Sexta-Feira, 22 de Julho de 2016 - 11:59 (Colaboradores)

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INDÍCIOS DE FRAUDES, DENÚNCIAS E MUITA POLÊMICA, MARCAM LICITAÇÃO DO LIXO DE PORTO VELHO

A verdade sobre o processo de licitação da limpeza urbana da Capital


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Porto Velho, Rondônia – Em entrevista, o jornalista Eliel J. Neto coloca sob suspeita uma série de ações e ameaças atribuídas à Prefeitura da Capital quanto a suposta suspensão do contrato de coleta de lixo pela empresa Marquise e suas variáveis.

De acordo com as anotações, ‘por quase três anos a Prefeitura afirmou e reafirmou que iria romper o contrato com a empresa’, alegando descumprimento com as obrigações pelo mesmo ser muito caro ao Município.

Segundo ele, ‘a verdade é que a própria Marquise ajuizou ação de rompimento’; o que resultou na sua rescisão. Na ação, ficou comprovado que ‘tudo que a Prefeitura alegava era mentira’, o que botou a gestão atual em dificuldades inconfessáveis.

Para o jornalista, ‘mais uma vez Mauro Nazif faltou com a verdade’, fato que vem ocorrendo corriqueiramente. No contraponto, restou ao Município indenizar a empresa em R$ 6 milhões, além de aceitar que a coleta e os serviços vinculados ao contrato continuassem sendo realizados até que uma nova licitação fosse feita.

Depois de resolvida questão entre a Prefeitura e a empresa, ele afirmou que ‘o pepino ficou na mão do secretário de Serviços Básicos, Ricardo Fávaro, que tentou dar uma solução ao sistema de coleta ainda em 2014, não tendo o sucesso esperado.

- A coisa ficou complicada e mais obscura, ele afirmou.    

Eliel Neto declarou que a Prefeitura, à época, tentou resolver a situação e se enrola, cada vez mais, ao tratar o novo contrato como uma espécie de objeto a ser leiloado. Para ele, ‘o assunto é tão complexo que não se sabe quem, realmente, mandará nesse futuro contrato’.

Ele revelou que existia - e ainda existe - tanta gente, dentro e fora da Prefeitura negociando o novo contrato, à frente o irmão do prefeito, Gilson Nazif [secretário de Obras] e o vereador Jair Montes, num jogo de cartas marcadas, com aval e a cobrança de valores a diversas empresas do País, ‘que não se conta nos dedos’.           

Segundo Eliel, aqui cabe um parêntese: ‘ Por incrível que pareça e contrariando tudo que se dizia sobre o contrato do lixo, de que era caro demais para o Município, Mauro Nazif lançou uma licitação com o valor do “futuro contrato” maior do que o contrato atual’.

- Inacreditável, o valor atual do contrato é de aproximadamente 2,1 milhões, segundo o acordo de rescisão contratual, sendo a empresa obrigada a executar nove serviços, numa licitação que engloba somente quatro serviços, pelo valor de 2,5 milhões. Parece brincadeira, mas a Prefeitura, agora, decidiu pagar mais por menos serviços no suposto futuro contrato, afirmou.

Voltando ao show de horrores, ou seja, a licitação, sua história tem início bem antes da data do ano de 2014, assinalou. E disse que até mais tempo, muito antes da eleição de Mauro Nazif, quando um sujeito de pré-nome Sérgio, ligado a cúpula do Estado - e amigo de outras épocas do ex-Coordenador Limpeza Pública, Carlos Prado, apresentou a empresa Lara, de São Paulo.

Prado, por sua vez, apresentou esta empresa a Gilson Nazif e a Ricardo Fávaro. A partir da daí, começou a primeira parte obscura de todo este processo nebuloso. E antes mesmo da eleição foi “acertado” que essa empresa assumiria a coleta de lixo do Município, no início da gestão.

Segundo o jornalista, ‘ gente de São Paulo veio a Porto Velho preparar tudo e de Porto Velho foi para lá fazer reunião para acertar os detalhes’. Mas o primeiro “porém” ocorreu: a gestão atual não conseguiu iniciar o contrato.

O tempo passou e a gestão foi “procurando” outros “parceiros” que pudessem assumir a coleta da cidade. Um conversava com empresa ‘A’, outro com ‘B’, e assim a gestão ia tratando do assunto. Por fim, aconteceu à rescisão com a Marquise e o pessoal com quem o pessoal da Prefeitura (Gilson, Ricardo, Carlos e Jair Montes) tinham conversado apareceram para assumir a coleta de lixo da cidade.

- Todos, agora, querem receber o que tinha sido “prometido” a eles, cobrando e exigindo o retorno de seus “investimentos” já realizados e entregues as pessoas da gestão, denunciou Eliel Neto, o jornalista.

A primeira empresa a aparecer foi a Lara, porém não mais sozinha. Desta vez “associada” às empresas Ecopav e LimpBras, alegando que Carlos Prado tinha prometido o negócio a eles. Outra, foi a Coolpeza, empresa que faz a coleta de Ji-Paraná,  associada ao Grupo Rovema - com a alegação de que Gilson Nazif havia garantido o negócio a eles.

