Sexta-Feira, 11 de Agosto de 2017 - 12:33 (Saude)

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JUIZADO ESPECIAL E DEFENSORIA PÚBLICA AUXILIAM A SESAU A AVALIAR DIETA ENTERAL

A maioria de pacientes adultos e idosos formam o quadro de pacientes de doenças crônicas não transmissíveis: cardíacas, câncer, depressão, diabetes, hipertensão, obesidade e respiratórias. Eles recebem essa alimentação.


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O governo estadual investe mensalmente R$ 1 milhão por mês (R$ 12 milhões/ano) na aquisição e distribuição de suplementos e módulos nutricionais para crianças e adultos impossibilitados de se alimentar por via oral em Porto Velho e no interior de Rondônia.

Parceria com o Juizado Especial e Defensoria Pública melhoram a eficácia desse órgão, informou hoje (10) a responsável pela Coordenadoria Técnica Estadual de Nutrição Enteral da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Alcione Altini Paes.

A maioria de pacientes adultos e idosos formam o quadro de pacientes de doenças crônicas não transmissíveis: cardíacas, câncer, depressão, diabetes, hipertensão, obesidade e respiratórias. Eles recebem essa alimentação.

“A industrialização de alimentos e o sedentarismo maltrata as pessoas e já existem estudos associando a má alimentação à depressão”, alertou a coordenadora.

A central, que nasceu em 2015 e atualmente funciona em um grande galpão do bairro Industrial, distribui produtos para a terapia nutricional enteral completa, suplementar e com módulos nutricionais (fibras, proteínas e carbohidratos). Geralmente, são itens importados e adquiridos por licitação eletrônica.

Ingerir alimentos ricos em gorduras trans e saturadas aumenta os riscos de depressão, segundo um estudo espanhol publicado nos Estados Unidos, o que confirma resultados de estudos anteriores que vinculavam o consumo de fast-food a essa doença.

Alcione Paes explicou a razão da parceria que impôs avaliação da real necessidade de cada paciente, corrigindo dessa maneira situações anteriores, uma delas, a entrega do produto a pacientes em casa.

No rol de cuidados para o paciente melhorar a saúde, ela lembra a necessidade do consumo de alguns produtos, entre os quais, óleo de oliva, ricos em ácidos graxos ômega 3, que podem combater o risco de doença mental.

Alimentos são fornecidos a pacientes que necessitam de dieta especial

Anteriormente, o Tribunal de Contas do Estado constatava a falta de espaço físico para armazenar os produtos, alguns dos quais até perdiam a validade. Essa situação resultou no que ela classifica de “eficácia de gestão”.

Segundo a coordenadora, os investimentos foram recalculados, sobrepreços analisados e foram criados critérios por meio de protocolo que avalia o paciente nos aspectos socioeconômicos, nutricionais e seus laudos médicos.

Hoje, a avaliação do paciente é feita conjuntamente pela coordenadoria e pelo Poder Judiciário, enquanto o maior número de demandas procedem do Juizado Especial e da Defensoria Pública.

DIETA ARTESANAL

O fato de a central distribuir produtos importados, de alta qualidade, e representados por reduzido número de fornecedores também preocupou a Sesau, porque algumas mães deixavam de amamentar e até pediam “a mais” para o consumo de ouros filhos, por exemplo.

O avanço possibilitou melhor acompanhamento, evitando com isso o armazenamento de produtos e venda de dietas.

Conforme Alcione, a coordenadoria adotou a dieta artesanal à base de insumos já disponíveis. Ela é de baixo custo e é bastante utilizada, principalmente por pacientes que fazem uso da nutrição enteral por um longo período em decorrência do seu menor custo.

“A vantagem é que o paciente entra no convívio familiar, fortalecendo vínculos afetivos”, comentou.

Segundo o administrador Maycon Souza Silva, a central tem dez funcionários e ainda atende pacientes do Serviço de Atendimento Médico Domiciliar (Samd), e fornece a aproximadamente 20% do total de pacientes oncológicos (de câncer).

De janeiro a novembro de 2016, o número de pacientes atendidos subiu para 560, totalizando 160% de crescimento em comparação a 2015.

A clientela desse tipo de nutrição está espalhada por hospitais públicos, na Assistência Médica Intensiva e no Centro de Medicina Tropical de Rondônia.

Fonte: 010 - SECOM/GOV-RO

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