INTERPRETAÇÃO PSICOLÓGICA - Por Max Diniz Cruzeiro - News Rondônia Toda a extensão do corpo humano é capaz de capitar estímulos.

Porto Velho,

Quarta-Feira , 09 de Novembro de 2016 - 08:38 - Colaboradores


 


INTERPRETAÇÃO PSICOLÓGICA - Por Max Diniz Cruzeiro

Toda a extensão do corpo humano é capaz de capitar estímulos.

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Muitas vezes o adoecimento psíquico é devido rupturas no processo de construção do pensamento, visualizado na forma de lapsos em que a pessoa não consegue se desprender de um fluxo contínuo de ideias que teimam em recorrer geralmente em torno de uma lógica que afeta diretamente o indivíduo.

A capacidade humana de retenção não é um evento de gravação contínua, e se comporta analogamente a um registro de uma película cinematográfica, todos os seres humanos, capitulam suas informações na base de frames.

Os frames registram componentes importantes de metacognição, e é através deles que é possível criar rotinas, fluxos e fusão de reações.

Toda a extensão do corpo humano é capaz de capitar estímulos. E sendo assim, os registros são processados de forma concorrente por todo o encéfalo, porém o comando que gerencia as ações que chegam via aferências, consegue organizar as informações e deslocar procedimentos que são encaixados de forma sistematizada afim que cada etapa do movimento possa ser desencadeada dentro da ordem idealizada por quem quer promover a ação.

Porém quando este último mecanismo, que falando de uma forma bem grosseira, que canaliza os objetos cognitivos, em forma de uma fileira de execução sofre a falta de alguns componentes que deixaram de ser registrados, ou havendo o registro deixaram de ser catexizados (colocados à ativa), então um distúrbio somático pode surgir como consequência do não atingimento do objetivo que fora mensurado para uma saída motora ou psíquica.

Esse não preenchimento de “frames” pode ser o caso de muitas patologias, e a que se torna mais evidente é um adoecimento conhecido como histeria.

Na histeria o corpo do paciente fala, e reproduz saídas distintas das desejadas na forma de espasmos musculares.

Em outros tipos de demência podem confundir o eixo temporal de uma memória e restringir o entendimento de quem deseja promover um ato de comunicação.

Porém, existe uma solução que é adotada por toda pessoa que necessita organizar a sua mente, que é procurar a ajuda de um profissional que interprete o funcionamento do seu cérebro.

Então nas primeiras sessões de um atendimento psicológico, a pessoa deve ser capaz de mapear por si mesma o funcionamento do seu cérebro, dizendo como se comporta socialmente, o que pensa, o que reflete, suas angústias, suas afetações, seus traumas, o que lhe dá prazer e felicidade, a forma que objetiva desenvolver sua história e seu projeto de vida na busca de que o profissional possa estabelecer o lapso da conexão que leva o paciente a não ficar tranquilo cognitivamente.

O psicólogo é levado a crer que esteja montando um quebra-cabeça da mente do indivíduo, e com o aprofundamento do conhecimento do seu paciente é capaz de relacionar os pontos conflituosos que são desencadeados no processo da fala deste paciente.

Quanto mais verdadeiro for o paciente consigo mesmo maior é a probabilidade de reorganização mental. E como forma de aceleração do tratamento, quando o psicólogo acredita que está diante de um “objeto” que possa elucidar um trauma, uma incoerência ou inconsistência, lança mão de uma interpretação que pode ou não dizer para o sujeito o que ele precisa do que fora evidenciado para devolver a rotina exata que irá fazer o indivíduo gestar de forma pacífica o fluxo do seu pensamento.

Porém o grande erro dos pacientes é supor que o “objeto” adotado pelo psicólogo como explicação para o fenômeno que desperta o sofrimento no paciente deva ser um elemento real que fora devolvido pelo conhecimento teórico do psicólogo e muitas pacientes passam a duvidar das explicações dos profissionais, pois não reconhece como legítima um explanação.

Na realidade este objeto ou frame que é devolvido dentro de uma interpretação é uma lógica contida sobre a fala do paciente que permite fusionar um aspecto relevante do eixo de conectivos que faz parte da linha de pensamento do paciente.

Este método é uma forma de encaixe que visa devolver a homeostase cerebral (equilíbrio dinâmico cerebral). E fazer com que o indivíduo não fique circulando a rotina defeituosa.

Muitas vezes a privação por parte do paciente, quando este estabelece que somente possa ser dita meias verdades para o psicólogo, ou por medo de uma expectativa de ser recriminado, ou que tema que sua história se volte contra o próprio paciente, prejudica a interpretação do psicólogo, pois ao declarar suas conclusões, é evidente que os fatos omitidos não serão levados em consideração e assim o paciente nunca se verá satisfeito com as explicações que um psicólogo desenvolver para compor uma libertação do problema.

As explicações servem para compor eixos racionais, verdadeiras rotinas que encadeadas leva o indivíduo a voltar a progredir em termos de desenvolvimento cerebral, libertando-o do retorno cíclico ao elemento que está mal resolvido dentro do instanciamento psíquico.

Portanto é conveniente que o paciente tangencie ao máximo todo enredo que achar relevante em que a lembrança estiver encaminhado para o consciente a fim de que o psicólogo possa ter base para ajustar o mecanismo psíquico.

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Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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