Segunda-Feira, 04 de Abril de 2016 - 22:38 (Colaboradores)

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FOSFOETANOLAMINA SINTÉTICA – A ESPERANÇA PARA A CURA DO CÂNCER QUE O BRASIL REJEITA!

Em tese, a fosfoetanolamina interfere no ciclo celular, bloqueando a proliferação irregular das células, um dos mecanismos associados ao câncer.


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A pesquisa que vem sendo realizada há 20 anos, e conta com dissertações de mestrado apontando resultados positivos na contenção e redução de tumores, através da utilização da droga em animais, e atualmente mais de 800 pessoas se tratam com o remédio tendo resultado positivos em seu tratamento.

A substância já existe no nosso organismo e age sinalizando as células cancerosas para que o nosso sistema imunológico possa achar, e remover, os corpos estranhos. Gilberto Orivaldo Chierice é professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), e coordenou estudos sobre a substância por mais de 20 anos.

Ele explica que a espécie sintética é idêntica à produzida pelo corpo humano, só que em um alto nível de pureza e em grandes concentrações. Depois disso, são encapsuladas para serem tomadas via oral.

De acordo com o estudioso, mais de 1,5 mil estudos relacionados à substância já foram realizados. Os estudos começaram a ser desenvolvidos ainda na década de 90.

A FOSFOETANOLAMINA é uma substância produzida pelo corpo humano e pode ter como função ser antitumoral, possuindo ação antiproliferativa e estimula a apoptose, que seria uma “morte celular programada”, ou seja, impede que o câncer se espalhe e produz a morte de suas células.

Você sabia que os estudos com esta substância foram iniciados no começo dos anos 90 pelo professor Gilberto Orivaldo Chierice, no Instituto de Química de São Carlos – USP, e o mesmo descreve a ação da substância como uma espécie de marcador, sinalizando para o corpo sobre a célula cancerosa, deixando as mesmas mais visíveis para que o sistema imunológico a possa combater.

Outra curiosidade é que a substância, criada pelo professor aposentado Gilberto Chierice, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) São Carlos, é distribuída há mais de 20 anos sem o registro da Anvisa.

Bem, aí pergunto:

-Qual é o problema com o medicamento que não é distribuído livremente pelo Brasil?

O medicamento chegou a ser distribuído no passado, porém a Portaria 1389/2014 proibiu o fornecimento do medicamento.

O problema se encontra no artigo 12da lei 6360/76, lei que regula sobre a Vigilância Sanitária a que ficam submetidos os medicamentos. Este artigo expressa que nenhum dos produtos, a que se refere a Lei, inclusive os importados, poderiam ser industrializado, exposto à venda ou entregue ao consumo antes de registrado no Ministério da Saúde.

Entretanto, a solução se apresenta no corpo da mesma lei, continuando a leitura da lei 6360/76, em seu artigo 24, está expresso que estão isentos de registro os medicamentos novos, destinados exclusivamente a uso experimental, sob controle médico, podendo, inclusive, ser importados mediante expressa autorização do Ministério da Saúde, ou seja, por ser uma substância experimental, a mesma está isenta de registro.

Distribuição Gratuita

Por mais de 20 anos, o químico distribuiu gratuitamente e por iniciativa própria a fosfoetanolamina para diversos pacientes que, em sua maioria, relataram melhoras significativas e até a cura da doença. Uma portaria da USP, universidade a qual o IQSC é ligado, no entanto, proibiu em 2014 a distribuição do medicamento, justamente pela falta de testes, pesquisas, registro e autorização da Anvisa.

A universidade afirmou não possuir meios para a realização dos testes nem para a produção em larga escala. Desde então, diversas liminares foram concedidas pela justiça para permitir a pacientes o acesso ao medicamento. Contudo, a fosfoetanolamina não possui registro na Anvisa e, por isso, ainda não pode ser comercializada no Brasil.

Em nota técnica emitida em 2015, a Anvisa esclarece que não há qualquer registro concedido ou pedido de registro sequer para medicamentos com o princípio ativo fosfoetanolamina, nem mesmo para fins de pesquisa envolvendo seres humanos.

