Terça-Feira, 19 de Novembro de 2013 - 15:13 (Colaboradores)

FAMÍLIAS DA LCP SITIADAS AMEAÇAM RESISTIR ATÉ QUE DILMA REABRA NOVO DIÁLOGO

Em nova mensagem, segundo fontes da LCP nesta região, ‘foi a Força Nacional, a Polícia Federal, o ICM-Bio e a PM que tomaram a decisão de bloquear o acesso ao seus pontos de entrada e saída sem antes iniciar um diálogo, sobretudo por não esclarecerem os motivos do não cumprimento do acordo entre as famílias, o INCRA e o governo do Estado’.


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Jacy-Paraná, PORTO VELHO, Rondônia – Apesar de ainda continuarem sitiadas por forças policiais do Governo, as famílias de trabalhadores rurais vinculados à Liga os Camponeses [LCP], afirmaram, nesta terça-feira [19], que não irão deixar a Floresta Nacional do Bom Futuro sem que a presidente Dilma Rousseff abra um novo canal de comunicação entre a entidade e a Ouvidoria Agrária Nacional e o movimento.

O suposto porta-voz em sua fala afirmou, também, que, ‘as famílias classificaram a decisão das forças federais e estaduais com um incitamento a uma guerra desigual entre camponeses desarmados e mandatários arrogantes’. Além de injustificada e contraproducente tomada pela ministra Izabel Teixeira, do Meio Ambiente.

Do lado das famílias há o consenso de deixarem a Floresta Nacional mediante o cumprimento do acordo firmado, anteriormente. Para parte dos ocupantes que chegam a toda hora em Jacy-Paraná e deixam a área pelas fundiárias de Buritis, ‘ que fique claro ao Governo Dilma que a situação pode piorar devido o estado de sitio tomado por iniciativa do Governo’.

Na reunião ficou aprovado ainda que os dirigentes nacionais da Liga dos Camponeses irão, ainda esta semana a partir de um encontro sobre a questão agrária na Amazônia, de 20 e 22, encaminhar documento que será entregue à Presidência da República se reportando ao episódio de Rio Pardo, com propostas que os trabalhadores querem que sejam implementadas na Amazônia e no País.

A permanência ou não das famílias na área da FLONA, em Rio Pardo, vai depender sobremaneira das atitudes a serem tomadas pelo Governo. As famílias, com base no comportamento das tropas da Força Nacional, da PM, da Polícia Federal e de agentes do ICM-Bio, afirmam que ‘não iremos desistir de lutar pela posse das terras prometidas e pela soberania da região onde forem assentadas’.

O ex-Superintendente do órgão de pré-nome Eustáquio, preso pela PF, é considerado o pivô deste e outros conflitos quando vários grupos de latifundiários receberam o apoio do INCRA-Rondônia a liberação de novos documentos e títulos definitivos considerados suspeitos ainda no Governo Fernando Henrique Cardoso.

Sobre o assunto, representantes da Comissão Pastoral da Terra [CPT] e da LCP possuem vários documentos que comprovam a ingerência de servidores do INCRA e outros órgãos de controle fundiário no Estado. A diferença é que esses órgãos civis defendem políticas efetivas para acabar com a violência no campo, enquanto o Governo ‘criminaliza os movimentos sociais e de classes’, denunciam.

Observadores afirmam que, ‘o governador está descontando na LCP a possibilidade de que não será reeleito e por não admitir que esteja tramando mais um atentado contra o povo pobre em favor de candidaturas apoiadas por ele’, como a de Nanci Maria Rodrigues [SEDAM] e Izabel Luz [ex-SEDUC], ambas com claro apoio de madeireiros e fazendeiros’.

XICO NERY e Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Noticias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos 

Fonte: XICO NERY

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