ESCÂNDALO – Por Max Diniz Cruzeiro - News Rondônia Ele se baseia em um estresse provocado pelo não reconhecimento de uma atividade comportamental humana como legítima e válida.

Porto Velho,

Sabado , 19 de Novembro de 2016 - 09:44 - Colaboradores


 


ESCÂNDALO – Por Max Diniz Cruzeiro

Ele se baseia em um estresse provocado pelo não reconhecimento de uma atividade comportamental humana como legítima e válida.

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O escândalo é uma reação somática de ampliação de uma escala de conflito em que perspectivas que afloram impropriedades, incompreensões e afetações ficam ativas em evidência no qual a esfera do atrito é colocada em atividade.

Ele se baseia em um estresse provocado pelo não reconhecimento de uma atividade comportamental humana como legítima e válida.

E ao caminhar como forma de expressão grupal serve para banir os indivíduos que concentram pensamentos em torno do núcleo de atividade que o coletivo não verifica como essencial para o agrupamento.

É um agente canalizador e polarizador do comportamento humano. Onde as estruturas comportamentais não reconhecidas são violentamente inibidas a fim de que o padrão estrutural da cultura seja preservado. Porque é de vital importância para os agrupamentos, que apenas as práticas consideradas consagradas é que possam deter a discricionariedade de comutarem em termos associativos com outros seres da liberdade de locomoção, dentro de uma estrutura de comportamento humano.

Porque trabalhar em termos de cultura, onde os elementos que se associam já são conhecidos e validados, permite que o ordenamento humano seja mais eficaz e mais fácil de ser controlado de ponto de vista de agregação da coletividade.

O escândalo pode ser concebido como uma válvula de escape em que os papeis dos envolvidos sejam distribuídos em termos de vítimas, heróis, opressores e oprimidos, vitoriosos e fracassados, no qual sai da esfera pessoal para se tornar um evento de ordem social, para que a massa (populis) possa fazer o seu julgamento para a maturação do coletivo.

Diante de um escândalo, os alicerces de um episódio servem para abastecer os ditames da moral e dos costumes, diretamente manobrados pelo senso ético que irá cuidar para preservar os indivíduos que muito se expõem dentro do processo de racionalização dos acontecimentos expostos.

No escândalo as paixões, as fantasias, as emoções, a intuição e os amores passam a vir à tona de forma que a deformação do comportamento pode ser muito mais visível quando as pessoas passam a comutar preferências na escolha por comportamentos cuja assimilação concordante ou discordante instiga a massa a fragmentar a sua opinião.

Neste ponto, quando as sensações e apreensões afloram do inconsciente e deixam os indivíduos à céu aberto, praticamente nus perante uns aos outros, a moral passa a oscilar para o lado em que a maioria das conformidades do pensamento vir a pender como manifestação de concordância para o fenômeno de comportamento.

Então neste ponto, entra em cena a Ética, que passará a coordenar o bom discernimento e o bom senso, para que as alegações morais não sirvam para interferir sobre conteúdos universais e venha a coibir direitos e deveres, em nome de princípios não universalizados que o poder de afetação momentânea colabora para dizer de cada sujeito o que ele simboliza e o que ele está representando de fato naquela métrica temporal em que o comportamento é observado.

Numa alegação moral geralmente os indivíduos perdem o status a personificação do comportamento, e na forma de escândalo, o ingerenciamento social sobre os indivíduos passam a exercer papel de influência sobre as decisões do particular, ou se busque por meio da pressão social, que esta influência passe a ser exercida. O indivíduo dentro deste processo tem seu ego enfraquecido, em torno de um superego social em formação que tenta inibir os anseios do narcisismo do particular para que prevaleça uma vontade social e coletiva.

Quando se fala em agrupamento está sendo observado o pareamento relacional de muitos objetos psíquicos que tornam o coletivo coeso e unido em torno de ideais que simbolizam a junção de princípios elementares em que todos são congruentes e compartilham do mesmo juízo de sua formação. A quebra de um paradigma coletivo torna o agrupamento hostil, ignóbil a sensibilidade individual, e, completamente reativo no sentido de manutenção da coesão coletiva na partilha do ambiente onde os indivíduos se associam.

Por isto o escândalo quando eclode faz emergir uma barbárie no sentido do agrupamento se defender dos elementos que compõem a lógica em que se estrutura sua integração e integridade tornam entes comuns nos indivíduos. Nestes momentos de ápice de fatores inconscientes, os indivíduos expostos são facilmente catalogados pelo agrupamento, onde a estrutura de realce ativa em maior vigor as perspectivas que trazem informações sobre as apreensões que ferem o princípio de ordenação de um agrupamento.

A ética equilibra, apazigua e devolve a harmonia ao ambiente, quando faz a massa enxergar direitos e deveres universais que podem estar sendo violados dentro do processo em que as emoções são incisivamente afloradas, razão que faz acionar os direitos humanos até quando os fatores de risco para a integridade pessoal estiverem expostos na sociedade, a fim de que a vida possa ser preservada.

Neste processo a moral viciada é contida, o escândalo é mapeado e estudado, e vira sistema de consulta para outros em que os aspectos morais são colocados como estrutura de advertência, o corpo social adormece os sentimentos e as paixões, a vida volta novamente ao seu ritmo padronizado, e resta apenas a lição de vida, dos desdobramentos, muros, correntes, estágios e processos de vida que todos passaram durante a fase de experimentação. Então as pessoas passam por um processo de conformação, em que a tolerância é organizada, em que o diferente é consentido desde que não se amplie a escala de conflito e não conformidade. Os mais desconformes são banidos, presos e julgados, enfim a paz social é encontrada no meio termo entre a verdade coletiva e a verdade social.

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Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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