Sexta-Feira, 14 de Setembro de 2018 - 15:19 (Geral)

L
LIVRE

JUÍZO DA 5ª VARA FEDERAL DELIBERA NA SEGUNDA 17 PLANO DE SEGURANÇA À AEFFM A PEDIDO DO MPF, ASFEMM E ÓRGÃOS AUXILIARES

“Trata-se da primeira ação efetiva tomada pelas autoridades para botar fim à ausência de providências ao suposto descaso oficial para com o Complexo Ferroviário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré”.


Imprimir página

Porto Velho, RONDÔNIA – “Trata-se da primeira ação efetiva tomada pelas autoridades para botar fim à ausência de providências ao suposto descaso oficial para com o Complexo Ferroviário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré”.

Foi o que afirmaram, nesta sexta-feira, 14, dirigentes da Associação representativa da categoria ao se referirem à reunião da próxima segunda-feira, 17, na sede da 5ª Vara Federal (Ambiental e Agrária), da Justiça Federal, a partir das 15h. 

A expectativa entre os grupos de interesse, capitaneados pelos Ferroviários da EFMM, “é de que, pela vez primeira, sejam feitas tratativas plenas para execução de um plano de segurança com monitoramento eletrônico e policiamento ostensivo, além de uma base fixa da Polícia Militar dentro do Complexo”, disseram dirigentes da categoria, nesta Capital.

O evento foi desenhado em um painel ocorrido na Procuradoria da República (MPF) sob a chancela da Procuradora Gisele Bleggi, e contando ainda com a participação da Promotora de Justiça, Flávia Barbosa e ferroviários. Na ocasião, foi decidido que esses pleitos seriam levados à Justiça Federa para forçar a execução desses projetos.

Ato contínuo, no dia 12 passado, a Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (ASFEMM) foi ouvida na Polícia Federal, a fim de informar sobre “os gargalos em torno da insegurança existente, bem como na cessão de parte das ações praticadas pela criminalidade que impera nos ambientes da EFMM ao menos duas décadas e meia”.

Historicamente é dos ferroviários a parte maior das exigências por providências junto ao poder público das ações, sobretudo movidas junto aos ministérios públicos (MPF/MPE) para que impeçam o tráfico de drogas, prostituição infanto-juvenil, adulta, roubo e furtos de peças do acervo ferroviário e dos imóveis da centenária Vila Ferroviária.

Diante desse quadro, os números de roubos, furtos e depredação do acervo histórico do Complexo e nos imóveis da centenária Vila Ferroviária em face da falta de vigilância armada nos seus ambientes, ferroviários e a sociedade alegam, contudo, “falta de interesse e cumprimento de demandas instituições por parte do Estado cujo artigo 264, da Constituição Estadual, continua sendo respeitado”.

Ao menos 100 anos da sua construção, a Madeira Mamoré, o bucólico Marco Zero, Museu da Linha Férrea, a Estação Central, torres, postes telegráficos, dormentes, luminárias, lustres, as litorinas, locomotivas, oficinas, galpões, trilhos e trens, além do prédio do Relógio, todos considerados peças inseparáveis do Centro Antigo de Porto Velho, continuam sendo atacados por ladrões, traficantes, vagabundos e marginais sob a complacência das autoridades rondonienses.

Além da pauta que será discutida na seara da 5ª Vara Federal (Ambiental e Agrária), na segunda 17, a falta de interesse pela segurança nos ambientes da EFMM, levou moradores, turistas e visitantes durante caminhada da Procuradora Gisele Bleggi, na quinta-feira (13), a exigirem que “os trens devem voltar a circular sobre os trilhos até à Vila Santo Antônio e à linha final, no futuro, de Porto Velho a Guajará-Mirim, como no passado”.

Fonte: 015 - George Telles

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias