Sexta-Feira, 09 de Maio de 2014 - 11:02 (Colaboradores)

FRONTEIRAS ABERTAS EM RONDÔNIA SÓ AUMENTA CORREDORES DAS DROGAS E FACILITA PRESENÇA DO CRIME ORGANIZADO

Apesar da desativação do posto da PF ter ocorrido, em Pimenteiras, há mais de quatro anos, a região continua sendo monitorada, diz uma fonte policial em Vilhena, tida como ‘a maior porta de saída de drogas ilícitas armamentos poderosos’, objeto de troca de veículos por cocaína advinda da Bolívia e de maconha paraguaia.


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Jacareacanga, PARÁ – O fechamento de postos de fronteiras pela Polícia Federal na Amazônia, além da redução de pessoal em Rondônia, com o corte de 1, 5 bilhão do orçamento de 4,2 bilhões do Ministério da Justiça, na prática, demonstra que a PF pode vir sendo vítima, outra vez, de um suposto novo complô por parte da área política e econômica do Governo.

NSA É ARRAIA GRAÚDA - Para especialistas em segurança e serviços de inteligência ouvido por este site - a  maioria é de ex-militares e um delegado aposentado da PF -, ‘a política e a estratégia de proteção das fronteiras nacionais é antiquada e  nunca tiveram a devida atenção do Governo’; nem do Congresso Nacional’.

- Com os postos das cidades de Costa Marques e Pimenteiras do Oeste, respectivamente no Vale do Guaporé e Cone Sul do Estado rondoniense, ‘é uma demonstração clara da fragilidade que tomou conta daquela que sempre a melhor polícia de Estado da América Latina’.

- À época, disse ele, os policiais recebiam diárias compatíveis e no tempo aprazado pelo Ministério da Justiça.

PARTE PEQUENA DA AÇÃO SOBREVIVERÁ? - Hoje, é possível antevermos a PF caminhando para a ‘terceirização plena’ de seus serviços, até mesmo nas funções cobertas pela Constituição, atestou a fonte.

Os cortes no orçamento do Departamento de Polícia Federal têm afetado até mesmo as operações de campo, vaticinou um dos especialistas consultados por este site.

À medida que a PF avança em investigações, como ocorreu nas operações Eldorado e Lava-Jato, tudo isso requer um trabalho mais aprofundado de inteligência, sobretudo nos casos de corrupção, lavagem de dinheiro, contratos fraudulentos envolvendo figurões da República, doleiros, empreiteiras e congressistas.

- A continuarem esses cortes absurdos, ‘pode escrever, aí, que, no ano seguinte, os cortes serão mais ousados, afirmam os mi céticos analistas

No caso do ‘mensalão’ atribuído ao [PT], denunciado pelo hoje deputado presidiário, Roberto Jefferson [PTB-São Paulo], cujo relator foi o Presidente do Supremo Tribunal Federal [STF], ministro Joaquim Barbosa, parte da mídia nacional fez conjecturas sobre o assunto face às reações dos condenados por repetirem ‘gestos’ de quando alguns presos políticos foram capturados e levados às prisões militares.

Verdadeiramente, para alguns analistas privados, ‘a PF atua no País com uma larga deficiência em pessoal, equipamentos e contaria com pouca ajuda do Governo Federal para saná-las’. Isso ocorre, principalmente, nas fronteiras do Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela e das Guianas.

SITUAÇÃO ATUAL DEGREGADANTE - Em Pimenteiras do Oeste, ao sul de Rondônia, a situação sempre foi mais complicada. A região, em determinado período, chegou a ser dominada por políticos, empresários e fazendeiros sob forte suspeição de estarem vinculados aos narcotraficantes Fernandinho Beira-Mar, Maximiliano Dourado Munhoz, o temido MAX, e aos presidiários Arcanjo [MT] e Hildebrando Paschoal [AC].

– Apesar da desativação do posto da PF ter ocorrido, em Pimenteiras, há mais de quatro anos, a região continua sendo monitorada, diz uma fonte policial em Vilhena, tida como ‘a maior porta de saída de drogas ilícitas armamentos poderosos’, objeto de troca de veículos por cocaína advinda da Bolívia e de maconha paraguaia.

O fechamento dos dois postos da PF remete essas cidades [Pimenteiras e Costa Marques] do Cone do Sul aos tempos em que o temido MAX e seu bando, reinaram absoluto por lá e podiam tudo no Vale do Guaporé.

Esse reinado, segundo coleta de informações no antes e depois da prisão dele, ‘era encoberta por políticos, parte da população de maioria boliviana e a omissão de algumas autoridades’.

- A brecha que volta a se abrir nas fronteiras com a Bolívia e, possivelmente, com o Peru, através dos corredores da droga com o Acre, irá aumentar as chances das quadrilhas voltarem a dominar o território nacional, reafirmam os analistas.

A exceção, segundo previsões, é se o Exército cobrir as áreas a serem deixadas – e parte delas já descobertas nos territórios de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima e  Amapá e Pará - pela Polícia Federal. A medida para conter o avanço do narcotráfico pelas fronteiras, mesmo minimamente, pode ser deflagrada através da implantação do SISFRON [Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras] e de guarnições com apoio aéreo e terrestre do ponto de vista militar em toda a região amazônica, ‘já que agora o Exército tem poder de polícia e pode atuar nesse sentido’, arrematam as fontes deste site de notícias.

XICO NERY é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Notícias nas Amazônias, Países e Andinos e Bolivarianos.  

Fonte: XICO NERY

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