Nessa roda-viva, apareceu também a AmazonFort, afirmando que Ricardo Fávaro tinha prometido o negócio a eles. Por fim, apareceu a empresa detentora dos consórcios de aterros sanitários no interior do Estado, alegando que todos tinham prometido o negócio a ela.

- Mas que imbróglio, ele lamentou.

De acordo com Eliel Neto, a imagem era trágica naquele momento. Descaradamente, Lara, Ecopav e Limpbras tentavam intimidar as outras empresas informando que ‘o ‘negócio era deles’.

 Descaradamente, as empresas Lara, Ecopav e Limpbras discutiam com Coolpeza sobre a detenção deste negócio e, claramente estes dois grupos discutiam com o Consórcio, detentor dos aterros no interior, também para decidirem quem era dono do que na licitação.

Disse o jornalista que ‘a sensação na sala da licitação era o de que todos tinham sido enganados e lesados pela Prefeitura’. Então, aconteceu o segundo, “porém”: A AmazonFort - que não estava no local da licitação, provavelmente se sentindo traída, nos bastidores, entrou com um pedido impugnação da licitação; sendo este pedido aceito pelo TCE o que ocasionou a suspensão do processo.

- Um show de horrores, reafirmou!!!!

Todos sabem o que aconteceu com Ricardo Fávaro e Carlos Prado: foram expulsos e banidos da Prefeitura como os únicos culpados. Embora o que se comenta ‘é que só cumpriam ordens de Gilson e Mauro Nazif.

- Mais à frente, o vereador Jair Montes, atual líder do prefeito na Câmara Municipal, foi escalado para encontrar a empresa que faria a coleta e ganharia a licitação quando esta acontecesse, enfatizou o jornalista.

Durante dois anos, Jair e Gilson viajaram o País atrás de uma empresa para assumir o lixo de Porto Velho. Como não queriam correr o risco de o negócio não acontecer, convocaram um grande parceiro de campanha e investidor que, recentemente, assumiu o transporte coletivo urbano em Porto Velho, Adélio Barofaldi, do Grupo Rovema, para participar do negócio.

- Para a ofensiva, o empresário foi até Foz de Iguaçu conversar com sua irmã, que é vice- prefeita da cidade, para tentar se associar a empresa que faz o serviço lá, para vir a Porto Velho, revelou o jornalista.

Gilson e Jair Monte foram ao Sudeste e Centro-Oeste conversar com outras empresas. Uma delas foi a TerraClean, que pagou passagens e hospedagem em um confortável hotel de São Paulo para ‘vender’ o contrato do lixo. Essa empresa, inclusive, ameaça e cobra de Jair o dinheiro que lhe entregou como ‘investimento’ adiantado.

- A dupla foi também ao Pará e ao Amazonas buscar parceiros, ele adiantou .

Por fim, fecharam acordos. Decidiram para conseguir maximizar melhor os parceiros e os investimentos às suas campanhas, ou seja, ‘fazer uma licitação loteada’. Fecharam acordos com a empresa Bringel (Norte Ambiental Tratamento de Resíduos Ltda), do Amazonas, para a coleta do lixo hospitalar, incinerador e um acordo entre a empresa Marca, do Espírito Santo e o consórcio FM Serviços Ambientais à coleta de lixo e operação aterro sanitário de Porto Velho.

Gilson e Jair Montes foram, pessoalmente, ao Amazonas, semanas antes da licitação que aconteceu em junho deste ano. Lá, a dupla, finalizou o acordo com a empresa Bringel, enquanto o titular do Grupo Rovema, Adélio Barofaldi, ficou encarregado de acertar tudo com a empresa Marca.

A verdade, afirmou Eliel Neto, ‘é que a licitação aconteceu, com um edital cheio de falhas, valor do salário mínimo errado, além da falta de uma metodologia correta, erro no cálculo do BDI e sem a construção do novo aterro sanitário, cheio de vícios e com cartas marcadas’.

- As únicas empresas que concorrem, individualmente, em cada lote, são a Bringel e a Marca e estas são as que vão ganhar a licitação, previu o jornalista muito indignado.

Sobre isso, existem várias denúncias feitas nos meios de publicidade e mídia da cidade e tudo pode ser observado através das impugnações que várias empresas fizeram aos concorrentes. Segundo ele, ‘nada foi respeitado e esta licitação é uma fraude que a Prefeitura está cometendo’.

As empresas Bringel e Marca vão ganhar a licitação, logo em seguida e vão pedir revisão de seus preços e tudo vai ficar claro, denuncia, outra vez, o jornalista. Segundo alertou, ‘só quem perde é Porto velho’. No aterro não serão colocados os equipamentos exigidos e a Prefeitura vai continuar pagando por eles. Ao final, perto da eleição, as empresas que “investiram” na gestão e no vereador, ‘ terão que ter retorno’.

- Será que os órgãos de controle deixarão esse assunto como está? finaliza Eliel J. Neto, ao dar a deixa de que ‘nesse caso cabe uma investigação mais profunda’.

Fonte: XICO NERY

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