Sabado, 23 de Julho de 2016 - 11:43 (Colaboradores)

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JUABP - A ETERNA BATALHA ENTRE O BEM E O MAL

Quando assumi a JUABP em 2004 trouxe algumas inovações, como os aros que nossas damas usaram para armar os vestidos e muitos disseram que estávamos colocando baianas de escola de samba para dançar no Flor e daí para a frente, sempre estamos inovando com alguma coisa que venha engrandecer nossa apresentação e chamar a atenção do público.


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O figurinista, pesquisador e folclorista quadrilheiro João Big presidente da quadrilha JUABP fala sobre a apresentação da quadrilha na 35ª Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás -´Arraial Flor do Maracujá, defendendo o tema “A Eterna Batalha Entre o Bem e o Mal” pesquisa de Frak Mattos e Mariluce Ciany.

Quando assumi a JUABP em 2004 trouxe algumas inovações, como os aros que nossas damas usaram para armar os vestidos e muitos disseram que estávamos colocando baianas de escola de samba para dançar no Flor e daí para a frente, sempre estamos inovando com alguma coisa que venha engrandecer nossa apresentação e chamar a atenção do público.

Apesar de no ano passado sofrermos com o resultado, que nos colocou em sétimo lugar, um resultado jamais esperado por todos da quadrilha, porém, em nenhum momento a JUABP se deixou abater. Tanto que neste ano de 2016 vamos nos apresentar com uma estrutura bem maior. Independente de resultado a JUABP é isso.

Qual foi o primeiro grande tema que vocês colocaram no Flor do Maracujá?

Foi o de 2006 quando nos deram o primeiro lugar, um tema quase parecido com o desse ano: em 2006 falamos da Fé “Entre a Luz e a Escuridão”. Na realidade, por falta de recursos para comprar material adequado não colocamos o tema de acordo com o idealizado e mesmo assim conseguimos o título.

Este ano, com mudança em alguns setores, vamos colocar na arena coisas novas. Quem for assistir a JUABP no dia 1° de agosto na Cidade da Cultura – Parque dos Tanques vai ver realmente a “Batalha Entre o Bem e o Mal”, onde vamos colocar duas figuras mitológicas num embate literalmente nas alturas, numa alegoria com aproximadamente 12 metros de altura. Vamos fazer de tudo para que o público entenda o que estamos querendo passar.

Montagem da Quadrilha

A JUABP vai se apresentar com 42 pares entre os bailarinos brincantes. No total geral serão 120 pessoas trabalhando dentro da arena do Flor do Maracujá entre bailarinos, apoiadores e diretoria. Melhor explicando, serão 40 casais distribuídos entre quatro cordões retratando o bem e o mal, isso vai ser visível desde o começo quando nosso balé de abertura composto por 12 bailarinos que estão ensaiando diariamente, entrar na arena do Flor do Maracujá.

No final temos certeza que a nossa apresentação vai comover o povo, muitos derramarão lágrimas de emoção, podem esperar que vamos utilizar muitos efeitos especiais, desde o show pirotécnico aos efeitos de luz, papel picado e o marco maior, a apoteose que será quando uma imagem de mais ou menos 8 metros de altura vai surgir na arena. “É melhor parar para não entregar o ouro para os concorrentes”;

Personagens (Item)

Coreografo professor e bailarino Clay Pereira; ninguém melhor do que ele entende na atualidade a forma de dançar quadrilha aqui em Porto Velho. Dançar quadrilha tem várias formas em qualquer lugar do Brasil, mas, para o nosso estilo de vestimenta, local onde vamos dançar, ele é o melhor coreografo.

Casal de Noivos Clay Pereira e Viliane; Marcador Alex Souza; Lampião e Maria Bonita Emerson e Carol que vão contar com o deslumbrante Cangaço da JUABP; Velho e Velha Ney e Shirley; Padre Rinam; Sacristãos Matheus e Felipe; Seringueiro Júlio e Caçador Flávio; Guarda Diego.

Tem uma polêmica em relação ao comprimento dos vestidos das damas. Como vocês da JUABP vêm isso?

Pra gente, tudo que vem pra melhor e somar é bem-vindo, costumo falar, não querendo fazer a cabeça de alguém de grupo “a” ou grupo 'b”. Da mesma forma que grupos implantaram coisas novas no nosso festival, a JUABP ano após ano vem trazendo novidades e esse será o nosso quarto ano com esse estilo de vestimenta, quer queira, quer não, vamos vestir uma roupa mais curta, que dá uma leveza melhor para quem está dançando. Se formos na ideia do Nordeste, anos atrás todas as quadrilhas nordestinas dançavam de roupas longas e hoje todas dançam com roupa curta. Estamos apenas seguindo uma tendência. Hoje defendemos a utilização do vestido curto nas apresentações das nossas quadrilhas é bem mais prático. O ponto forte da JUABP é o conjunto da indumentária, é o sapato, a meia a calçola de quem dança com esse estilo. Um grupo para ser um grupo bom, tem que ser uniformizado em tudo, desde um sapato a um arranjo de cabeça. Esse é o diferencial do nosso grupo.

Nossas rainhas: Até hoje brigo para que as Rainhas sejam quesito de julgamento no Flor do Maracujá primeiro porque são meninas que gastam muito em suas indumentárias, pensando na qualidade, vamos colocar apenas três rainhas, são aquelas que realmente vestem a camisa da quadrilha, são elas: Naielle Nayane (Rainha Caipira), Fran (Rainha do Milho) e a Simone (Rainha das Flores).

Banda

Todo o repertório da JUABP está a cargo do tecladista Andrezinho e da cantora Tânia. A JUABP vai se apresentar sob os acordes da Banda comandada pelo maestro Diocélio um corpo musical com mais de 10 músicos.

História

Criada em 1998 por um grupo de jovens da igreja católica do Areal da Floresta cuja sigla significa Juventude Unida pelo Amor da Bom Pastor – Juabp. O grupo esteve ligado à igreja até 2005 quando passou a ensaiar na quadra da Escola Jesus Bulamarque.

Como grupo de dança de quadrilha, surge em 2000 e desde então participou todos os anos do Arraial Flor do Maracujá conseguindo seu primeiro título no grande evento no ano de 2006 com o tema “Entre a Luz e a Escuridão”, depois disso passou a figurar entre os cinco melhores grupos de quadrilhas do Flor do Maracujá.

Fonte: Zé Katraca

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