Terça-Feira, 09 de Dezembro de 2014 - 21:26 (Colaboradores)

IMPUNES, DRAGUEIROS ILEGAIS AFRONTAM JUDICIÁRIO RONDONIENSE E INSISTEM NA EXTRAÇÃO CLANDESTINA DE OURO

Apenas a SEDAM, tem feito vistas grossas para o roubo de bens de propriedades da União.


Imprimir página

Porto Velho\RONDÔNIA – Cerca de 632 garimpeiros continuam fora dos quadros da Cooperativa dos Garimpeiros, Mineração e Agroflorestal [MINACOOP] por infringirem o estatuto da entidade e por estarem envolvidos em atividades ilegais de lavra e garimpagem dentro da Área de Proteção Ambiental [APA], Terras Indígenas e unidades de conservação e preservação ao longo dos garimpos do Rio Madeira.

A presença dos ilegais nas áreas de lavra outorgadas à MINACOOP, COOGARIMA e da COOGAM [Cooperativa dos Garimpeiros da Amazônia], já motivou nos últimos tempos a deflagração de várias operações pela Polícia Federal, conjuntamente com o DNPM, Controladoria Geral da União [CGU], Marinha, IBAMA e da Força Nacional de Segurança neste Estado. Apenas a SEDAM, tem feito vistas grossas para o roubo de bens de propriedades da União.

Com a inadimplência beirando quase uma década, o grupo dos 632 liderados pelo presidente da Cooperativa dos Extrativistas Minerais [COOPREMI], José Alves de Lima [vulgo LIMA], insiste em operar na ilegalidade, não pagando os rolyalties das cooperativas, bancando campanhas eleitorais, além de tentativas de usurpação dos mandatos de diretorias das entidades garimpeiras, sob a orientação de um suposto advogado ligado à secretária Maria Nanci Rodrigues e ao geólogo, José Trajano dos Santos.

Nesse período, segundo o Departamento Jurídico da MINACOOP, ‘teriam sido desviados cerca de duas toneladas e meia [2,5] em ouro roubado dos garimpos do Mutum, Belmont e até o limite do distrito de Calama com o vizinho estado do Amazonas.

Em média, o roubo causa prejuízos em torno de 17 milhões de reais aos cofres da União, uma vez que não são pagos os royalties à MINACOOP fato, praticamente, desconhecido do Tesouro Nacional [Receita Federal] e do Judiciário rondoniense, na pessoa do juiz de Direito, Ilisir Bueno Rodrigues.   

Em 2012, diante de mais uma tentativa de usurpação do mandato do cooperado Washington Charles Cordeiro Campos, 65, num grandioso movimento insurreto apoiado pela secretária Nanci Rodrigues da SEDAM, geólogo José Trajano dos Santos e o advogado Marco Pereira, o magistrado e outra colega foram acusados pelos pseudo-dirigentes da MINACOOP, Enerly Martini, José Alves de Lima [O LIMA], Walter Renan Teles Novaes, Sebastião Roberto Tavares [fiel depositário foragido], Nivaldo Aquino Santiago e outros, foram acusados pelo grupo de ter recebido quatro quilos, o que caracteriza, ao menos, crime de concussão.

À época, Ilisir Bueno Rodrigues, abortou mais um movimento insurgente contra os interesses dos cooperados em situação de adimplência, que recolhem tributos, pagam os royalties e não são investigados pela Polícia Federal em procedimentos contra a evasão escandalosa de divisas advindas da extração ilegal de minérios. Segundo os autos, ‘os magistrados ainda processam Marco Pereira, Enerly Martini, Sebastião Roberto Tavares e Walter Renan Teles Novaes, por crimes de calúnia, difamação e injúria. Inclusive, obteve, na inicial, a condenação de parte dos acusados – que recorrem da decisão.

Com 97% de inadimplência por causa da fuga de dinheiro oriundo do não pagamento dos royalties pelo grupo dos 632 ilegais liderados por José Alves de Lima [O LIMA], dentro da Área de Proteção Ambiental [APA], Belmont até o distrito de Calama, a MINACOOP tem lutado com as autoridades para que esse grupo seja posto fora de atuação dos garimpos licenciados à entidade.

 

É do juiz de Direito, Ilisir Bueno Rodrigues, também, a decisão que obriga Enerly Martini [Rua Mapinguari, 3920, Socialista], José Alves de Lima, Marco Pereira [Avenida Jorge Teixeira, esquina com Pinheiro Machado], Walter Renan Teles Novaes e Sebastião Roberto Tavares [fiel depositário foragido] a devolver de bens móveis e imóveis surrupiados da MINACOOP, entre os quais, computadores, notebooks, impressoras e documentos fiscais que ainda impedem o funcionamento pleno da entidade.

Denunciados não à Justiça estadual, os integrantes desse grupo ilegal também é investigado pela Policia Federal e Ministério Público Federal [MPF] desde a gestão da Procuradora Nádia Simas de Souza, que proibiu a SEDAM de renovar licenças ao gigante das dragas na Amazônia, Arão Mendes Rodrigues, ex-vice-Presidente da COOGAM, investigada pela PF na Operação Eldorado, entidade investigada em vários casos de extração ilegal no Rio Teles Pires, no Mato Grosso, Rondônia, Pará e Amazonas.   

Apesar do magistrado em fazer cumprir a dois anos a própria decisão sobre o caso, o grupo liderado por José Alves de Lima [O LIMA], nunca foi encontrado pelos oficiais de Justiça sob seu comando. Apenas a Polícia Federal em 72 horas os localizou nos endereços apontados pela MINACOOP, os mesmos fornecidos aos oficiais estaduais. Enquanto isso, os estaduais alegam dificuldades ainda não totalmente esclarecidas.

Fonte: Xico Nery

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias