRIA

Natural de Porto Velho-RO, deu início ao seu sonho de se tornar um jogador de futebol.


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O sonho de todo jogador de futebol é sempre estar em grandes clubes e conquistar títulos. Mas, durante esse percurso até a chegada ao ápice, encontram-se muitas dificuldades, sejam elas financeiras, familiares ou psicológicas, já que a vida de um jogador é cheia de altos e baixos. 

O HTE Sports entrevistou o atleta Matheus Leoni, natural de Porto Velho-RO, que ainda novo deu início ao seu sonho de se tornar um jogador de futebol, e que, mesmo em meio às adversidades, sua família teve um papel precursor para que ele pudesse conquistar a sua realização como profissional. Hoje ele atua no PFC Beroe, da Bulgária.

Em 2006 fizemos uma viagem de três dias de ônibus de Porto Velho, Rondônia, cidade e estado em que nasci e fui criado, para jogar o Campeonato Sul-Americano, no Paraná. Na época fomos desacreditados, apenas para participar e depois de uma semana voltar para Porto Velho. Mas, no decorrer da competição fomos ganhando confiança e conseguimos chegar na final, onde perdemos pro Guarani, de Campinas, por 2 a 0 – nossa única derrota. Pegamos equipes consideradas grandes no Brasil e também de fora, como o Cobreloa, do Chile. Depois deste campeonato, fui artilheiro da equipe e fiz uma boa competição, foi daí que fui para o PSTC, de Londrina. Eu tinha apenas 14 anos!

Na verdade, depois que estourei a idade de juniores no Figueirense, surgiu uma oportunidade de ir para Alemanha, em 2012. Era muito novo e tive muita dificuldade na adaptação, mas aprendi muito com a cultura deles e também foi importante quatro anos mais tarde, quando voltei pra Suíça, pois já sabia como tudo funcionava, como são as pessoas e também a cultura.

O Vitória da Conquista me fez dar um salto importante na minha vida profissional, pois fui para lá como volante. Porém, na época, não havia nenhum lateral-esquerdo no clube antes de começar a competição, e eu era a única opção para completar os treinamentos. O campeonato começou, chegaram alguns companheiros para a posição, mas o professor Evandro Guimarães optou por me manter e fui ganhando confiança jogo após jogo.

Também fiquei muito feliz por ter ganhado o prêmio de melhor lateral da competição. Fiz muitos amigos no clube e até hoje converso com o presidente Ederlane Amorim. Gosto muito da cidade, de todos. Espero um dia voltar, nem que seja apenas para visitar.

Realmente foi difícil acreditar no que estava acontecendo. Durante o jogo, quando tomamos os gols, eu ainda não conseguia acreditar que aquilo estava se passando. Estávamos muito concentrados, confiantes de que poderíamos fazer um bom jogo e conquistar o título inédito.

Quanto à minha carreira, claro que se fossemos campeões, muitas outras portas poderiam se abrir, mas também fizemos uma grande campanha. Acredito que as coisas acontecem como devem acontecer.

No Xamax eu tive muitas dificuldades por ter chegado já no meio da temporada e por ter uma lesão no ombro, o que me deixou algum tempo longe de ter condições de jogo.

Porém, na Suíça, somente um sobe para a primeira divisão e nós ficamos em segundo atrás do Zurich, que é um dos grandes clubes de lá. Mas esse ano o clube está liderando o campeonato, e o planejamento era subir essa temporada.

Aqui, no Beroe, foi tudo muito rápido. Eu me adaptei muito fácil, até porque já sabia como funcionava tudo aqui na Europa. Cheguei na pré temporada, todos me deram confiança, então isso acaba ajudando muito alguém quando vem de longe. Temos um clube muito bom, muito organizado, que paga em dia, então isso te dá muita segurança pra trabalhar. Fiquei muito feliz com a oportunidade de vir pra cá, para jogar uma primeira divisão e também brigar pela vaga da Liga Europa na próxima temporada.

Sinceramente não. Temos uma ótima estrutura, uma cidade muito legal de viver, torcedores que apoiam, porém para você ir pra Champions League, precisa ser campeão, e acredito que o Ludogorets será campeão mais uma vez, mas o nosso foco é estar entre os seis, pra poder brigar por uma vaga na Liga Europa, pois temos grandes chances de conquistar.

A diferença é muito grande, a começar pelo calendário brasileiro que é muito ruim. Se você joga em clubes de Série A ou alguns de Série B, você pode ter uma instabilidade anual, se não, você faz 4 meses de contrato e depois não sabe se terá emprego, é muito difícil. Com relação ao futebol, creio que aqui você tem uma obediência tática maior, menos espaços pra jogar em relação ao Brasil.

Muita coisa! A gente nunca pode deixar de sonhar, de ir em busca de objetivos maiores. Aqui na Europa a cultura é um pouco diferente do Brasil. com 26 anos você ainda é considerado novo, tem muito chão pra percorrer, então eu quero me consolidar ainda mais pela Europa e ficar aqui por muitos anos.

Eu gostaria de mandar uma mensagem pra todos aqueles que sonham em se tornar um dia atletas de futebol ou tenham algum sonho que queiram realizar. Dizer para que trabalhem bastante, se dediquem, pois muitas pessoas vão falar coisas ruins, mas somente você pode mudar o seu destino. Jamais desistir dos seus sonhos e objetivos, e fazer tudo com muita dedicação e amor!

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Fonte: HTE Sports

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