Terça-Feira, 13 de Março de 2018 - 21:13 (Colaboradores)

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GASOLINA CARA: DONOS DE POSTOS SE DEFENDEM E DENUNCIAM IMPOSTOS ABUSIVOS

Para se ter ideia, só de ICMS sobre o combustível, em Rondônia, pagamos nada menos do que 26 por cento.


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Eduardo Valente, diretor do Sindipetro, o sindicato dos donos de postos de combustíveis, já não aguentava tanta informação distorcida, desencontrada; críticas sem base concreta; palpiteiros falando como se especialistas fossem, sobre as questões que envolvem o preço da gasolina e derivados e, ainda, do atendimento dos postos. Dava de tudo. Desde denúncias de gasolina falsificada, que destruía os motores dos carros e motos, até preços absurdos, que ajudavam a transformar os empresários do setor em grandes milionários. Ao participar, nesta terça, do programa de maior audiência do rádio rondoniense (Papo de Redação, com os Dinossauros, de segunda a sexta, meio dia às 14 horas, na Parecis FM), Valente  respondeu não só às perguntas dos Dinos, como também a de dezenas de ouvintes. Ele defendeu o setor e protestou: a gasolina chegou a esse patamar absurdo, nos postos de distribuição, por causa dos impostos abusivos cobrados tanto pelos Estados quanto pela União. Explicou que, não fossem eles, estaríamos pagando hoje pouco mais de 2 reais pelo litro e não quase 5, como está custando em algumas áreas da região norte e outras regiões do país. Valente explicou que, no final das contas, afora todas as despesas e os impostos inacreditáveis, sobra cerca de 14 por cento para cobrir custos do transporte do combustível, do pagamento dos funcionários e outros serviços; do pagamento para serem fiscalizados (sim, os postos pagam por isso também!)  e, no final, algum lucro para o empresário.

Já estava decidido que seriam 27 por cento, mas os donos de postos espernearam, protestaram, berraram, até que conseguiram diminuir em 1 ponto percentual. Pagamos o ICMS mais caro do país? Nada disso. No Rio de Janeiro, onde bilhões são desviados para bolsos de corruptos, o valor é de 34 por cento. Bem mais do que em Minas Gerais, onde ele é de 29 por cento.  Os associados do Sindipetro sofrem também fiscalizações constantes, a tal ponto que, num só dia, há postos que tenham sido fiscalizados oito vezes, por órgãos diferentes. E mais: são as empresas responsáveis pela venda dos combustíveis nos postos quem têm que pagar as fiscalizações, como as feitas pelo Inmetro e pelo Procon, por exemplo. A média de custo é de mais ou menos 1.300 reais, mensalmente. Eduardo Valente reclamou que há, nessa história, muita gente dando palpite, sem saber o que está dizendo. E, às vezes, falar demais dá despesa. Ele citou o caso de uma oficina que disse ao seu cliente que o motor do carro estava falhando, porque ele abastecera com gasolina adulterada. O cliente reclamou no posto. O posto entrou com um processo contra a oficina e ganhou a causa, já que nenhuma das perícias feitas comprovou a denúncia. Resultado: o dono da oficina está enrolando, devendo uma grana...

