Quarta-Feira, 17 de Dezembro de 2014 - 22:41 (Colaboradores)

INSUCESSOS NAS OPERAÇÕES FEDERAIS CONTRA GARIMPOS ILEGAIS PODEM TER PARTICIPAÇÃO DE AGENTES PÚBLICOS E PRIVADOS

A ação vem sendo denunciada há, pelo menos, oito anos.


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Humaitá, Sul do AMAZONAS – Parte dos dragueiros presos ou detidos pela Polícia Federal continua intensificando a mineração ilegal nos garimpos rondonienses, sobretudo dentro da Área de Proteção Ambiental Rio Madeira [APA], bem como à jusante e a montante das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio.

No âmbito estadual, a Secretaria do Desenvolvimento Ambiental [SEDAM] é a responsável pela fiscalização de potenciais irregularidades, contudo, nesse período nada fez para conter a evasão escandalosa de divisas advindas da mineração ilegal na Calha do Rio Madeira e Mutum-Paraná.

- Esse compromisso faz parte do acordo federativo entre o Governo do Estado de Rondônia e o Ministério do Meio Ambiente [MM-A], através do IBAMA, informa o líder garimpeiro Washington Charles Cordeiro Campos, 65. Mas não é cumprido, plenamente, ele atesta.

Segundo consta, ‘é da SEDAM a emissão das licenças de operação e ambiental nas áreas outorgadas às cooperativas’. Também, é do órgão o controle, a fiscalização das atividades dentro e fora das poligonais e coordenadas contidas no Projeto de Lavra Garimpeira [PLG] sob a égide do DNPM estadual.

No período em que a geógrafa paraense, Maria Nanci Rodrigues da Silva, ocupou a SEDAM, ‘apesar de ser acionada, permanentemente, pelas cooperativas que tem o ouro roubado com as extrações ilegais, ‘ela e o ex-secretário de Finanças, Gilvan Ramos de Almeida, pouco fizeram para conter o desvio de minérios roubados dos garimpos rondonienses’, atestam garimpeiros adimplentes da MINACOOP.

É da MINACOOP a maior quantidade de ouro roubado nos últimos dez anos.

Na gestão da ex-titular da SEDAM, segundo documentos encaminhados ao Ministério Público Federal [MPF] e à Polícia Federal, na gestão da Procuradora Nádia Simas de Souza, com pedidos de procedimentos investigativos, é que ‘os ilegais, sob a proteção de agentes estaduais, se deu o maior número de evasão de divisas às compras de ouro e distribuidoras de títulos no mercado internacional’.

Pelo menos, na SEDAM, há fortíssimos indícios de que o Chefe do Departamento Jurídico do órgão, Rodrigo Vasconcelos, ‘seja o responsável por parte das ações de contra-inteligência a favor do sócio do seu escritório, Rodrigo Luciano Nestor, genro de Max Sebastiao Barbosa, supostamente lotado na Assembleia Legislativa de Rondônia desde a gestão do ex-presidente da Casa, Carlão de Oliveira, preso pela Operação Dominó da Polícia Federal.

Luciano Rodrigo é advogado da Cooperativa dos Garimpeiros do Rio Madeira [COOGARIMA, à Avenida Nações Unidas, 1000], da Cooperativa dos Extrativistas Minerais [COOPREMI, Rua Dom Pedro, 2010], José Alves de Lima [O LIMA, Rua Marechal Thaumaturgo, Três Marias] e dos dragueiros que atuam dentro da APA Rio Madeira: Francisco Alderi Mendes Alves [Rua Emídio Alves Feitosa, 1720], Maria Irene da Silva Ramos Alves [Rua Garoupa, 4414, Condomínio Rio de Janeiro], Francisco Aldeni da Silva, vulgo Chico MIMI [Rua Jungueira, 06, Tucumanzal 2], Amarílio Talon Neto [Rua Minsk, 6185, Castanheiras, Conjunto Guaporé], José Raimundo Rosas, O BARRIGA de Humaitá], Elemar Uebel [Humaitá], Enerly Martini [Rua Mapinguari, Socialista], Eldrio Longen [Rua da Beira, sentido Clube Caipirão], Sebastião Roberto Tavares [fiel depositário foragido],  Eunice Rabelo Ferreira, Nilva do Carmo de Almeida, Marilda da Silva Jordão, José Alves Dangui, Nivaldo Aquino Santiago [O taxista], Emídio Virgílio da Silva, estes autuados na 7ª Vara Cível, no Processo 0005084-73.2012.8.22.0001, sob a égide do Juiz de Direito, Ilisir Bueno Rodrigues.

Com a evasão de divisas correndo frouxo na mineração no viés ouro e areia há, pelo menos, três décadas, analistas ouvidos por este site afirmam que, ‘os vazamentos das operações da PF precisam ser checados’, tanto no segmento interno quanto externo.

Segundo disseram, ‘se há um escritório jurídico associado a advogados de dragueiros ilegais, logicamente, pode-se atribuir parte dessas informações, aos supostos representantes’. E foram mais longe: ‘Se a SEDAM e a SEFIN não fiscalizam e não integram as operações da PF, alguma coisa ocorre de estranho nisso tudo’.

O fato de os advogados Rodrigo Luciano Nestor e Rodrigo Vasconcelos agirem em parceria, em escritório privado - o segundo dentro da SEDAM e o primeiro representando garimpeiros presos dentro da APA Rio Madeira - ‘é o bastante para que a dupla seja convidada a esclarecer o sucesso que tem nas liberações de céleres licenças ambientais, ao menos, pelo Ministério Público’, vaticina o presidente da MINACOOP, Washington Campos.

Fonte: Xico Nery

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