Sabado, 24 de Setembro de 2016 - 11:28 (Colaboradores)

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GAGUEIRA - Por Max Diniz Cruzeiro

Os lapsos da fonética acontecem porque o indivíduo atropela a ordem natural em que as imagens sonoras são encaminhadas.


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A gagueira é um efeito somático desconcertante, em que o indivíduo processa rapidamente a sequência da ação sonora, antes que o efeito motriz da migração da expressão da fala seja desencadeado dentro da rotina em que a projeção da informação deva ser encaminhada.

Os lapsos da fonética acontecem porque o indivíduo atropela a ordem natural em que as imagens sonoras são encaminhadas.

Então é importante fazer um estudo sobre a coordenação respiratória a fim de que o indivíduo passe a coordenar o fluxo de emissão de ar, e assim indicar o clico-velocidade necessário e ideal para que a função da fala seja desencadeada no ritmo desejado.

A introdução do indivíduo dentro do contexto de readequação e ajuste deve ser desenvolvido com a introjeção de elementos transacionais, como por exemplo iniciar a sessão oferecendo um copo de água ou colocar no ambiente uma música bem suave (de preferência clássica) a fim de que o sujeito possa trabalhar com o repercutir sonoro da música a fim de cristalizar uma habilidade para gerar uma fluidez lógica para que o pensamento possa ser processado pausadamente.

O indivíduo deve entender que ele não deve utilizar toda a transmissão do seu fôlego dentro de um único impulso de transmissão de uma ideia.

Ele deve reservar um pouco mais de atividade respiratória antes de canalizar toda sua necessidade de transmitir, isto deve ser feito através de pausas ao longo do processo.

A técnica do assobio pode ser auxiliar dentro do processo em que o indivíduo deva escolher o estilo de música que mais se adeque a construção lógica de como o indivíduo se perceba ativar o processo sonoro da fala.

Um dicionário deve facilitar a incorporação fonética para ser gravado dentro do conteúdo simbólico do indivíduo. Em um processo de fisioterapia, em que a imagem da palavra é mostrada para o indivíduo num monitor e este deverá pronunciá-la calmamente até fixar sua sonorização que considerar perfeita para o seu tratamento.

As palavras devem ser alocadas agrupadas por coleções, até chegar ao ponto que conexões devam ser estabelecidas na mente do indivíduo que as palavras são mostradas em posicionamentos diferentes no monitor isoladamente e depois progressivamente agrupadas a fim de construir uma história sonora em que é possível ao indivíduo conectar-se a frase sem que o distúrbio seja acionado.

A ordem do encaixe é fundamental para que o indivíduo que sofre com a gagueira possa administrar seu olhar para a canalização sonora e também o aparelho (monitor) ser ajustado por um temporizador que aprenda com a necessidade de incorporação da imagem pelo indivíduo, sendo o equipamento concebido por via de tecnologia (Eye Tracking).

Para quem não dispõe de recursos para comprar um computador com a tecnologia Eye Tracking pode utilizar o mesmo procedimento de forma manual através de um fisioterapêutica na rede pública de saúde na localidade em que o indivíduo que sofre de gagueira reside.

O fisioterapeuta deve compreender a relação de temporalidade em que o indivíduo se interrelaciona a fim de ajustar o máximo sua ansiedade para o pronunciamento vocálico.

Embora não seja o tratamento ideal porque cientificamente pode existir muitas falhas ao longo do processo, é geralmente a única alternativa disponível em comunidades que possuem poucos recursos. Além de ser mais demorado o fato de ajustes manuais necessitar a correção de vícios que possam ser gerados ao longo do processo.

A tecnologia Eye Tracking é célere com os resultados porque ela captura a expressão e conectividade do olhar do indivíduo dentro da sua necessidade de leitura.

O avanço do tratamento requer utilização de sons que são gravados para corresponder a uma sequência de diálogos que se constrói também de forma temporizada, primeiramente para corresponder a uma necessidade de resposta mecânica que esteja escrita no próprio monitor em que as frases foram trabalhadas anteriormente, até que o indivíduo se sinta seguro o suficiente para se libertar do condicionamento do equipamento e possa se desenvolver perfeitamente conforme sua expressão e vontade.

O computador é capaz de interpretar uma leitura do indivíduo que apresenta gagueira, e, além disto, saber os momentos em que as sobreposições são estabelecidas, e medir internamente qual a velocidade de condicionamento que deva o indivíduo se ajustar para ir recebendo as informações que o farão entrar em uma fila de atividades que devem ser desenvolvidas cada qual dentro de uma estrutura modelo de tempo.

O fator de privação é muito comum em pessoas que desenvolvem a gagueira, porque elas ao se sentirem ridicularizadas e geralmente partem para um isolamento programado.

A orientação consciente é a melhor forma de mostrar para o indivíduo que sofre do problema como ele deva proceder para voltar a ter a gestão de sua vida pessoal sem que o fantasma do constrangimento atinja a sua integridade.

A sociedade em seu papel ativo de preservar a vida, deve conscientizar a população de que o constrangimento voluntário de pessoas que sofrem da gagueira não pode servir para um prejuízo social em que a prática de bullying serve para aumentar o sofrimento e a tensão social.

Se o problema é visto como uma necessidade de ajuste vocálico pode a sociedade contribuir para a elevação do bem-estar das pessoas que passam pela privação condicionado ao problema citado.

Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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