Segunda-Feira, 15 de Agosto de 2016 - 09:54 (Colaboradores)

L
LIVRE

GRUNHIDO - POR MAX DINIZ CRUZEIRO

Geralmente observado em felinos, como por exemplo gatos, o grunhido também faz parte dos componentes libidinais presentes nos seres humanos.


Imprimir página

Grunhido é um efeito gutural de expressão provocado pela extensão sensorial do ato de emissão de sons que destoa dos processos naturais de elaboração da fala humana com a finalidade de manifestação de prazer quase sempre correlato, que ao desprender energia, através de processos de descarga energética gera atrito muscular suficiente para a reprodução de ruído audível sonoro.

Geralmente observado em felinos, como por exemplo gatos, o grunhido também faz parte dos componentes libidinais presentes nos seres humanos.

Por estar fortemente associado ao prazer, geralmente um processo simbólico abastece o intelecto do indivíduo que manifesta esta forma de expressão como uma medida de contenção de descarga que serve para manter o nível energético em alta de forma a liberar pequenas quantidades de excitação como manifestação da vontade de um indivíduo.

Como um dosador, seu efeito de retenção provoca breves estabilizações do humor próximo ao pico energético, o que garante que o instanciamento egoico regulado pelo prazer fique mais tempo retido a fim de que um prolongamento da excitação prazerosa abasteça o intelecto do indivíduo com mais vigor, energização, volúpia e bem-estar.

Geralmente o grunhido precede o gemido do coito sexual. Ele sustenta a excitação para que este segundo possa se manifestar de forma vigorosa na simbolização de trocas corporais entre os casais em enlace sexual.

Embora o prazer esteja relacionado a etapa de energização do indivíduo, em que os quantificadores de energia estejam abastecendo as cataxias neurais, é na fase de rompimento da barreira egoica em que o grunhido tem seu efeito psíquico deslocado para a coordenação motora do indivíduo, concentrada sobre os músculos faciais, em maior escala representado pelos músculos da laringe, faringe e demais cavidades bucais.

A sensação desencadeada pelo grunhido é função geratriz de processos químicos que antecedem e periodizam os processos de descarga, reproduzindo energia suficiente para fazer com que a correspondência sensorial das glândulas cerebrais para a produção em abundância de endorfina. Sendo possível notar um certo entorpecimento da região lingual, seguido de um relaxamento caracterizado por uma realização associada ao prazer absorvido pelo desprendimento da tensão corporal proveniente do coito.

O alívio que se segue nos instantes seguintes ao grunhido e o gemido, faz o corpo preparar o organismo para a repetição do ato sexual, a fim de que a percepção passada, que se encontra de forma reduzida na memória e mais premente possa repercutir novamente.

O parceiro sexual utiliza as feições do indivíduo gozador, para manifestar a elevação da tensão que conduzirá ao estado de prazer e alívio que se é seguido ao atrito da cópula.

Este empréstimo de sensações busca na memória a recordação da trama sensorial psíquica onde estão catexizados os neurônios impermeáveis que recebem quantificadores, na forma de carga, a fim de transformar as quantidades de energia emprestadas do mundo externo do indivíduo, as partes endógenas do indivíduo, a fim de que a cataxia neural possa fazer com que a energia passe pelo centro egoico e tenha como resultante codificadores de lembrança associado a imagens de geração de prazer libidinosas em que a combinação entre o contraste entre lembrança e desejo, formem elos-pensamentos que sintetizem e coordenem a vontade expressa do indivíduo em manifestar sua pulsão de vida, no sentido de alcançar uma realização em migrar sensações psíquicas para feições motoras.

Porém existe uma diferenciação entre a imagem do desejo e a catexia da satisfação, onde o indivíduo ainda não o é inscrito de forma realizada, dentro do contexto de formação simbólica de sua topologia psíquica, e o processo de energização catáxica ainda corrobora para fazer migrar determinadas porções de neurônios percentuais que irão induzir o nível em que a excitação deve ser alocada de um canto a outro dentro da anatomia cerebral a fim de que o indivíduo possa distribuir os recursos recolhidos para as partes motoras a fim de que o efeito esperado possa ser gestado e transformado em corrente elétrica para que as glândulas cerebrais possam produzir os hormônios específicos para a liberação da endorfina suficiente para a geração de espasmos musculares que causam alívio e relaxamento muscular.

Esta diferenciação de imagens gera uma necessidade de realização do indivíduo. E corrobora para a formação de uma criticidade, ou seja, de uma judicação, em que o indivíduo possa fazer comparações entre o que deva ser incorporado na memória como lembrança, a ser utilizada em momento posterior e oportuno, e o que é percepção do que possa representar a fabricação da realidade momentânea em que o indivíduo se encontra dentro do ato e processos copulares.

A atenção dos indivíduos em cópula se prende pela expressão motora, como que indicasse um sinal para uma retenção de que o compartilhamento do ato sexual, através da cópula, requeira uma reflexão, para que o objetivo dual seja sincronizado a fim de que ambos possam fazer fluir seus fluídos dentro do time excitatório esperado para que o alcance da realização seja gestado dentro do mesmo momento desejado entre as partes, para que uma realização conjunta seja desprendida num intervalo temporal que agrade as partes no exercício sexual.

O grunhido como dosador exerce uma função de controle e limite fundamentais para a busca de correspondência sensorial entre os “jogadores de prazer” quando envoltos perceptivamente dentro de suas tendências de liberação de carga através de uma descarga sensorial energética. E sua associação conjunta é uma forma inteligente de feed-back corporal no sentido de unir a gestação libidinal do casal.

Fonte: Max Diniz Cruzeiro

Noticias relacionadas

Banner Ale

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias