Quinta-Feira, 08 de Fevereiro de 2018 - 16:47 (Geral)

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INSTITUTO DE DNA CRIMINAL DE RONDÔNIA TEM QUALIDADE AVALIADA POR UNIVERSIDADE DA ESPANHA

A análise que vai atestar a qualidade do trabalho do Instituto foi concluída no final de janeiro deste ano, conforme revelou o perito Adayrton Fortunato Figueiredo, farmacêutico-bioquímico que dirige o órgão.


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Apesar do pouco tempo de atividades, o Instituto de DNA Criminal (Idnac) da Superintendência de Polícia Técnico-Científica de Rondônia (Politec), em Porto Velho, aguarda com expectativa para o segundo semestre deste ano o resultado da pesquisa de controle de qualidade internacional promovida pela Academia Iberoamericana de Criminalística e Estudos Forenses da Universidade de Granada, na Espanha. A análise que vai atestar a qualidade do trabalho do Instituto foi concluída no final de janeiro deste ano, conforme revelou o perito Adayrton Fortunato Figueiredo, farmacêutico-bioquímico que dirige o órgão.

Segundo Adayrton Fortunato, em um ano de funcionamento foram emitidos pelo menos 340 laudos, dos quais 260 biológicos (pré-DNA) e 80 de DNA (sigla em português para ácido desoxirribonucleico, um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos). Até janeiro de 2017 esses exames eram feitos em outras capitais, como Manaus (AM), o que representava mais custos para o governo de Rondônia com diárias e passagens aéreas para o técnico que conduzia o material a ser pesquisado. Economia também acontece no tempo para emissão do laudo que caiu de cerca de meses para uma média de 15 dias.

“No caso do laudo de paternidade criminal, que é feito quando há suspeita de estupro, o resultado sai em uma semana, isso quando todas as amostras de referências estão adequadas para exames; alguns laudos a partir de vestígios de sangue em local de crime, em dez dias; já o do osso é mais demorado”, disse Adayrton Fortunato, que trabalha com a perita Jemímia Valéria, também farmacêutica-bioquímica, e existe ainda a perspectiva que mais dois peritos sejam lotados no Instituto após o término da Academia de Polícia que atualmente está acontecendo para reforçar a equipe.

O Instituto realiza exames de DNA a partir de vestígios biológicos encontrados pelos peritos em local de crime, como também identificação de corpos e ossadas, que até 15 de dezembro de 2017 tinham sido realizados 34 laudos de confronto de vestígios; 14 de crimes sexuais, 26 de identificação humana e 6 de paternidade criminal. Já os laudos biológicos (pré-DNA) exames de PSA, um total de (329) no ano passado; pesquisa de espermatozoide (352), pesquisa de sangue humano (72) e HCG para detecção de gravidez (29).

O diretor garantiu que o Idnac trabalha com equipamentos modernos que garantem resultados com qualidade e precisão, como o Automate Express instalado no Laboratório de Extração do DNA. Neste local é onde tudo se inicia com o recebimento do material e catalogação. Após a extração é realizada uma análise quantitativa do DNA através do equipamento Roter Gene (Tempo Real), enquanto na Sala Pré-PCR são preparados os reagentes (Mix) que receberão a quantidade ideal do produto de extração “DNA” para que no Laboratório de PCR, através do equipamento Termociclador, seja realizada a amplificação de regiões específicas (regiões alvo) do DNA, reação esta composta de três etapas distintas: desnaturação, anelamento e extensão. Após o término desta reação, ocorre uma amplificação de cerca de um bilhão de vezes a sequência específica do DNA. Depois de feita a amplificação, em seguida é realizada a Eletroforese capilar pelo equipamento “3500 Series Genetic Analyzer” para separação e detecção dos produtos de amplificação por fluorescência, por fim os resultados são interpretados e analisados em software específico.

Para o ano de 2018, a meta do Instituto, conforme o diretor, é iniciar a coleta de material biológico para obtenção do perfil genético de todos os apenados envolvidos em crime contra a vida e crimes classificados como hediondos, em parceria com a Vara de Execuções Penais, tendo como amparo a Lei 7.210/84 modificada pela Lei 12.654/12, para que sejam adicionados ao banco de perfis genéticos local. “Outra meta é que o Instituto ingresse na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), que facilitará a identificação de criminosos que cometeram crimes em outros estados da Federação”, observou. Termo de cooperação técnica já foi assinado pelo governo estadual por meio da Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), com o Departamento de Polícia Federal e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça.

Fonte: 010 - SECOM - GOV/RO

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