Quarta-Feira, 23 de Março de 2016 - 12:36 (Colaboradores)

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LIVRE

ÉTICA, CORRUPÇÃO E DELAÇÃO

Precisamos voltar a dizer o que realmente pensamos, e expor, ainda que sejamos taxados de antissocial ou vulgarmente chatos, a nossa opinião a respeito das coisas.


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A falta de ética não é falta de competência técnica, e a presença da ética, não quer dizer que exista a competência administrativa, e isso gera um grande drama. Nem sempre quem tem ética, administra bem. E o contrário, gera comentários como os que ouço desde a infância: “Rouba, mas faz!” Ética na visão de Spinoza é o exemplo.

Não tem nenhum segredo. Precisamos de mecanismos como a vergonha na cara. Precisamos voltar a dizer o que realmente pensamos, e expor, ainda que sejamos taxados de antissocial ou vulgarmente chatos, a nossa opinião a respeito das coisas.

Ser conivente com piadas de mau gosto seja racista, sexista ou homofóbica, denotam no nosso silêncio, uma situação onde a falta de ética se torna visível. Desta forma não compactuar com esse tipo de situação é fundamental. Estamos às portas da revolução ética no Brasil. A democracia pelo seu pouco tempo no Brasil, não conseguiu lidar com opiniões contrarias.

A delação premiada que tantos neste momento comentam, a meu ver, de forma humilde e quase leiga, é apenas o corrupto covarde com medo da pena que a ele será aplicada, entregando o ladrão maior, e neste momento ele corrompe como é seu costume, a punição, uma vez que fazendo a delação, a pena pode diminuir. E temos que lembrar que isso não o faz menos corrupto, apenas um corrupto sem ética (redundante), inclusive para com o seu cúmplice ou comparsa.

Fonte: Nina Lee

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