LENHA NA FOGUEIRA: CÁSSIA ELLER – O MUSICAL EM PORTO VELHO - News Rondônia O musical tem direção de João Fonseca e Viniciús Arneiro, idealização de Gustavo Nunes e produção da Turbilhão de Ideias Entretenimento. O texto é de Patrícia Andrade, que flagra Cássia ainda antes do início da carreira e acompanha toda a sua trajetória musical - dos primeiros passos como cantora em Brasília a sua explosão nacional - sem deixar de lado seus amores, em especial Maria Eugênia, sua companheira com quem criou o filho Chicão.

Porto Velho,

Quinta-Feira , 12 de Maio de 2016 - 12:11 - Colaboradores


 


LENHA NA FOGUEIRA: CÁSSIA ELLER – O MUSICAL EM PORTO VELHO

O musical tem direção de João Fonseca e Viniciús Arneiro, idealização de Gustavo Nunes e produção da Turbilhão de Ideias Entretenimento. O texto é de Patrícia Andrade, que flagra Cássia ainda antes do início da carreira e acompanha toda a sua trajetória musical - dos primeiros passos como cantora em Brasília a sua explosão nacional - sem deixar de lado seus amores, em especial Maria Eugênia, sua companheira com quem criou o filho Chicão.

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O folclore rondoniense está em luto. Na manhã de ontem, o fundador do Boi Bumbá Az de Ouro Raimundo Nonato Guesdes faleceu.


Nonato como era conhecido, foi verdadeiro baluarte da arte de brincar boi em Porto Velho. Seu personagem preferido era o Cazumbá. Personagem que o tornou conhecido no segmento Boi Bumbá.


Brincou em vários grupos entre eles Malhadinho e Corre Campo de onde saiu para criar seu próprio grupo o Az de Ouro em 1991. Nonato foi Cazumbá no tempo que os personagens Pai Francisco e Cazumbá tiravam versos de improviso durante as apresentações dos bois, além de fazer palhaçada correndo atrás das crianças na hora do ritual “Tira Língua” do Boi. Os Mascarados pegavam um menino ou menina e encenavam que estavam amolando a faca em sua bunda. Era uma algazarra entre a gurizada que corria com”medo” e ao mesmo tmpo, querendo ser presa pelos mascarados.


Cansado de ser apenas coadjuvante, Nonato resolveu criar seu Boi Bumbá. Perturbou o Hiran Brito Mendes que ere seu chefa na Prefeitura Municipal de Porto Velho, para que o mesmo o ajudasse na compra do material para a confecção do boi e das fantasias dos seus brincantes.


Hiran Brito que também era diretor da Escola de Samba Pobres do Caiari, falou comigo (Silvio Santos) que era o presidente da escola e solicitou que doasemos ao Nonato sobra dos tecidos utilizados na confecção das fantasias da escola no carnaval daquele ano.


Além de doarmos o tecido, emprestamos alguns instrumentos de percussão para o Boi que foi batizado com o nome de Az de Ouro se apresentar no Arraial Flor do Maracujá daquele ano.


Daí vem a origem da cor azul adotada pelo Az de Ouro. Não tem nada a ver com o bumba Caprichoso de Parintins e sim com a escola de samba Pobres do Caiari.


Otimo compositor de toada e tirador de versos, Nonato deixou de ser cazumbá e passou a Amo do Az de Ouro. Na realidade, o Az de Ouro foi o primeiro bumbá a colocar no Flor do Maracujá uma Barreira de Amo Nonato, Silvio Santos e Suritiba entre outros.


Foi o Az de Ouro que implantou nas apresentações de Boi Bumbá em Porto Velho instrumentos de harmonia, no caso Banjo e Cavaquinho tocados pelos múscos Audízio e Valcir.


As toadas compostas pelo Nonato tinham a levada das toadas do Bumba-Meu-Boi do Maranhão, eram toadas com letras poéticas, como é o caso da famosa “Pena Branca” que foi gravada pelo cantor brasiliense Maciel.


Foi também o Az de Ouro sob a presidencia do Nonato, que colocou no Flor do Maracujá costeiros (capacete) em forma de asa delta, criação do artesão Flávio Lacerda. A primeira Banda de Toada de Boi “Canto da Floresta” foi formada por integrantes do Az de Ouro.


