Quarta-Feira, 03 de Agosto de 2016 - 14:47 (Colaboradores)

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GOVERNO CONFÚCIO DESCONHECE MURALHA IMPOSTA A MORADORES DE RUA NO ESPAÇO RONDONIENSE

A crise com moradores de rua e as autoridades estaduais já se arrasta ao menos meio século, desde a corrida a esta parte da Amazônia Ocidental Brasileira.


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Porto Velho, RONDÔNIA – Soaram muito mal no meio social e acadêmico as declarações das equipes do Governo Confúcio Moura incumbidas de desafetar, com a ajudinha da Polícia e órgãos de segurança, o Centro Histórico da Capital Porto, aleatoriamente, ocupado por moradores de rua.

- Essa ocupação só ocorre em decorrência da falta de políticas públicas capazes de garantir a todos os cidadãos o direito à mobilidade e aos programas de desenvolvimento sociais e econômicos o âmbito do poder público, afirma à acadêmica Francisca Souza da Silva, 52.

Segundo ela, ‘não é de hoje que o Estado rondoniense trata as minorias sociais como supostos extratos humanos’, como fizera os nazistas que arrasaram a Europa e grande parte do Ocidente.

A crise com moradores de rua e as autoridades estaduais já se arrasta ao menos meio século, desde a corrida a esta parte da Amazônia Ocidental Brasileira. A contar da migração desordenada de sulistas, sudesinos e nordestinos a mando dos governos militares, o Estado de Rondônia, sobretudo a Capital, viram nascer a figura do cidadão em situação de risco.

Segundo estudiosos, ‘a falta de controle social pode ter servido de chamatório à consolidação desse processo atual’, cuja solução hoje, ‘é vista como problema de segurança pública’, atesta Francisca da Silva.

- Não é em sua essência social e humana, reitera a acadêmica de Serviço Social.

As últimas atitudes saídas do Governo confucionista, em relação à ocupação do espaço rondoniense, ‘só tem mostrado que o Estado ainda não deu a chance de discutir e decidir, efetivamente, pela construção de políticas sociais mais justas e de ações afirmativas’, denuncia o publicitário e gráfico, Henrique Ferraz.

Para a Francisca da Silva, ‘a ferida reaberta pela Superintendência Estadual de Turismo [SETUR], na seara da Secretaria de Segurança Pública [SESDEC], pedindo suposto reforço policial, dá largada na versão tupiniquim, de limpeza social e étnica, na inicial, do Centro Histórico de Porto Velho’.

Essa crise entre cidadãos em situação de risco social e pessoal e autoridades governamentais locais, da forma como exposta na reunião da SESDEC, só denota a suposta vontade de quem, no passado, abominava o Estado discricionário e as políticas de desafetação social e limpeza étnica.

- Mas que hoje, seus detentores, eivados de arroublos neo-liberais, indicam e decidem por novos rumos à Rondônia de hoje, ‘só depois de içados a postos chaves no Estado que combatiam afim de sacramentar o fortalecimento do aparelho policial, diz Francisca ainda indignada com essa noticia dada em plena largada da campanha eleitoral.

Já analistas, à frente de entidades de defesa dessa parte de brasileiros que vivem e moram nas ruas - e de estrangeiros em solo rondoniense -, entendem que a SETUR e órgãos vinculados, devem fazer convocatórias à sociedade civil organizada afim de que sejam discutidas e tiradas novas idéias que envolvam o fim brutal das políticas atuais de confinamento obrigatório, higienização e desafetação do solo ocupado por moradores de rua, não só no Centro Histórico, mas na cidade de Porto Velho.

- Seria a mesma coisa se, posta em prática, a política de desafetação brutal proposta pela SETUR e outros, ou a se coibir pelo Governador Confúcio Moura à vigência do Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais assinados pelo Brasil, afirma Francisca da Silva.

Por fim, nossos entrevistados que as atitudes saídas da reunião proposta à SESDEC e SETUR só reafirmam que ‘o Estado rondoniense não tem uma política em favor das minorias, como não acontecia no Terceiro Reich de Adolpho Hitler’.

XICO NERY – Diretor ao Ponto  

Fonte: XICO NERY

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