Sexta-Feira, 20 de Maio de 2016 - 12:27 (Colaboradores)

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LENHA NA FOGUEIRA: PALÁCIO PRESIDENTE VARGAS TERÁ MOBILIDADE PARA OS VISITANTES

O projeto arquitetônico, lançado na noite dessa quarta-feira (18) prevê diversas modificações e restauração dos acervos arqueológico, etnográfico, paleontológico, documental e de artes.


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A partir deste sábado 21 Marcela Bonfim expõe a Amazônia Negra no espaço cultural Cujuba.


A abertura da exposição de fotografias, impressas diretamente na madeira, do projeto “(Re)Conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta” , de Marcela Bonfim, no sábado de lua cheia, 21 de maio, no espaço cultural Cujuba - do poeta Dom Lauro, promete ser um marco da luta do negro por um espaço justo na sociedade.


Escreveu a jornalista Ana Aranda que juntaamente com seu compnaheiro de longas datas, Bubu Jonshon, Júnior, Basinho e tantos outros artistas estarão prestigiando o evento mostrando também suas artes.


Marcela selecionou 33 fotografias de suas andanças em Porto Velho e quilombos do vale do Guaporé, na procura da identidade dos descendentes de africanos que contribuíram para o desenvolvimento de Rondônia, a partir do remoto ano de 1750 - com a exploração do ouro e a construção do Forte Príncipe da Beira - até nossos dias, quando uma nova leva de migrantes negros - desta vez, haitianos - passou a fazer parte da população de Rondônia.


A exposição é feita em parceria com o Sesc/Rondônia e ficará à disposição do público até o dia 20 de junho no Cujuba – um espaço cultural com a cara de Porto Velho, que abre suas portas pela primeira vez para mostrar fotografias inéditas e outras já publicadas de Marcela Bonfim.


Quem assina a montagem da mosta e nada-mais nada-menos que a artista plástica Margot Paiva e a arquiteta Regina Mourão. Os 50 primeiros visitantes receberão um catálogo da exposição.

 


A exposição será aberta com o vídeo experimental do projeto com edição de imagens da fotógrafa Michele Saraiva, mais intervenção do poeta Dom Lauro e do artista plástico Hely Chateaubriand. Também estão programadas apresentações das bandas Três de Nós e Tuer Lapim, músicos Júnior, Bubu Johnson e Basinho, bateria da Escola de Samba Asfaltão e discotecagem de Leonardo Felizardo.


Marcela Bonfim é paulista de Jaú e descobriu em Rondônia uma Amazônia negra, além da indígena que ela já esperava encontrar em Porto Velho, onde passou a morar a partir de 2010. “O projeto (Re)Conhecendo a Amazônia Negra propõe uma reflexão das artes visuais, no campo da antropologia visual, sobre a constituição e memória da população negra brasileira na região amazônica”, explica a fotógrafa.


Economista e ativista cultural pelas causas dos negros, povos tradicionais, populações de rua e presidiários, Marcela faz da máquina fotográfica um instrumento de militância pelo reconhecimento do papel dos africanos na formação da Amazônia e na defesa da sua autoestima, com o olhar de quem se reconhece no foco da câmara.


“A motivação deste trabalho, explica, se deu principalmente a partir da minha busca pelo reconhecimento pessoal e de entender-me enquanto mulher negra num país racista, onde os espaços são sutilmente fragmentados entre negros, pardos e brancos. Todos vivendo em espaços delimitados e realizando funções específicas. Só que os primeiros à margem da sociedade e da história oficial”.


Estão todos convidados a apreciar a arte fotográfica de Marcela Bonfim amanhã a partir das 20h30 no espaço Cojuba a riua Prudente de Moraes, 2449 pertinho do Cemitério dos Inocentes.


Em ambiente de muitas salas, muitas coisas podem acontecer, por isso é preciso ter cuidado, pois segundo informes beradeiros tradicionais: “Mata tem olho e parede tem ouvido”. No caso, a frase foi investida. “Parede tem Olho e visitante tem ouvido”. Pano por favor se não pode dar confusão!


Palácio Presidente Vargas terá mobilidade para os visitantes

Sesis décadas depois de inaugurado, o Palácio Presidente Vargas, no estilo neoclássico, deixou de ser “do governo” para ser transformado no Complexo Cultural Palácio da Memória, em Porto Velho.

O projeto arquitetônico, lançado na noite dessa quarta-feira (18) prevê diversas modificações e restauração dos acervos arqueológico, etnográfico, paleontológico, documental e de artes.

O palácio, no centro histórico da capital, teve sua pedra fundamental lançada em 13 de setembro de 1948, no governo Joaquim Araújo Lima, e suas obras foram concluídas em 29 de janeiro de 1954, durante o governo Ênio Pinheiro.

Descrevendo o espaço e a pesquisa até então feita no palácio, a diretora do museu, Ednair Rodrigues, elogiou a concepção dada pelo arquiteto Lucas Veronese Varanda à restauração do prédio, que também terá sua cor original resgatada.

Ao som da Orquestra Villa-Lobos, o gabinete do governador foi aberto à visitação.

O superintendente estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer, Rodnei Paes, lembrou ter visitado o Palácio Rio Branco, ex-sede do governo do Acre, também transformado em museu na capital acreana.

“Cada um poderá dar a sua contribuição para que este sonho seja concretizado por todos. O governador Confúcio Moura constatou que temos profissionais capacitados para fazer o museu, e assim montamos a nossa equipe”, explicou.

Aos chamados “fazedores de cultura”, Paes prometeu desenvolver projetos, considerando que o terreno para o Arraial Flor do Maracujá, no Parque dos Tanques, foi uma conquista. “O governador sonha hoje com o moderno projeto de salas e ambientes para o museu”, disse.

COMO SERÁ

Autor do inventário de bens móveis da Madeira-Mamoré, o arquiteto Lucas Veronese lembrou ter ingressado na Superintendência Estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) com a preocupação de consultar a comunidade para melhor conservar prédios antigos na cidade.

Entre outros aspectos, seu projeto prevê a garantia da acessibilidade ao palácio, a retirada da rampa e a correção das sacadas, algumas das quais modificadas inclusive com a colocação de aparelhos de ar-condicionado.

“Num raio de 400 metros no entorno do palácio, há ônibus à vontade”, enfatizou.

Do prédio original, projetado pelo arquiteto José Otino de Freitas, restaram pedras São Tomé na escadaria e guarda corpo na entrada. Fachada, luminárias e pisos serão recuperados. Infiltrações serão corrigidas.

O mobiliário também foi contemplado. No térreo, a Praça Raízes mostrará referências regionais. O projeto ainda inclui um estudo de insolação anual. No alto, com vistas para o rio Madeira, será construída a sala do café regional com aparência de um vagão de trem. Turistas serão recepcionados num centro de atendimento.

Numa das entradas do palácio, o pintor Gaspar Knyppel escreveu no painel de sua autoria: “O que você espera desse sonho?” Na saída do evento havia dezenas de pedidos.

Fonte:

Montezuma Cruz
Fotos: Esio Mendes
Secom - Governo de Rondônia

Fonte: Zé Katraca

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