INOPORTUNO - Por Max Diniz Cruzeiro - News Rondônia Inoportuno é um comportamento que se insere dentro de uma lógica divergente não geradora de bem-estar

Porto Velho,

Quinta-Feira , 13 de Outubro de 2016 - 08:46 - Colaboradores


 


INOPORTUNO - Por Max Diniz Cruzeiro

Inoportuno é um comportamento que se insere dentro de uma lógica divergente não geradora de bem-estar

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Inoportuno é um comportamento que se insere dentro de uma lógica divergente não geradora de bem-estar, que se caracteriza pelo constrangimento na visualização de uma ação que não é bem recebida como práxis social.

Geralmente pressupõe-se que este tipo de comportamento se inscreve como uma impropriedade em que um sujeito passa a lançar sobre o ambiente atividades impróprias para um consumo mental no qual não é expressão do livre arbítrio e interesse de quem recepciona a informação.

Pressupõe-se também a inflação de um direito, em que a fronteira do relacionamento é ultrapassada, onde se dissociam interesses em que o conflito passa a coexistir como métrica de expressão.

O sujeito que se sente ferido por ato inoportuno acredita lesão de direito no que tange a sua liberdade para o exercício de uma ação. Que se segue tentativas de afrouxar o par relacional por meio de estruturas de rompimento, a fim de que o indivíduo não passe a colher raciocínios que podem induzir os indivíduos a um embate e consequente dissídio.

O pensamento inoportuno é impróprio porque está deslocado de um fenômeno de localidade e também está deslocado de um fenômeno de temporalidade, e sendo conflituoso serve ao caminho da ruptura do entendimento, traço em que as partes passam para a fase crítica relacional em que as tratativas são negociadas para o afastamento e distanciamento do ato de comunicação.

A atividade inoportuna geralmente é organizada e percebida desta forma porque a pessoa que passa pelo constrangimento é incapaz de perceber todos os códigos necessários em um processo de comunicação.

Essa ausência de percepção é porque nem todos os indivíduos detêm os conhecimentos necessários e suficientes para que aflore a compreensão da atividade que seja percebida como evasiva e que fere o princípio de liberdade de outros indivíduos.

Raramente seres humanos organizam atividades em prol de afetar negativamente outros indivíduos.

Quando atividades são deslocadas e passam a afetar outros indivíduos, é porque os codificantes que expressam as vontades mútuas são muito frágeis ou não foi previamente trabalhado para sem estabelecidos. Em que uma diferenciação de métricas que diferem uma das outras em termos de estrutura de comunicação indicam sinalizadores diferenciados em que a divergência quase sempre se apresenta.

A construção do diálogo minimiza as rupturas que podem surgir a partir das conjunturas que se formam devido as falsas interpretações de entendimento.

Aqui neste processo se constrói a verdadeira identidade humana em processos de retórica racionais em que os seres humanos passam a ser guardiões de ensinamentos que são expressos de forma mnêmica através de seus pensamentos por uma apropriação que passa a dizer muito do que o sujeito verdadeiramente o é e o que ele se considera como um pertencimento que diz tudo de si, na personificação de sua presença estatizada como ser biológico no planeta em que reside.

Compreender o que verdadeiramente o outro tem a dizer dentro de um sentido lógico em que as partes intercambiam informações quando fatores interativos do espaço necessitar a sinergia de propósito é essencial para fazer com que os eventos inoportunos possam convergir em informações pontuais que passam a orientar um senso crítico capaz de minimizar os constrangimentos entre os seres e a partir deste princípio ajustar a comunicação para as reais necessidades humanas.

Quando um indivíduo se lança por meio de uma oportunidade de dizer o que é, ou o que pensa, ou o que raciocina, sempre correrá o risco de ferir conhecimentos adquiridos de outros seres, porque existe um apego que sustenta o entendimento, em que as pessoas passam a se perceber proprietárias dos seus pensamentos e são capazes de cometer atrocidades quando suas “verdades” são contestadas.

A construção do conhecimento, que carece do alicerce de “verdades” é produzida através da luz da experimentação que é segmentada de forma individual em qualquer estrutura biológica terrestre.

Essas “verdades” são conjuntos cinéticos que trazem perspectivas diferenciadas que são produzidas e orientadas segundo as formas de apropriação que os indivíduos catalogam as informações ambientais.

Nem sempre as lógicas descritas por perspectivas casam-se perfeitamente dentro de padrões estabelecidos por outros seres, em que o sentido, forma, estrutura, regramento e tipos de agregação (base e dimensão) estabelecem sedimentos completamente diferenciados em que a visualização de ações segundo seus conteúdos próprios podem conduzir a lógicas de afetação em que os conceitos passam a ser mecanismos conflitivos em que não possam coexistir dentro de um modelo interativo de pensamento.

O que se pode construir para que ações inoportunas não sejam objeto de paredamento, é tratar de criar uma dialética racional capaz de conectar conceitos não percebidos dentro do processo de comunicação a fim de que os interesses não se tornem estruturas antagônicas geradoras de conflito.

Então assim se fabrica uma relação em que o sujeito de antes difere do sujeito de agora, porque ele é capaz de gerar conectivos capazes de conciliar “verdades” que se sustentam preservando os interesses pessoais e particulares de cada indivíduo e ao mesmo tempo intercambiar pensamentos que possam dialogar como um sistema de tradução capaz de que o entendimento aflore dentro do elemento perceptivo do ser que se deseja construir um processo translúcido de comunicação. A construção da subjetividade humana requer habilidades negociais inerentes ao ato de interagir.

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Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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