Terça-Feira, 10 de Julho de 2018 - 16:00 (Cultura)

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FERROVIÁRIOS FECHAM COM CHAVE DE OURO EVENTO ALUSIVO AOS 87 ANOS DA MADEIRA MAMORÉ

Com público seleto entre ferroviários, autoridades e remanescentes da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), os 87 anos da nacionalização do empreendimento foram festejados em ato cidadão, nesta terça-feira 10


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Porto Velho, Rondônia – Com público seleto entre ferroviários, autoridades e remanescentes da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), os 87 anos da nacionalização do empreendimento foram festejados em ato cidadão, nesta terça-feira 10.

O evento foi animado pela Banda de Música da 17ª Brigada Militar, que puxou para cima a autoestima dos participantes e das personagens do momento, trabalhadores de mais trinta nações, além de amigos, apoiadores e parceiros da Estrada de Ferro, construída no século passado e deu lugar à centenária Vila dos Ferroviários.

Abrilhantando a grande festa, a Associação da categoria fez celebrar missa campal no pátio externo do prédio da antiga Estação Central dos Trens pelo padre Fontenelle da Sagrada Família da Igreja Católica. Na ocasião, católicos e evangélicos deram-se às mãos e louvaram ao Senhor Deus.

Com citação a nomes de parte dos ferroviários ainda vivos foi feita homenagens póstumas aos que tombaram ou morrera durante a construção da Estrada de Ferro, bem como, em discurso, o presidente da Associação dos Ferroviários, José Bispo de Morais, 83 anos, “defendeu o retorno já dos trens aos trilhos até a Vila Santo Antônio”.

Na plateia, representantes do prefeito e do governador, respectivamente, Hildon Chaves (Márcio Martins) e Daniel Pereira (Chefe da Casa Civil, Eurípedes Miranda), em nome deles, garantiram “a revitalização do Complexo Ferroviário pelo Consórcio Santo Antônio, a retomada da linha férrea até ao limite da cobiçada Vila Santo Antônio”.

O Vice-Presidente da Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (ASFEMM), George Telles (Carioca), lembrou que “tudo começou no dia 10 de Julho de 1931, quando o governo brasileiro assumiu a Ferrovia”, durante o período de crise da borracha (látex), forçando a entrega do empreendimento ao Brasil.

Carioca fez seus os sentimentos da família ferroviária que lutam desde o século passado, além da revitalização do Complexo à Vila Santo Antônio pelo tombamento da estrada até aos limites dos trilhos a Guajará-Mirim, realizando, desse modo, “o sonho de todos que lutaram (e lutam!) pelo retorno dos trens aos trilhos sobre os dormentes”.

Com o término do ato cidadão, missa rezada e discursos à parte, além das homenagens póstumas aos heróis da construção da “Ferrovia do Diabo e aos Cuidadores atuais do rico acervo da EFMM”, a Associação dos Ferroviários agradeceu a Federação do Comércio, Consórcio Santo Antônio, Prefeitura, governo do Estado e a União Federal na busca da consolidação do projeto maior dos ferroviários – fazer o trem andar, outra vez, até Guajará-Mirim, na fronteira binacional Brasil-Bolívia.

Fonte: 015 - George Telles

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