Em 1995 Nonato recebeu das mãos do secretário de cultura Amizael Silva o troféu de campeão de Boi Bumbá do Arraial Flor do Maracujá, fato que só voltou a se repetir em 2012 quando Nonato já não era o presidente do Bumbá.



Partiu o compositor das toadas poéticas, aquelas que exaltam a figura feminina de um modo geral. Partiru meu amigo e parceiro Raimundo Nonato Guedes – O Prego.


Nonato faleceu as 11 horas de ontem dia 11 de maio de 2016, aos 74 anos de idade. Seu corpo está sendo velado na residencia da família a rua Sucupira e o enterro acontecerá as 15 horas desta quinta feira.


Descansa em Paz Nonato!


Cássia Eller – O Musical em Porto Velho

Porto Velho será uma das cidades contempladas na nova temporada de “Cássia Eller – O Musical”. O espetáculo já foi visto por mais de 80 mil espectadores no ano passado, após percorrer 12 capitais brasileiras. Neste ano mais 15 capitais serão visitadas, tornando-se o primeiro espetáculo musical a realizar turnê por todas as capitais do Brasil. O espetáculo destaca a carreira de uma das vozes mais marcantes da MPB. As apresentações irão ocorrer nos dias 14 e 15 de maio no Teatro Estadual Palácio da Artes. “Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher”. Os versos de Renato Russo que Cássia Eller cantou por tantos anos falam muito sobre a personalidade da artista, uma verdadeira fera nos palcos, mas que podia ser um bicho arredio fora dele. Mulher de poucas palavras, cantora de infinitos sons e uma voz tamanha, doce e amiga na vida, foi forte e surpreendente na arte.

O musical tem direção de João Fonseca e Viniciús Arneiro, idealização de Gustavo Nunes e produção da Turbilhão de Ideias Entretenimento. O texto é de Patrícia Andrade, que flagra Cássia ainda antes do início da carreira e acompanha toda a sua trajetória musical - dos primeiros passos como cantora em Brasília a sua explosão nacional - sem deixar de lado seus amores, em especial Maria Eugênia, sua companheira com quem criou o filho Chicão. A autora fez um amplo mergulho na obra de Cássia e entrevistou familiares e amigos que a ajudaram a construir um mosaico fiel sobre a história da cantora.

A direção musical é de Lan Lanh, que tocou anos com Cássia e tem total propriedade na obra da cantora. O roteiro passeia desde uma criação autoral quase obscura, como Flor do Sol, até algumas canções que ficaram imortalizadas por ela, como Malandragem (Cazuza/Frejat), Socorro (Arnaldo Antunes/Alice Ruiz) e Por Enquanto (Renato Russo). O amigo Nando Reis, que é também personagem do espetáculo, comparece com várias composições no repertório, como All Star, O Segundo Sol, Relicário, Luz dos Olhos e E.C.T., entre outras.

O papel-título é interpretado por Tacy de Campos, atriz e cantora de Curitiba que foi escolhida entre mais de 1000 candidatas que se inscreveram para as audições, quando foi definido também todo o elenco, que conta ainda com Eline Porto, Emerson Espíndola, Juliane Bodini, Jana Figarella, Jandir Ferrari, Thainá Gallo. Os diretores João Fonseca e Viniciús Arneiro não poupam elogios à protagonista: “Tacy é sensacional, muito inteligente e intuitiva, além de ter uma voz incrível”, exalta João. “Ela surpreendeu a todos e, antes mesmo dela cantar, já estávamos magnetizados pela figura tímida e doce que ela é. Ao final da primeira música, ficamos um pouco em silêncio, admirados com o que estava diante de nós. Existem algumas semelhanças entre ela e a Cássia e foi essa pureza de estado que nos arrebatou”, complementa Vinicius.

A banda é formada por Felipe Caneca (pianista), Pedro Coelho (baixista), Diogo Viola (guitarrista), Mauricio Braga (baterista) e Fernando Caneca (violonista). A ficha técnica do espetáculo completa-se com os figurinos de Marília Carneiro e Lydia Quintaes, iluminação de Maneco Quinderé, cenários de Nello Marrese e Natália Lana e direção de movimento de Márcia Rubin.

O espetáculo tem patrocínio do Banco do Brasil Seguridade.

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Fonte: Zé Katraca

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