Terça-Feira, 16 de Setembro de 2014 - 08:00 (Colaboradores)

ENFIM, PONTE SOBRE O RIO MADEIRA É INAUGURADA AINDA NO GOVERNO DILMA

Além desta importante e estratégica obra para os povos dos dois estados – Rondônia e Amazonas – o ministro, sem a interferência dos senadores Valdir Raupp e Odacir Soares – fez questão de anunciar, pessoalmente, “a contratação das obras de construção da ponte que interligará o distrito do Abunã e Vista Alegre, com a intermediária até o vizinho Acre, inclusive já com início das fundações”.


Imprimir página

Porto Velho (Rondônia, BRASIL) – É de fato e de direito, uma grande perspectiva à população dos estados do Amazonas e Rondônia, essa foi à principal declaração entre os protagonistas da criação, instalação e funcionamento da ponte sobre o Rio Madeira, inaugurada, nesta segunda-feira (15), pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

- Mesmo porque a maioria da população vivia um jejum de 35 anos com a cobrança da travessia do porto da Balsa para os lados da divisa entre os dois estados amazônicos, disseram remanescentes do Projeto de Assentamento Joana D’Arc I e II e dos atingidos pelas barragens das usinas de Santo Antônio e Jirau

Porém, dentro da preleção do ministro, igualmente, o destaque ficou para o item “integração dos estados beneficiados rumo ao Mercosul”, que a partir de agora, podem retomarem os negócios através do sistema intermodal, ou seja, ora pela BR-319, ora pela hidrovia da Calha do Madeira até Manaus e/ou ao porto de Itacoatiara, no Amazonas.

Num segundo quesito, Paulo Passos, agradeceu o empenho das bancadas dos dois estados (Amazonas e Rondônia) no Congresso, segundo ele, “por não medirem esforços na aprovação do projeto e nas liberações viabilizadas pelo Ministério sob o comando da presidente Dilma Rousseff”.

Em seu discurso, por final, o ministro – que sucedeu o senador Alfredo Nascimento, do Partido da República – exortou a população e os grupos de interesses para que antevejam “esta obra como fruto de um advento integracionista entre os centros de decisão e esta parte da Amazônia rumo ao Mercosul”.

Além desta importante e estratégica obra para os povos dos dois estados – Rondônia e Amazonas – o ministro, sem a interferência dos senadores Valdir Raupp e Odacir Soares – fez questão de anunciar, pessoalmente, “a contratação das obras de construção da ponte que interligará o distrito do Abunã e Vista Alegre, com a intermediária até o vizinho Acre, inclusive já com início das fundações”.  

No caso da ponte Marechal Rondon, cuja extensão é de 975 metros, com 12 de largura por 35 de altura, os investimentos foram da ordem de R$ 360 milhões ao longo de três anos, sendo R$ 250 milhões na estrutura do complexo que interligará Rondônia e Amazonas aos grandes centros do País e ao Mercosul no eixo Manaus (AM), Boa Vista (RR) chegando-se a Venezuela indo até ao Caribe, na América Central.

ENFIM, CHEGAM OS BENEFÍCIOS – Entre os municípios beneficiados com o advento da abertura do tráfego entre Porto Velho, o Sul de Canutama e Lábrea, no Amazonas, está à cidade de Humaitá, a 200 quilômetros desta Capital coberta pela BR-319.

Segundo o prefeito Dedei Lobo (PMDB-AM), seguido dos vereadores Samuel da Colônia de Pescadores Z-31 (Humaitá), Rai da Assembléia, Rademacker Chaves (Presidente da Câmara Municipal), Evaldo Terrinha, Ita Lobo, Cabo Maciel e o Vice-Prefeito Herivâneo Seixas, “trata-se de um marco inédito entre o Amazonas, Rondônia, Centro Oeste e o Sudeste brasileiro, cujo viés desta nova logísticafará com que insumos e suas variáveis (manufaturados e outros) cheguem à região com mais facilidade, garantia e rapidez”.

Com isso, a crise denunciada há, pelo menos, 35 anos, “cessa e a ponte passa a ter uma atuação ainda mais decisiva, objetivando a assegurar a estabilidade da logística de transporte entre Rondônia e Amazonas”, afirma o vice-prefeito de Humaitá, Herivâneo Seixas.

- A demora na travessia de cargas e passageiros pelo sistema de operação antigo, dependia, sobretudo à noite, do humor dos operadores da ex-concessionária, lamentaram usuários e políticos da região.

Em alguns casos, disseram motoristas a este site, que, “além do preço salgado da cobrança, caminhões petroleiros, ônibus, distribuidoras de produtos perecíveis e até ambulâncias, eram prejudicados e tinham seus destinos prejudicados”, atestaram eles.

Com o novo sistema operativo, “nenhuma cidade da região corre o risco de sofrer com potenciais desabastecimentos antes provocados pela demora na travessia por balsas”, sentenciaram.

Contudo, “essa hipótese está descartada e sem o risco iminente de qualquer desestabilização, apesar das criticas e vaias feitas a autoridades de Governo face ao custo da obra e demora na realização de um sonho de mais de 35 anos”, arremataram parte dos presentes ao evento.

Fonte: Xico Nery

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias