Quinta-Feira, 31 de Outubro de 2013 - 08:35 (Colaboradores)

ENTRE PEDIDOS DE INFORMAÇÕES À PF, PROMESSAS PARA SEGURANÇA EM RONDÔNIA SÃO SIMPLISTAS E NÃO SAÍRAM DO PAPEL DESDE 2011

Enquanto isso, assim como o Governo rondoniense, o Palácio do Planalto ainda não implementou, de vez, o Plano Estratégico de Fronteira.


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Guayaramérin, BENI, Bolívia – As promessas para melhorar a segurança pública no entorno das cidades rondonienses com a Bolívia feitas pelo então candidato ao Governo, Confúcio Moura [PMDB], segundo especialistas, ‘ainda não saíram do papel’.

De acordo com parte deles, ‘nenhum plano estratégico, em conjunto com o Governo Federal, foi apresentado até agora’. Do que vem sendo feito, disseram, ‘resta apenas o caráter simplicista desses planos’.

O que se sabe até agora ‘é que a Secretaria Nacional de Segurança nunca deixou de despejar dinheiro nesta parte da Amazônia’, afirmam. Enquanto isso, o Palácio Presidente Vargas chama para si desde a aquisição de veículos e ações próprias do Governo Dilma Rousselff.

Enquanto isso, assim como o Governo rondoniense, o Palácio do Planalto ainda não implementou, de vez, o Plano Estratégico de Fronteira. A medida está focada na prevenção e combate aos crimes transnacionais com uma série de operações integradas com as Forças Armadas e órgãos de segurança pública.

No que tange ao Plano Estadual, palacianos do lado brasileiro afirmam que, ‘sentimos vergonha para agirmos integrados aos demais órgãos de segurança’. A Polícia Civil e a Militar perdem até mesmo para os office-boys do crime organizado carioca e paulista que agem por aqui há décadas’.

NARCO DEITA E ROLA - Enquanto o Comando Vermelho [CV], a Amigos dos Amigos [ADA] e o Primeiro Comando da Capital [PCC] esbanjam em armamentos, veículos e logística, a Polícia rondoniense deixa faltar até mesmo papel para impressão de ocorrências na Capital, ironizam alguns ex-chefes do Serviço Reservado e Velado da PM de Guajará-Mirim.

- A concorrência é tamanha que até mesmo um ex-Comandante da Polícia Militar foi alvejado em embocada no entorno da casa onde mora e até hoje os assassinos nunca foram descobertos, acrescentam as fontes anônimas.

Já José de Abreu Bianco abraçou a criação e ampliação de Especializadas. E não se furtou a ações conjuntas com a Polícia Federal quando o assunto era narcotráfico, apuração de desvio de dinheiro federal do Polamazônia e do BERON [Banco do Estado de Rondônia]. Mas resistiu a fazer concursos à Polícia, da renovação da frota e compra de armamentos.

ESTADO À DERIVA - Sobre as deficiências no segmento segurança pública em Rondônia, experientes profissionais da área, devem se juntar ao deputado Padre TOM e Anselmo de Jesus [PT-RO] a fim de que, ‘seja divulgado amplamente os valores em dinheiro já repassados ao Governo, bem como para aquisição de veículos, equipamentos e armamentos’.

Para isso, o anônimo grupo pretende repassar alguns dados e informações estratégicas aos dois parlamentares para com a ajuda do colega Francisco Praciano [PT-AM] sejam convocados governadores e delegados [estaduais e federais] a fim de que o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, explique todas as operações já realizadas na Amazônia na última década.

De acordo com coleta de informações em searas políticas palacianas no lado brasileiro de Guajará-Mirim da lista de convocados à Câmara Federal figuram o nome do secretário de Segurança, Marcelo Bessa e de, pelo menos, dois delegados federais acreditados estados amazônicos mais a Oeste da tríplice fronteira.

ESTADO BRASILEIRO AUSENTE - Devido à sua grandeza territorial, a Amazônia é infectada por todo tipo de ações mafiosas. Dos crimes de maior visibilidade figura ainda o tráfico de drogas, importação de eletroeletrônicos, armamentos poderosos, munições, tráfico formiguinha de combustíveis, de escravas brancas, [prostituição], animais silvestres, ouro, diamante e sonegação fiscal.

A lista, segundo fontes políticas da base aliada do Governo, em Guajará-Mirim e Nova Mamoré, será engrossada com pedido de informações às Superintendências de Polícia Federal [DPF - Rondônia - Amazonas- Pará- Mato Grosso] sobre a forma como as investigações são conduzidas, sobretudo quando cidadãos tentam contribuir para o avanço das operações onde a PF não consegue chegar nos grotões rondonienses, bolivianos e peruanos.

XICO NERY é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV e Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Notícias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos

Fonte: Xico Nery

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