GARGALHADA – POR MAX DINIZ CRUZEIRO - News Rondônia Em situações normais caracteriza-se como um ato intencional motivado por aspectos de subjetividade que se incorporam a psique do indivíduo que manifesta o riso.

Porto Velho,

Domingo , 21 de Agosto de 2016 - 15:17 - Colaboradores


 


GARGALHADA – POR MAX DINIZ CRUZEIRO

Em situações normais caracteriza-se como um ato intencional motivado por aspectos de subjetividade que se incorporam a psique do indivíduo que manifesta o riso.

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A gargalhada é uma explosão sonora que uma vez incidente, ao contrair os músculos faciais laterais, permite uma acomodação sensorial de alívio, relaxamento e prazer ao distribuir a energia que é descarregada pelo indivíduo.

Ela é desencadeada na forma de ciclos propagando ondas sonoras que irradiam porções de ar da parte interna da boca para o exterior provocando uma explosão do sopro interno contra as paredes da boca, surgindo um ruído na configuração de um soco seco expandindo para um sinal audível, onde se manifesta quando o indivíduo abre, na maioria das vezes, a boca para manifestar o seu contentamento.

O prazer que é liberado seguido da explosão de espontaneidade da manifestação do sopro da fala é capaz de gerar um bem-estar prolongado para quem desencadeia a sensação corpórea.

A gargalhada é seguida por um reequilíbrio de forças, onde o sujeito passa a manifestar aspectos do seu emocional de forma mais fluida e a pacificar conflitos que estejam inseridos em torno do sentimento de gozo despertado pela vontade de “brincar” ou “caçoar” da própria sorte.

O gozo está muitas vezes associado ao ato de gargalhar, porque ela libera a tensão que incide sobre o indivíduo que busca neste tipo de evento reativo uma forma de canalizar a energia e força que prende a atenção e o foco de um indivíduo dentro de uma perspectiva.

Embora a gargalhada dentro do sentido do gozo possa estar associada a um fluir de um mal que se banaliza, na maioria das vezes o indivíduo não possui a intenção de deixar-se seduzir para se tornar criatura desejante do mal de outro indivíduo que se observa como gozador.

Porém é fato, que a gargalhada muitas vezes, dentro deste senso do mais gozar se mostra em sintonia com portas de entrada para uma subjetividade que distancia indivíduos em torno de núcleos harmônicos, uma vez que o sentido do riso farto é muitas vezes interpretado como nocivo, no sentido antagônico, ao desejo de querer bem ao próximo.

Mas observa-se a vocação da gargalhada geralmente sintetizada para a promoção de descargas em momentos de elevada tensão sensorial.

A gargalhada faz o sujeito brincar com o próprio antagonismo que o vitimiza, mesmo estando o indivíduo envolvido com a observação do outro dentro deste contexto de vítima, onde geralmente o indivíduo se coloca na posição de infortúnio, mesmo que imaginária, ou projetiva e se contenta em não ter passado pelos fatores que geraram a tribulação psíquica.

Precede quase sempre uma gargalhada fatores de irritação, fundamentais para que a explosão de ar possa ser gestada artificialmente sobre as cordas vocálicas. Essa irritação subjetivada é alicerce para que o efeito motriz da repercussão do som possa ser ajustado a fim de simular prazer para o indivíduo que se ressente.

Enquanto grupos neurais abastecem o intelecto do indivíduo com a lembrança do fato que gerou a necessidade vocálica de extravasar seus efeitos tenderão a não serem exauridos.

O fato mais concreto é que nem sempre a motivação interna coincide com a motivação externa que faz o indivíduo perverter a visão de uma cena que o senso de extravasamento passa a ficar frouxo em um setting ambiental.

O fato de uma pessoa escorregar e cair de forma não usual, pode despertar internamente uma lembrança num observador de algum aspecto seu retido no passado que faça o sentido de gozo ser liberado e assim despertado seguir o fluxo natural do riso.

Porém, se não observado a lógica natural da reação humana quando expectante e expectador divergem quanto à postura racional que deva os indivíduos em um setting ambiental se posicionar para corresponder a uma atitude judicada como moralmente aceita em consonância com princípios benéficos, ou seja concordantes entre as partes, em uma relação de entendimento que julgue apropriado um agir coletivo, pode ser que a tônica da gargalhada venha a servir como princípio de discórdia entre as partes, onde o olhar da criticidade de um observa o agir do outro com um contrassenso onde os valores universais não são vistos como a práxis da convivência coletiva.

Os valores morais, alicerces ao seu modo de toda civilização, quase sempre repudiam aspectos que envolvem o constrangimento de um indivíduo face a elevação de outro, sob circunstâncias que induzem um rebaixamento taxativo de ordem moral que atentem contra a honra, memória e aspectos da individualidade da pessoa observada.

Por isto há necessidade da devida racionalização quando alguém desencadeia um evento em que a forma de expressão se configura através da gargalhada, a fim de evitar pormenores que sintetizem a aproximação da discórdia e atrito entre os seres em permuta ambiental.

Embora não tão comum a gargalhada pode vir associada a um distúrbio emocional desencadeado de forma artificial sobre um indivíduo que venha a perder o seu contato com a realidade contida no plano real.

Também existem casos em que os indivíduos que passam por uma tensão positiva muito grande, como um eustresse sejam capazes de desencadear uma gargalhada, sem com isto parta de uma tentativa de liberação de uma tensão (no sentido normal) que esteja envolta num sentido de gozo, este último no sentido de perversão. Mas para o bom senso da convivência pacífica é bom sempre ser comedido no desencadeamento desta sensação por extravasamento.

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Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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