Assim, a agência não poderia reconhecer, “por absoluta falta de dados científicos”, segundo a nota, a eficácia da fosfoetanolamina para o tratamento do câncer, e por isso não recomenda o uso ou muito menos a substituição de tratamentos já prescritos e estudados por um medicamento ainda não avaliado.

São diversas as academias de medicina, profissionais e entidades especializadas que se posicionam de forma semelhante, não recomendando o uso de uma substância sem que ela tenha sido devidamente testada e aprovada pela Anvisa.

Potencial de cura

A fosfoetanolamina ganhou um grande destaque, a nível nacional, no final do ano passado em função de seu possível potencial de utilização no combate ao câncer. Desenvolvida pela USP para o tratamento de tumor maligno, a substância poderá ser usada no tratamento dos pacientes por “livre escolha”, mediante laudo médico que ateste a doença e assinatura de termo de responsabilidade, de acordo com o texto do projeto de lei.

De acordo com os autores do projeto, a substância acabou representando uma esperança para pessoas com câncer, por ser uma alternativa ao tratamento convencional, melhorando a qualidade de vida, ou até chegando à cura.

Novidade Boa

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que permite a produção e o uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer” mesmo antes da aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O projeto segue agora para tramitação no Senado Federal.

A proposta (PLC 3/2016) que permite o uso do medicamento antes do registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi aprovada no dia 15 de março, e segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Para ter acesso ao medicamento, os pacientes diagnosticados com câncer precisarão assinar termo de consentimento e responsabilidade, conforme o projeto apresentado por 26 deputados. A opção pelo uso voluntário da fosfoetanolamina sintética não exclui o direito de acesso a outras modalidades terapêuticas.

Entusiastas da fosfoetanolamina apontam relatos de regressão e cura do câncer pela substância. Críticos, no entanto, argumentam que ainda não há estudos que comprovem a eficácia e a segurança do uso. Se o texto for aprovado, a Anvisa terá de autorizar os laboratórios que farão a produção e distribuição da fosfoetanolamina sintética.

Em nota divulgada à imprensa, a Agência informou não ter recebido nenhum pedido para realização de ensaios clínicos ou solicitação de registro dessa substância. E afirma ver com preocupação o uso de medicamentos sem a devida autorização.

Relatoria do Projeto

Para o senador Ivo Cassol (PP–RO), relator do projeto, o Senado não pode deixar de lado a esperança de quem tem câncer em obter um tratamento que apresente resultados positivos, á fim de aliviar o sofrimento de milhares de brasileiros e brasileiras, cabe a esta Casa legislativa dar seguimento o mais célere possível ao projeto — disse o Senador.

Cassol também defendeu as manifestações em favor da liberação do medicamento e fez um apelo para que os senadores deixem as disputas políticas de lado e pensem na saúde da população. “O que nós precisamos neste Senado é falar um pouco menos de impeachment, um pouco menos de cassação, um pouco menos de bandalheira, de roubo da Petrobras. Esses que roubaram, que saquearam têm que pagar por isso, mas esta Casa não só pode ficar nisso. Nós temos que lutar pela vida! Com certeza nós vamos ter muito gás para usar essa tribuna, para depois defender o restante que fica para trás, mas, sem saúde e sem vida, infelizmente nada acontece” afirmou.

Próximos passos

Os próximos passos são os testes em um pequeno grupo de pessoas e, depois, em um grande grupo. Os cientistas, vinculados ao MCTI por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), trabalham sobre as reações de células de câncer de pâncreas e de pele à fosfoetanolamina. "Isso já deveria ter sido feito lá atrás. Foi uma opção dos pesquisadores não fazer. Por conta da polêmica, decidimos fazer o roteiro correto", disse o ministro. Novos resultados devem ser apresentados até a segunda semana de abril.

Pansera afirmou que a sugestão de legalizar a "fosfo" como suplemento considera uma "realidade estabelecida": a de que as pessoas estão consumindo a substância, mesmo de forma ilegal. "Isso está mitificando o composto. Existem defesas apaixonadas, favoráveis e contrárias. Não tem outra saída senão jogar a luz da ciência sobre esse fato", afirmou.

Por Professor e Jornalista

José Carlos Paim
MTB 1453/RO

Fonte: José Carlos Paim

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