CONSELHOS DE PIANA

A historia é contada como verdadeira e teria testemunhas conhecidas. Os dois personagens, é claro, não comentaram nada. O governador Confúcio Moura e o ex governador Oswaldo Piana, o único rondoniense nato que já comandou o Estado, se encontraram, numa audiência, no Palácio Rio Madeira;/CPA, antes do final do ano. Numa conversa que durou bastante tempo, Confúcio acabou contando que estava pensando em deixar o governo nos próximos meses  para disputar o Senado (o encontro foi antes dos eventos de fevereiro e março, por isso distantes das últimas crises) e perguntou a opinião de Piana. O ex governador apoiou a ideia e  aconselhou o atual a concorrer, até pelos quase dois mandatos que realizou,  o que lhe daria grandes chances de vitória, mas, principalmente, para não ficar sem mandato. “Olhe pra mim: comandei o Estado, nomeei dezenas de figuras, muitas das quais estão aí até hoje e, agora, tenho, por perto, só cinco ou seis amigos próximos”. Em outras palavras, Piana disse que político sem mandato não tem amigos. Isso sem contar que a perda do fórum privilegiado pode causar grandes dores de cabeça.  Sobre esse tema Piana não falou abertamente, mas ficou subentendido nas entrelinhas. Semanas depois dessa conversa, Confúcio confirmou sua candidatura. Novos eventos, pelo caminho, mudaram seus planos, mas só por alguns dias. Ele vai concorrer sim....

SIMPLESMENTE PATÉTICO!”

A esquerda brasileira parece estar sem rumo. Depois do que aconteceu com seu único grande líder (que, aliás, teve a preocupação de não preparar substitutos, seguindo os passos dos líderes políticos da mesma filosofia dele, mundo afora), o discurso começou a esvaziar quanto a roubalheira foi ignorada, em nome do uma ideologia superada e com discursos requentados. Vale a pena, por exemplo, ler parte de um artigo assinado pelo economista Rodrigo Constantino, na última edição da revista Isto É!, , onde todo o teor do texto pode ser encontrado. O título é “Eles se recusam a desaparecer” e trata da atual situação do esquerdismo do Brasil.  Olhe só: “nossa esquerda cheira a naftalina. É prisioneira do passado, continua falando em ditadura militar até hoje, bancando a libertadora dos fracos e oprimidos, enquanto suas lideranças roubaram bilhões, destruíram a economia, gerando milhões de desempregados, e quase afundaram nossa democracia. Mas os artistas engajados e os “intelectuais” seguem apaixonados pela ideia de um líder populista autoritário, que vai enfrentar as “elites” em nome da “igualdade”. É simplesmente patético!” Precisa dizer mais alguma coisa?

CHAGAS ANDA PELO ESTADO

Ex deputado federal Constituinte, presidente do Conselho de Administração da Fiero e um empreendedor nato, Chagas Neto é um nome que tem surgido com força em várias regiões do Estado, apoiado para retornar às atividades políticas, onde se destacou nos anos 80 e em parte dos anos 90, por tudo o que já realizou em Rondônia. Um dos responsáveis pela construção de milhares de casas populares, principalmente em Porto Velho, mas também no interior, Chagas ocupou vários cargos públicos, sempre deixando sua marca de realizações. Estava há alguns anos afastado de uma disputa eleitoral, embora da política não, já que sempre esteve nela envolvido, de uma ou outra forma. Instalado a tentar uma cadeira na Assembleia Legislativa, ele topou o desafio e está percorrendo várias regiões do Estado, falando não só do seu trabalho do passado, mas principalmente do que pretende defender para o futuro do nosso Estado. É daqueles personagens que se integraram de tal forma à história desta terra, que, mesmo longe dos palanques eleitorais há bastante tempo, é reconhecido e saudado por onde passa. Chagas anda bastante otimista com suas andanças por toda a Rondônia e pela receptividade que tem sentido por onde anda. É daqueles nomes com chances reais de chegar onde pretende, na disputa de outubro.

GUARDANDO O QUE, EXATAMENTE?

