Sabado, 13 de Janeiro de 2018 - 21:00 (Política)

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GOVERNADOR CONFÚCIO ASSUME PRÉ-CANDIDATURA AO SENADO E COBRA COMPROMISSO DE DANIEL

Maurão cobra do novo velho MDB o compromisso com sua candidatura, sem se aperceber que a legenda vem cumprindo com ele o que lhe prometeu.


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ARIQUEMES – Dois importantes movimentos no tabuleiro político das eleições deste ano foram feitos nesta sexta-feira e sábado pelo novo velho MDB. O primeiro foi a reunião no diretório do partido, em Porto Velho, para acalmar o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado Maurão de Carvalho, que fareja no ar o cheiro da traição em relação à sua candidatura a governador.

Maurão cobra do novo velho MDB o compromisso com sua candidatura, sem se aperceber que a legenda vem cumprindo com ele o que lhe prometeu. A promessa consistia em torná-lo pré-candidato e governador do Estado, Senão vejamos: Maurão está pré-candidato a governador e já foi o governador pelo PMDB, quando assumiu o comendo do Estado por alguns dias nas férias de Confúcio.

 

Deste ponto de vista, portanto, a duas promessas foram cumpridas. Daí, a continuar marchando com Maurão para uma candidatura a governador sem a menor perspectiva de vitória são outros quinhentos.

Segundo o jornalista e observador da cena política, José Carlos Sá, do Blog Banzeiros, os cardeais emedebistas foram inteligentes. Confúcio já está sendo sondado e convidado por vários partidos, que ofereciam a vaga de candidato a senador e se saísse do MDB, levaria muita gente com ele.

CONFÚCIO

O outro movimento interessante partiu do governador Confúcio Moura, que, numa entrevista de rádio em Ariquemes, sua base eleitoral, garantiu que sairá candidato ao Senado Federal e mandou um recado ao cardeal hirsuto enrolado até o talo na operação Lava-Jato: avisou que não gostaria de sair do PMDB, partido ao qual está filiado há 36 anos e por onde sempre disputou eleições.

 

Em entrevista ao programa Bronca da Pesada, da TV do Povo, de Ariquemes, o governador confirmou que é pré-candidato a senador e que não gostaria de sair do MDB, onde está há 36 anos. Sairia do partido se não tivesse a vaga para disputar o Senado.

Também comunicou que apresentará a renúncia dia 5 de abril e espera do sucessor, o vice-governador Daniel Pereira, continue “junto como viemos até agora. (…) Eu fui eleito para governar quatro anos, esse pedaço de governo é ainda uma continuação do nosso governo, que o povo me confiou. Então neste resto de governo ele [Daniel Pereira] não pode sair do roteiro que está desenhado. Eu sairei do governo se ele se comprometer comigo a seguir a nossa linha até o fim do ano. Porque, se de repente, resolver inventar em oito meses coisas que não estão planejadas, ele pode sair do rumo e o Estado não fechar o ano bem. (…) Não adianta. Eu saio ao Senado e Daniel sai a Governador, ou não sai, ou apoia um adversário, aí bagunça a harmonia de toda nossa vida, não é?”.

Fonte: 012 - expressao rondonia

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