Sexta-Feira, 19 de Fevereiro de 2016 - 16:15 (Colaboradores)

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FUNCULTURAL NÃO SABE O QUE FAZER COM A EFMM

O presidente também afirmou que a Fundação Cultural e nem o município tem dinheiro para reestruturar o complexo.


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Sabe aquele tipo de reportagem onde o ‘entrevistado’ ao invés de ficar calado prefere recuar das suas responsabilidades. Pois é isso aconteceu na quinta-feira (18) em Porto Velho, como o despreparo da Fundação Cultural a Funcultural, que tem como responsabilidade a de zelar pelo patrimônio, considerado o berço da civilização da cidade Porto Velho, o complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM).

Na quinta-feira (18) após uma denúncia da Associação dos Seringueiros e Soldados da Borracha, ao Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Estado (MP/RO) a Justiça Federal por meio do juiz Fernando Brás, determinou que a prefeitura de Porto Velho (executivo) ‘cumpra’ com as suas obrigações quanto à recuperação, e o policiamento do entorno da estrutura.

Detalhe

O município infelizmente tem os direitos sobre o patrimônio histórico, um tipo de concessão durante 20 anos. “A prefeitura de Porto Velho não tem competência para administrar a EFMM, e isso é fato”, declara o vice-presidente dos Soldados da Borracha, George Telles.

Sem noção

O presidente em exercício da Funcultural Antônio Jorge dos Santos, que na verdade é perito criminal da Policia Civil, formado em ‘biologia’ afirmou na entrevista, que o município tem cumprindo com as suas obrigações. Mas quem freqüenta o local sabe que não, que não é verdade. O cenário mostra o mato tomando conta das locomotivas. A própria locomotiva 18 teve uma peça roubada. 

“O vandalismo impera e a recomendação é não freqüente a Estrada por volta das 18 horas. Outro problema por lá são os crimes. Assaltos a mão armada acontecem de dia. As câmeras de segurança suspensas nos galpões apenas enfeitam. Elas não registram nada”, declara o vice-presidente da Associação dos Soldados da Borracha, Jorge Telles.

Na última semana, um policial militar foi rendido por adolescentes quando passeava com a namorada. O militar sacou a arma e disparou, o projétil acertou a perna do infrator. O que também é fato no complexo da EFMM hoje é o tráfico de drogas, além dos consumidores de drogas.

Desrespeito

O esquecimento e o abandono da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) pela prefeitura, demonstra o desrespeito do executivo municipal as vítimas que morreram de infinitas doenças para construir e dar origem as nossas ‘origens’. O poder público fechou os olhos e não quer para si a responsabilidade daquilo que virou um ‘problemão’.

Sem projeto algum

Durante quatro minutos de entrevista o presidente em exercício da Funcultural, Antônio Jorge dos Santos preferiu se ‘eximir’ das responsabilidades. O que demonstra que a Fundação Cultural está ‘perdida’ dentro da sua própria pasta. Ao juiz Fernando Brás o presidente sugeriu: "temos que aproveitar a EFMM para fazer shows". Neste momento ele foi retaliado pelo magistrado que ignorou a proposta.

Proibição

A própria instituição que deveria zelar pelo bem público se quer estuda as leis que preserva o patrimônio da EFMM. A Associação dos Soldados da Borracha acusa o município de Porto Velho de ‘desconstruir’ a estrutura original. 

Outro problema segundo o presidente da associação é que o município usando dos ‘conchavos’ entre executivo e vereadores permite a permanência de ambulantes nas calçadas e dentro da área interna, o que é proibido na Lei federal de patrimônios.

Não tem chance

O presidente também afirmou que á Fundação Cultural e nem o município tem dinheiro para reestruturar o complexo. A questão é que o executivo municipal detém os direitos sobre o local por 20 anos.

Sugestão

O culpado

Eximindo da culpa o presidente alega que a responsabilidade por construir um dique as margens do Rio Madeira, no acesso dos galpões é da Usina Santo Antônio, que por conta da abertura das comportas vem causando o fenômeno das ‘terras caídas’ e colocando em risco a estrutura da Madeira Mamoré.

Pesquisadores afirmam: caso não seja feita essa barreira de contenção, o complexo poderá ser engolido pelo Rio Madeira em menos de 10 anos. Mas de antemão, o portovelhense já sabe de quem realmente é a culpa. Caso seja na mente no presidente da Funcultural é do fenômeno ambiental.

Imagens: Raimundo Brito

Fonte: NEWSRONDONIA

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