Sexta-Feira, 31 de Maio de 2013 - 09:56 (Colaboradores)

MAIS SERVIDORES DO INCRA CAEM PRESOS NO CERCO DA POLÍCIA FEDERAL EM GUAJARÁ-MIRIM

Além dos dois servidores da Unidade do INCRA – já recolhidos à Casa de Detenção e ao Albergue Feminino, em Guajará-Mirim -, também as prisões temporárias e preventivas por decisão do Juízo Federal rondoniense.


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Guayaramerín, Amazônia Boliviana [PANDO] – A maioria dos brasileiros desta parte das Amazônias não ficou surpresa com a prisão, nesta quinta-feira [30], pela Policia Federal, de mais dois acusados de desvio de dinheiro público do outro lado da fronteira dentro das ‘Operações 8666 e Pau-Brasil’.

Os servidores da Unidade do INCRA [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária], sediado em Guajará-Mirim, José Maria Palheta e Maria da Conceição, foram presos no desdobramento das operações e tiveram as prisões temporárias e preventivas. A dupla deve ficar na cadeia por 90 dias.

Em viagem a Países Andinos, repórter deste site de notícias apurou que, ‘os presos, dentro das investigações, têm ligações com os principais envolvidos no esquema de fraudes, os empresários José Cavalcante Neto e João Batista Coelho de Oliveira, além deste, o policial civil Francisco Cavalcante Guanacoma [O Dico].

Além dos dois servidores da Unidade do INCRA – já recolhidos à Casa de Detenção e ao Albergue Feminino, em Guajará-Mirim -, também as prisões temporárias e preventivas por decisão do Juízo Federal rondoniense. A medida arrolou, também, ainda no dia 20, os servidores Manoel Sátiro Ferreira e Nivine Duran  Albuquerque.

Com o cerco a um verdadeiro cardume de ‘tubarões’ da política da ‘Pérola do Mamoré’ – antes considerados intocáveis – a Polícia Federal, além de ser a polícia mais temida da fronteira bi-nacional, a confiança da população na instituição brasileira, segundo coleta de informações, ‘nos quase 11 anos de Lula e Dilma, mais que dobrou’.

DESDOBRAMENTO – Na opinião de parte de formadores de opinião, advogados, magistrados, educadores, ativistas de direitos civis, além de entidades contrárias ao suposto estado de falência das instituições nos grotões amazônicos, ‘apenas políticos e familiares dos presos nas operações federais parecem ser contrários à devassa do quartel dos marginais do poder’.

Lembraram, igualmente, outras operações sucesso da PF na região, entre as quais, as que fecharam farmácias, figurões de famílias tradicionais envolvidos com o narcotráfico, contrabando de armas, munições, roubo de carros, motos, combustíveis, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, pedofilia, além de prisões dos irmãos Lili Dourado e Maximiliano Munhoz.

No caso das farmácias, a Câmara de Vereadores da homônima Guajará-Mirim emitiu nota de repúdio às ações da Polícia Federal com autoria do ex-presidente do Legislativo Mirim, vereador reeleito Dr. Célio Targino de Melo [PP], preso na Casa de Detenção por envolvimento em desvio de dinheiro pública e fraudes em licitações na reforma de um Posto de Saúde ‘Carlos Chagas’ [Bairro Tamandaré] e reforma em uma creche no bairro de Fátima.

Com a forte repercussão das prisões de figurões da política e de empresários com negócios intensivos nos dois lados da fronteira binacional, os brasileiros ouvidos deste lado, afirmam, contudo, que, ‘a Polícia Federal brasileira não pratica humilhações nem constrangimentos, pois quem é preso nessas operações, verdadeiramente, são criminosos potenciais, não cidadãos inocentes’.

Para um septuagenário do Partido Comunista Brasileiro [PCB], ‘o governo brasileiro deve manter uma atitude firme diante da indisciplina e do descontrole de seus cidadãos que, no contraponto ao choque de responsabilidade constitucional, insistem em enriquecer à todo custo’. Inclusive através do narcotráfico e associativismo a quadrilhas de políticos e políticos ladrões’.

GUAJARÁ MAIS PERTO DA PAZ – Foi o sucesso das operações da PF que fez parte da máfia política e de empresários sofrer o primeiro revés na história de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, mesmo depois de uma avalanche de denúncias de corrupção nas Câmaras, Prefeituras e do crime organizado da região.  

Por causa da repercussão internacional, as prisões feitas pela PF fizeram com que cidadãos céticos até então, mudassem de opinião. Ao ponto de a maioria deles apelarem à presidente Dilma o envio de mais agentes federais às fronteiras do Brasil com os vizinhos Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela e Guianas.

No caso específico de Guajará-Mirim, ‘a paz entre cidadãos de bem está mais perto do que nunca, caso o Governo brasileiro se faça presente em toda a extensão do território nacional’. O plano, segundo o ex-porta-voz do PCB, ‘parte é montar uma rede de agentes ativos e de espionagem nos moldes à CIA [Central de Inteligência Americana], MOSSAD [Serviço Secreto de Israel], MI [Secreto Secreto de Sua Majestade, no Reino Unido] ou da antiga KGB [Serviço Secreto da ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Com o baque dado pela PF à máfia política e de empresários com negócios nos dois lados da fronteira, o envio dos federais, construção do Posto Alfandegário, bases da Marinha, Exército e da Aeronáutica, além da modernização do SIVAM, SIPAM e das policias locais, ‘vai significar o controle de pessoas, veículos suspeitos e a evasão escandalosa de divisas aos países estrangeiros’.

Xico Nery é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Notícias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos.

Fonte: Xico Nery-News Rondônia

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