Segunda-Feira, 06 de Outubro de 2014 - 10:55 (Colaboradores)

GARIMPEIROS QUEREM SABER DESTINO DE R$ 180 MIL PAGOS POR SUPOSTA LICENÇA AMBIENTAL

O pacote de ‘bondades’ concedido pela titular, a geógrafa paraense Nanci Maria Rodrigues da Silva, começou na reunião comandada pelo casal Valdir e Marinha Raupp [PMDB], no ramal do Professor na localidade Porto Chuelo, a 20 quilômetros da Capital, onde ilegais retomaram as extrações ilegais com a suposta cobertura da SEDAM, parte dos quais investigados pelasoperações Iara, Rio de Ouro e Eldorado.


Imprimir página

SANTA ROSA, Humaitá [Amazonas] – Com aval da secretaria de Estado do Desenvolvimento [SEDAM], garimpeiros ilegais liderados pelo ex-Vice-Presidente do Sindicato dos Garimpeiros de Rondônia [SINGRO], José Alves de Lima [O Lima, este já oitivado na PF-RO], continuam transitando com desenvoltura nesta pasta de Governo.

O pacote de ‘bondades’ concedido pela titular, a geógrafa paraense Nanci Maria Rodrigues da Silva, começou na reunião comandada pelo casal Valdir e Marinha Raupp [PMDB], no ramal do Professor na localidade Porto Chuelo, a 20 quilômetros da Capital, onde ilegais retomaram as extrações ilegais com a suposta cobertura da SEDAM, parte dos quais investigados pelasoperações Iara, Rio de Ouro e Eldorado.  

Lá, Nanci, Raupp e Marinha, decidiram pela manutenção da extração de ouro e areia no entorno da Área de Proteção Ambiental [APA], além de garantirem ‘a atividade dentro da APA por 60 dias, vez que já teriam o aval do ministro das Minas e Energia, Edson Lobão’, fato negado por fontes do DNPM residentes em Rondônia.

O requeiro José Alves Lima, remanescente do garimpo ‘Bom Futuro’ e do massacre nos anos 80 nas terras indígenas Yanomami [Roraima], disse em Humaitá, no sábado [4], que, ‘a secretária Nanci teria recebido R$ 180 mil para liberar, como limites, a renovação da licença ambiental determinada pelo juiz federal, Herculano Nazif, à Cooperativa de Garimpeiros, Mineração e Agroflorestal [MINACOOP]’.

O dinheiro, segundo ele, que se intitula presidente da Cooperativa dos Requeiros Minerais [COOPREMI], ‘motivou a secretária a liberar a ‘licença’ para que possamos trabalhar a jusante e a montante das usinas’, justamente nas áreas outorgadas pelo DNPM à MINACOOP em processo considerado fraudulento.

O conflito deve chegar à Justiça Federal, já que o grupo liderado por Lima e o pseudo Assessor Técnico de cooperativas ligadas a OCB-RO, João Batista Rocha [oriundo da cidade de Ourinhos, São Paulo], usa indevidamente a razão social da MINACOOP.

A medida, segundo agentes ministeriais ouvidos, pode levar Nanci Rodrigues a responder por mais um crime de improbidade, como no caso de Arão Mendes Rodrigues [O Cigano] que foi beneficiado com sete licenças ambientais em 2012/13. Ela pode sofrer acusações de se apropriar de dinheiro das taxas de renovação automática de licenças já pagas pela MINACOOP, bem como da criação ilegal de galos de briga em sua casa.

Desde a vigência do decreto 5.197, de 29 de Julho de 1991 – que proíbe atividades garimpeiras a partir da ex-cachoeira de Santo Antônio -, ora questionado pelo Governador Confúcio Moura no Supremo Tribunal Federal [STF], que a secretária Nanci Maria concede licenças consideradas polêmicas, inclusive em desobediência às determinações da então Procuradora Nádia Simas de Souza, do MPF.

Por conta de mais uma manobra política impetrada pela geógrafa Nanci Rodrigues, cooperados adimplentes da MINACOOP, através do jurídico da entidade, ajuízam nesta segunda-feira [6], ações no Ministério Público [MPF e MPE] e na Secretaria de Finanças [SEFIN], a fim de obterem certidões da contabilidade e tributação dos R$ 180 mil ‘pagos’ ao Governo, supostamente, recebidos pela titular da SEDAM, além do dinheiro das taxas automáticas em 2012.

Fonte: Xico Nery

Noticias relacionadas

Banner Ale

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias