Domingo, 10 de Julho de 2016 - 12:37 (Colaboradores)

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ESFACELAMENTO - POR MAX DINIZ CRUZEIRO

O esfacelamento não é uma falha, mas pode ser concebido como uma, à medida que resultados seguidos de dificuldade de integração porque o indivíduo não é capaz de sintetizar todas as demandas existentes, provocando um certo adoecimento pela impressão do sofrimento na psique deste indivíduo.


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O ser está fundido dentro de um conceito que sobrepõe matizes que formam uma unidade projetiva, mas em um determinado momento não é capaz de sustentar um sentido de algo que tangencia um outro aspecto a formar perspectivas diferenciadas sobre um mesmo circuito-fenômeno.

Assim o esfacelamento é uma inscrição da linguagem que rompe uma trajetória e ao se romper estabelece outro padrão de desencadeamento de ideias. Como se um fluxo desse vazão a outro fluxo mnêmico porque a energia que fluía na direção de uma satisfação deixa de gerar o argumento motriz que estabelece o vínculo pulsional, onde o real corta para abastecer o imaginário e o simbólico deste indivíduo em outra circunferência em que o continente psíquico deriva do continente integrado que leva o indivíduo a satisfação e a realização momentânea pelo fluxo contínuo na parte consolidada.

Porque o esfacelamento passa seguir inúmeras direções, em eixos que se fracionam e cada um conforme a tendência de sua pulsão, irá guiar um mecanismo projetivo em que tentará convergir dos diversos segmentos na tratativa de uma diretiva em que a resultante é a satisfação, distanciando o indivíduo da abrangência da macroexpressão pela qual o indivíduo ao se fusionar irá conquistar a sua autorrealização.

O fenômeno do esfacelamento é mais sentido quando o real é muito mais agressivo, em que o indivíduo deverá canalizar diversos pontos de atenção com o objetivo de suprir demandas circunvizinhas que têm curta duração e que devem progredir de forma concorrente dentro de um indivíduo a fim de que a ação requerida seja desencadeada na hora e no tempo certo.

Assim como um aprendizado, os indivíduos que se esfacelam devido o real acabam por acomodar a estrutura de linguagem que passa a fazer parte do funcionamento psíquico do indivíduo, no qual ele passa a fracionar as demandas em instanciamentos concorrentes, que se somente satisfeitos passam a coordenar o sentido de ação de um indivíduo.

O esfacelamento não é uma falha, mas pode ser concebido como uma, à medida que resultados seguidos de dificuldade de integração porque o indivíduo não é capaz de sintetizar todas as demandas existentes, provocando um certo adoecimento pela impressão do sofrimento na psique deste indivíduo.

Por outro lado, o esfacelamento é longe de resultar num conflito se bem administrado, e pode-se dizer que esta estratégia de ação é muito mais reflexiva em indivíduos com um alto grau de gestão de conflitos.

Como estratégia orgânica, indivíduos que conseguem promover dentro de si altos graus de esfacelamento seguido de integração tenderão a possuir um grau de inteligência elevada, uma vez que suas funções de elaboração torna a estrutura cognitiva muito mais reagente às necessidades do indivíduo em face do meio.

Como problema clínico, o esfacelamento surge como um exagero de demandas em que o indivíduo não é capaz de corresponder a grande parte delas, ocasionando uma ruptura de sua frequência neural que lhe permita fixar em termos de atividade sobre a linha de raciocínio que está sendo dirigida a fim de que a ação requisitada possa ser ministrada e que traga uma saída de juízo que corresponda à necessidade do indivíduo. Então como fenômeno de esfacelamento é possível que um indivíduo que tem este mecanismo muito aflorado passe a não mais se observar como uma unidade e sim, múltiplos Eus que intencionam cada um comandar um aspecto existencial deste próprio indivíduo.

O conflito se estabelece quando pulsões concorrentes em um grau elevado de flutuação energética tendem a querer a hegemonia cerebral na tentativa de comandar o intelecto, lançando um conflito, em vez de estabelecer uma linha de produção em que vários aspectos passam a se enfileirar na espera cronológica dos seus desencadeamentos a fim de que a ação requerida possa ser ministrada e organizada para fazer fluir a vontade deste indivíduo. O analista, como terapeuta deve agir nesta função, como “fisioterapeuta mental”, em racionalizar as demandas e colocá-las sobre um ordenamento em que o indivíduo passe a enfileirar tais demandas a fim de que a ação tenha seu desfecho conforme o planejado.

Este mecanismo de esfacelamento pode ser uma deficiência também do sistema somático, que é incapaz de orientar de forma correta a junção necessária para que os inúmeros subsistemas que devem ser setados possam estabelecer um vínculo cronológico com cada sequência requerida.

De forma que a impressão somatossensorial pode desnivelar a ordem em que as ações devam ser encaminhadas para as áreas adjacentes via eferências. Porém este tipo específico de esfacelamento cerebral é mais parecido como consequência a uma síndrome agitante, em que o paciente alterna os movimentos e dá a impressão para um observador de que ele perdeu a coordenação motora ou os reflexos no ato de inscrição do movimento.

O segundo tipo de esfacelamento é centrado sobre o sistema límbico, em que o fluxo de energia deslocado para o telencéfalo, via eletromagnetismo, estabelece núcleos distintos de respostas como unidades sensoriais que sintetizam expressões de vontades dissociadas, porém com coordenação somatossensorial uniforme, razão esta que a visualização deste tipo de adoecimento, quando implica em dissociações que levam a manifestação de múltiplas personalidades, como sendo um mecanismo que fragmenta atividades de concentração paralelas para um mesmo evento-fenômeno.

No fenômeno de esfacelamento o que vai determinar se o indivíduo sofre de um adoecimento ou de uma vantagem relativa referente ao seu mecanismo psíquico será o exagero em que os processamentos das divisões impedem a integração deste indivíduo como uma unidade ou o como se comporta o fracionamento para dotar este indivíduo de uma vantagem relativa para corresponder as demandas do ambiente.

Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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