HISTÓRIA DA EXCITAÇÃO CEREBRAL: COERÇÃO, TROCA E MERECIMENTO - Por Max Diniz Cruzeiro - News Rondônia O fenômeno de ocupação que ocasionava uma especialização em torno de condicionamentos na manipulação da matéria criava uma estrutura social com individualidades altamente incompletas desde os primórdios da civilização.

Porto Velho,

Quarta-Feira , 19 de Outubro de 2016 - 09:00 - Colaboradores


 


HISTÓRIA DA EXCITAÇÃO CEREBRAL: COERÇÃO, TROCA E MERECIMENTO - Por Max Diniz Cruzeiro

O fenômeno de ocupação que ocasionava uma especialização em torno de condicionamentos na manipulação da matéria criava uma estrutura social com individualidades altamente incompletas desde os primórdios da civilização.

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O fenômeno de ocupação que ocasionava uma especialização em torno de condicionamentos na manipulação da matéria criava uma estrutura social com individualidades altamente incompletas desde os primórdios da civilização.

Assim a especialização não se mostrou eficiente o suficiente para determinar a autossuficiente de um indivíduo, em que passou a carecer também de complementos materiais fruto do esforço de terceiros.

Então o modelo de gestão negocial passou a fazer parte de uma cultura pessoal onde cada indivíduo tinha que oferecer algo que tivesse valor para si e para outro a fim de obter o subproduto de sua necessidade que não estivesse ao seu alcance e que fosse fruto do trabalho de terceiros.

Por outro lado, a complexidade do fator interacionista exigia que a troca fosse algo vantajoso para todas as partes envolvidas dentro de um fenômeno de negociação.

Quando os indivíduos não tinham uma moeda de troca que fosse forte o suficiente como poder de convencimento para o intercâmbio de produtos, a solução encontra para suprir a carência era um sistema de coerção em que a imposição pela força tomava a posse do indivíduo que tivesse retendo o bem de consumo.

Os indivíduos para não sentirem culpa passaram a nutrir linhas de raciocínio que contrabalanceava escalas de merecimento e recompensa que os faziam acreditar que o saque era legítimo.

Então este fenômeno de expropriação passou a incorporar a vida do ser humano primitivo desenvolvendo-se até a civilização atual em práticas milenares que os fatores coercitivos imperam na transição entre objetos.

O sistema jurídico foi criado a fim de que observadores passassem a coordenar esforços para conter os abusos no vínculo que se formava entre as partes na necessidade relacional para a negociação. O litigio muitas vezes passou a configurar uma forma de última apelação para que fatores de justiça influenciassem a decisão dos envolvidos no sentido de convergência de uma pacificação em torno de um evento considerado de cunho comercial.

O merecimento, ou sua crença, faz do homem primitivo um desejoso por liberdade, enquanto a figura do opressor é mesquinha, calculista e acumula um esforço que deveria ser miscigenado de forma coletiva. No entanto este tipo de raciocínio leva a externalização de que o esforço de um apenas é válido quando este transaciona operações materiais para servir à sociedade.

Onde não se é levado em conta o tempo gasto em que o indivíduo leva para acumular objetos dada a configuração de seu esforço por obter resultados que sejam significativos para seu objetivo de vida.

Assim era a vida artesã em que as engenhocas eram produzidas no quintal das casas. Mas, a especialização mais profunda da sociedade com o fenômeno da industrialização transformou experts integrais em seus ofícios, em trabalhadores que compreendiam apenas um segmento do ofício que era insuficiente para a construção da peça ou instrumentação desejada.

Então um fator de dependência do saber passou a moldar a consciência humana, em que um aprofundamento das relações de dependência fabril por parte da estrutura gerencial das organizações, tornou o trabalhador cada vez mais servil-dependente do modelo, descolando-o do entendimento que ele mesmo era capaz de produzir os bens necessários para a sua necessidade.

Esse fator de dependência gerou um atraso significativo dentro do modelo social adotado no século XVIII, porque o homem sofreu um retrocesso de aprendizagem e passou cada vez mais ficar dependente das corporações.

As relações de troca foram percebidas como uma solução permanente para se controlar os movimentos que encaminhavam os indivíduos para fatores de transgressão do pensamento mercantil.

A coerção por parte da transgressão passou a ser punida com uma coerção estatal que repreendia veementemente os indivíduos que se propunham a afetar a lógica que permeavam as trocas entre os indivíduos. Uma fase profunda e marcante de disciplinização de matérias que garantissem a todos que os insumos chegassem dentro de escalas de merecimento calcadas pelo esforço laboral em se conseguir papéis monetários que pudessem ser utilizados como um aval para a troca, num lastro que era permitido a validez de um consumo.

Com a entrada do homem na era moderna, no uso da energia elétrica, o modelo de castração humana de uma dependência organizacional já estava completamente sacramentado. Então as novas tecnologias, principalmente na área da comunicação tiveram apenas o papel de padronizar ainda mais a visão de dependência organizacional que fazia todos os indivíduos de uma sociedade instituírem educacionalmente a necessidade de entrada no mercado de trabalho assim que assumissem a maioridade como instrumentação de organizações.

O modelo pregava disciplina, união, engajamento, força, perseverança, corporativismo e especialização para que o indivíduo tivesse acesso aos materiais que fossem o seu objetivo de consumo. Impregnou-se no cidadão a necessidade de vinculação organizacional para ter direito a uma vida próspera, e os modelos de autossuficiência foram amplamente afastados, em que o próprio sistema administrativo criou uma taxação tributária que obrigava todos os indivíduos de uma sociedade se vincularem aos fatores de troca monetária a fim de manutenção de uma coesão administrativa. Onde em muitas sociedades facultou-se somente aos indígenas viverem em um modelo diferenciado que não fizesse parte de um padrão monetário.

O homem autossuficiente, que produzia o seu próprio alimento, que colhia água da chuva para seu consumo, capaz de gerenciar a sua própria comunicação, capaz de produzir sua própria energia, produzir o material para seu vestuário, confeccioná-lo e ter a sabedoria para tratar de suas próprias enfermidades fora completamente extinto do mundo civilizado do século XXI.

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Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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