Em suas novas missões (legislar e invadir a competência de assuntos exclusivos da Presidência da República), mais uma vez um ministro do STF ignora a Constituição  que ele tem como missão precípua defender com unhas e dentes. O ministro Luis Roberto Barroso, que também especializa-se em criar um factoide por dia, para não sair da mídia, mudou decreto Presidencial de indulto de final de ano. É prerrogativa do Presidente, segundo preceito Constitucional, mas o STF tem adaptado a Constituição aos pensamentos de alguns ministros. Já foram vários exemplos. Os últimos: impediram uma deputada de ser empossada Ministra, com alegações estranhas aos direitos da Lei Maior (não importa os argumentos, nomear e demitir Ministros, constitucionalmente, é decisão pessoal do Presidente!). Depois, Barroso decretou investigação sobre Michel Temer por atos que ele teria praticado antes de ser Presidente, interpretando que a Constituição pode ser mudada, já que ela diz, claramente, que Presidente só pode ser processado por atos praticados no cargo. Barroso e quem defende sua tese dizem que investigar não é processar, embora tal interpretação cause sérios danos ao governo e ao país, desviando o foco e colocando o STF como o órgão mais importante do país, como, aliás, pensam alguns juízes e membros do Ministério Público, que se consideram os únicos honrados e probos, para decidir o que é melhor para o Brasil. Agora, mais essa! Quando o STF vai voltar a ser o guardião da Constituição? Quem sabe quando Lula ou alguém da turma dele voltar ao poder?

TUDO COMO ANTES...

Nada de novo no front, no caso da sucessão estadual. Desde a segunda de manhã, quando Confúcio Moura deu entrevista em Ariquemes, deixando no ar a possibilidade de ainda deixar o Governo para disputar o Senado, tanto ele quanto seu vice, Daniel Pereira, não falaram mais no assunto. Daniel ainda fez alguns comentários ao site Rondoniagora, mas que não muda nada do que já se sabia. Confúcio voltou ao silêncio sepulcral, trabalhando normalmente no comando do governo, mas sem tocar na questão sucessória. No Palácio Rio Madeira/CAP, internamente, o clima continua de expectativa e tensão também, porque muitos dos atuais detentores de cargos palacianos estão correndo o risco de serem defenestrados, caso Daniel Pereira realmente assuma os últimos nove meses de governo. Da porta para fora, contudo, ninguém comenta nada oficialmente, aguardando os próximos passos do chefe, para ver o que realmente vai acontecer. O que se ouve em bastidores bem informados é que nos próximos dias Confúcio e Daniel se reúnem novamente, para conversar e bater o martelo, sobre os próximos passos a serem dados. Nove em dez, entre os que estão acompanhando o caso de muito perto, têm certeza que Confúcio sai mesmo em 7 de abril. Esperemos, pois...

A GUERRA DOS TAXISTAS

Já não basta todo o sofrimento pelo qual estão passando, desde o surgimento do Uber e de outros aplicativos e, ainda do mototáxi, há mais tempo, os taxistas agora estão vivendo uma nova guerra: a dos sindicatos. Cheios de problemas, pagando impostos e taxas cada vez maiores, enquanto seus concorrentes trabalham seu pagar nada aos cofres públicos, numa concorrência totalmente desleal, os taxistas de Porto velho encontraram uma solução paliativa, mas ainda ilegal: o transporte compartilhado. A Justiça já autorizou que a Prefeitura fiscalize e multe quem participe do sistema, até porque, nessa equação, o serviço de transporte coletivo também esteja sendo muito prejudicado. Enfim, é só rolo para todo o lado. No meio dessa confusão toda, eis que uma guerra inesperada, dessa vez entre lideranças de sindicatos da categoria, ameaçando prejudicar ainda mais os profissionais. Pra que mais de um sindicato para cuidar dos interesses dos taxistas? É só para isso mesmo: arrumar rolo e causar mais prejuízos ainda mais aos dezenas de pais de família, que tentam sobreviver neste meio tenebroso. Na República Sindicalista que ainda existe neste país, uma categoria tem vários sindicatos. Só para criar guerra entre eles, pelo poder. Lamentável!

PERGUNTINHA

Se você tivesse 1 milhão de reais para apostar, colocaria seu dinheiro onde: na certeza de que Confúcio sai mesmo para concorrer ao Senado ou na hipótese de que ele fica e completa todo o seu governo?

Fonte: Sergio Pires/NewsRondônia

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