Sexta-Feira, 16 de Maio de 2014 - 08:02 (Colaboradores)

MAIOR BAQUE NO CRIME ORGANIZADO, APENAS SE OPERAÇÕES ÁGATA FOREM PERMANENTES

Essa ocupação, mesmo que não permanente, a cada Operação Ágata, impõe um novo desenho político-militar ao país e, sobretudo à Amazônia Brasileira cujo destino final seria a inovação de todo poderio bélico brasileiro em todo o país


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ITAETUBA, Oeste do Pará – Pode ser uma raridade, mas as fronteiras da Amazônia começam a receber a atenção das Forças Armadas, agora, pra valer. E poder melhorar com a implantação, pelo Exército Brasileiro do Sistema Integrado de Fronteiras [SISFRON].

Essa é, pelo menos, a conclusão a que chegaram especialistas em estratégia militar ouvidos por este site de notícias nesta parte da Amazônia. A maioria, segundo se apurou, ‘supostamente, fez parte da inteligência nacional nos anos de chumbo, sobretudo com atuação na base da Força Aérea, em Jacareacanga’.

GOVERNAR NÃO É ABRIR ESTRADAS - A presença dos militares nos grotões do país, dentro de um teatro operacional de forças de combate conjuntas [Exército, Marinha e Aeronáutica] e forças auxiliares [Policia Federal, Rodoviária Federal, Receita Federal, IBAMA, ABIN, e outras], ‘deve mostrar ao final, um novo olhar à região amazônica que é, sim, a responsável, pelo maior fornecimento de matéria-prima à Indústria nacional de armamentos e de base.

ENJAULAR OS BARÕES E COLARINHOS - BRANCO - Sobre, no caso desta parte do Estado brasileiro, a dimensão a ser coberta pelas operações anti-narcotráfico e o crime organizado ‘é divulgada previamente’, o que desagrada à população e especialistas. Segundo eles, ’até agora, só foram presos arraias-miúdas’ e os menos expressivos ladrões de galinha em quintais nativos.

- Pequenos baques, é o que leva a bandidagem regional, atestam as fontes.

LOAS AOS HERÓIS DA ÁGATA - Em meio às críticas face o emprego de milhões de reais, homens e belonaves nesse tipo de operação, ‘é visível a aprovação dos planos encabeçados pelo Ministério da Defesa, através das Forças Armadas acantonadas na Amazônia’ [Ocidental e Oriental].

Na outra ponta da linha, cidadãos comuns agradecem aos militares pelos relevantes serviços que as operações militares prestam às populações alvo, entre ribeirinhos, assentados do INCRA e indígenas. Os benefícios lembram, dentre outras ações protagonizadas, ‘as chamadas Operações ACISO do Exército’.

- Foi um bom tempo, o que fechou o século passado, quando nas inundações no Rio Amazonas, na década de 90e 2000, possibilitou aos nativos serem socorridos até mesmo de avião, o Catalina ou Pata-Choca’, lembra um soldado da Borracha.     

À época, de acordo com relatos de indígenas da etnia Munduruku, no Rio Teles Pires, adentrava as belonaves da Marinha e ninguém ficava sem atendimento médico, odontológico ou mesmo sem cestas de alimentos, recorda a mesma fonte quase secular.

CONTROVÉRSIA PLAUSÍVEL – Mais pensadas que as protagonizadas pelo Governo Militar, as Operações Ágata previstas para durar dez anos, segundo analistas ouvidos, ‘deveria impor um novo padrão para que, verdadeiramente, todas as forças federais se consolidem na Amazônia em todos os níveis por um temido longo prazo’.

OMISSÃO DA ELITE LATINA - Face à implementação de um novo padrão para que a troca de dados entre os vizinhos do Brasil [mais a Bolívia, Peru, Paraguai, Uruguai e Colômbia] foi sugerido ainda que os militares fustiguem os ministro da Defesa e da Justiça para que, ‘em Brasília, promovam a zerézima da lista de brasileiros foragidos e homiziados nesses países’.

Analistas acreditam, contudo, que, ‘é nesses pontos da fronteira nacional com los hermanos uruguaios, bolivianos, paraguaios, peruanos e colombianos que sempre estiveram os epicentros para a entrada de drogas, armamentos, agrotóxicos, alimentos proibidos, além de dinheiro falso pelos corredores abertos à [mi] imigração ilegal em nosso país’.   

XICO NERY é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Noticias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos

Fonte: XICO NERY

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