Terça-Feira, 30 de Janeiro de 2018 - 08:35 (Artigos)

L
LIVRE

ESCOLA ALEXANDRE DE GUSMÃO

E isto não é fácil no Brasil. Porque nos acostumamos a entregar o menino que não aprendeu a ler corretamente, a não entender o que leu, a não escrever corretamente ou a não fazer contas adequadamente.


Imprimir página

Sair da zona de conforto é difícil. Para melhorar a qualidade da educação é preciso coragem. Dar aquela sacolejada forte no pessoal, como se fosse um grande grito: ACORDA!!

A responsabilidade da escola é grande. E cada um deve fazer a sua entrega. O que a escola deve entregar à sociedade brasileira? O aluno com conhecimento, o aluno que entendeu e aprendeu o conteúdo que foi ensinado, o professor que deve ensinar de verdade. Cada profissional deve entregar sua obra. O pedreiro entrega o muro, a casa. O marceneiro deve entregar, bem feito, o guarda-roupa, a cadeira ou a mesa.

E isto não é fácil no Brasil. Porque nos acostumamos a entregar o menino que não aprendeu a ler corretamente,  a não entender o que leu, a não escrever corretamente ou a não fazer contas adequadamente. Vamos levando a educação como um muro torto, um guarda-roupa sem porta ou uma mesa empenada. E a coisa vai ficando assim mesmo, de qualquer jeito. Meio pronto. E se quiser, é assim. Acabou-se!

Enquanto isto, gasta-se muito dinheiro. Gastar muito dinheiro e não ensinar é uma grande perda de tempo e um imenso desperdício. Talvez seja a mesma coisa, de se pegar todo dinheiro da educação brasileira e fazer uma imensa fogueira de São João. Queimar tudo. E deixar  a fumaça subir. E o foguetório pipocar no céu: “Rum, Rum, Rum”. Gungunar. O dinheiro queimado, pelo não ensinado. Como se fosse rima.

Quando se quer, faz. E faz bem feito. Para dirigir uma escola de verdade, coordenar meninos, é preciso ser líder. Aqui ou acolá, dá para mostrar coisa bonita. Não é regra, há  exceções de  escolas, de gestão e de resultados. A diretora Iran Sandra Marcelino  e  o vice-diretor,  Elias Ferreira da Silva, têm feito a coisa certa, na Escola Alexandre de Gusmão (Nova Brazilândia). O índice de aprovação desta escola em 2016,  foi de  99,7%.  A evolução do IDEB foi espetacular (7,9). Têm mais escolas boas por aí.

Plano de ação, boas estratégias,  auto-estima elevada, envolvimento de todos os professores,  ensinar o aluno de verdade, fazer avaliação de desempenho do professor em sala de aula e um ambiente acolhedor, são fatores que influenciam muito na qualidade da aprendizagem.

Fonte: Blog do Confúcio

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias