Quarta-Feira, 11 de Setembro de 2013 - 19:53 (Colaboradores)

INTERPOL PODE AJUDAR CONTER ENTRADA DE OURO ILEGAL DE RONDÔNIA NA BOLÍVIA

Para a mídia, em sua nova era, nesta parte da Amazônia, ‘a liberdade em passarem aos dois lados de brasileiros e estrangeiros por Rondônia e Acre em direção à Bolívia e ao Peru, respectivamente, tem fritado as divisas que adviriam da arrecadação de minérios rondonienses, sobretudo sobre o ouro’.


Imprimir página

GUAYARAMERÍN, Beni, Bolívia – Patinando quase sempre na Esplanada dos Ministérios na capital do Brasil [Brasília] e no Congresso Nacional, o governador do vizinho estado de Rondônia, Confúcio Aires Moura [PMDB-Ariquemes], a cada incursão por pode não está pronto para as festa natalinas devido à evasão escandalosa de divisas.

Para a mídia, em sua nova era, nesta parte da Amazônia, ‘a liberdade em passarem aos dois lados de brasileiros e estrangeiros por Rondônia e Acre em direção à Bolívia e ao Peru, respectivamente, tem fritado as divisas que adviriam da arrecadação de minérios rondonienses, sobretudo sobre o ouro’.

De setembro de 2012 a setembro deste ano, economistas e cambistas que atuam nesta Província do Departamento [Estado] Beni, acreditam que o vizinho estado brasileiro tenha perdido algo em torno de R$ 1 milhão de reais que deixaram de circular no país de Dilma Roussef e Lula da Silva – ambos do Partido dos Trabalhadores [PT] depois do escândalo do Mensalão.

Em Guajará-Mirim, parte de servidores da Representação das Secretarias de Finanças [SEFIN] preferem o silêncio.

A mesma atitude se tem os balcões da Aduana, agora, fortalecida por agentes da Polícia Federal brasileira e servidores da 11ª Inspetoria da Receita Federal. 

Para analistas ouvidos por este site, ‘a maior dúvida é o legado latino-americano de desvio de minérios para países de outros continentes’, a começar pelo corredor de Rondônia à Bolívia e Peru, eixo de maior ascendência para os Países Baixos [Bélgica, Holanda e Luxemburgo], além dos Estados Unidos, Canadá, China e Emirados Árabes.

Após os anos 90, com a vigência do Decreto 5.197, de 29 de Julho de 1991, que fez o ex-governador rondoniense Oswaldo Piana proibir empreendimentos econômicos da Cachoeira de Santo Antônio a cidade distrital Calama, a evasão de divisas por falha do esquema fiscalizador das autoridades do lado brasileiro.

CONTROLE DAS FRONTEIRAS - Enquanto isso, para frear a suposta evasão escandalosa de receita do lado rondoniense para a Bolívia, parte de empresários consultados e os mesmos economistas ligados ao comércio local, ‘apenas o governador é peça importantíssima no combate à sonegação fiscal no lado rondoniense’.

Que o diga o secretário de Finanças rondoniense, Gilvan Ramos, afirmam brasileiros que atestam as perdas e danos com a evasão de minérios [ouro, diamante, tantalita, cassiterita e outros] brasileiros para o lado boliviano da fronteira

E citaram a operação da Polícia Federal ‘Eldorado’ que prendeu empresários e donos da Compra de Ouro Parmethal [Porto Velho] e que ainda investiga membros da Cooperativa de Garimpeiros da Amazônia [COOGAM] e do Sindicato dos Garimpeiros de Rondônia [SINGRO], este sob intervenção da Federação Nacional dos Garimpeiros [FENAG] cujo presidente é o garimpeiro José Alves.

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS - Com o suposto aval da SEDAM [Secretaria do Desenvolvimento Ambiental], garimpeiros invasores ignoram a proibição dos garimpos ao longo do Rio Madeira. No Belmont, a 22 quilômetros da Capital Porto Velho, ‘dragueiros ilegais de todas as cooperativas continuam, sem fiscalização do órgão, e da não repressão da Polícia Federal, continuam extraindo o ouro que chega ao mercado boliviano’.

ELE DE NOVO - Conhecidíssimo na região, um dos inadimplentes da Cooperativa de Garimpeiros, Mineração e Agroflorestal [MINACOOP], o taxista Jonas Alves do Nascimento, mantém a mulher de pré-nome Valda, trabalhando 24 horas sem ser incomodada pela SEDAM, DNPM ou pela Policia Federal. Como ela, ‘os ilegais avançam sobre o mercado boliviano a partir das fronteiras escancaradas nos dois lados da fronteira’.

DOSSIÊ DE CUIABÁGANHA A MÍDIA - Este site irá divulgar ainda nesta semana parte do dossiê que levou a Polícia Federal mato-grossense a deflagrar a ‘Operação Eldorado’ nos estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará e Amazonas a partir da extração ilegal de ouro em terras indígenas ao longo do rio Teles Pires e região.

Geomário Leitão de Sena, da COOGAM, é um dos principais investigados durante a vigência da ‘Operação Eldorado’. Em meio às denúncias da mídia rondoniense, ‘o filho Fabiano Oliveira Sena, instado por este site e por outras agências, negou-se a apresentar a versão do pai e da família sobre a intervenção da FENAG no SINGRO, entidade presidida pela mãe, Iraci Oliveira de Sena e sobre o afastamento de Geomário daquela entidade composta apenas por dragueiros.

Xico Nery é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Notícias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos.

Fonte: Xico Nery

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias