Segunda-Feira, 12 de Janeiro de 2015 - 23:49 (Colaboradores)

ENFIM, NOVO SECRETÁRIO DA SEDAM FAZ CAIR PARTE DA MÁSCARA DA GIGANTE DAS PLGS E LICENÇAS AMBIENTAIS DOS GARIMPOS DA AMAZÔNIA

A ‘Operação Aluvião’, nome dado em homenagem às atividades garimpeiras em águas fluviais, apreendeu equipamentos e possibilitou a prisão, de forma inédita, de dragueiros excluídos das cooperativas não investigadas e considerados reincidentes – e que não haviam sido alcançados pela Polícia Federal através das operações Iara, Rio de Ouro, Eldorado, Caiari e Brasil Integrado.


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HUMAITÁ, Sul do Amazonas – A Cooperativa dos Garimpeiros da Amazônia [COOGAM] lado sofreu mais um revés no vizinho estado de Rondônia ao propor, em Palácio, na semana passada, à liberação dos garimpos dentro da Área de Proteção Ambiental [APA] ao governador em exercício, sindicalista Daniel Pereira, do Partido Socialista [PSB].

A estratégia foi à mesma usada por ex-Tesoureiro dessa cooperativa nos garimpos ilegais do Rio Negro, ocasião em que teria deixado um rastro de supostas irregularidades, sobretudo, ao criar falsas expectativas de liberação de áreas como a da APA Porto Velho [Calha do Rio Madeira] a incautos, como a que dirigentes da COOGAM tentam fazer acontecer no lado rondoniense.

As supostas guinadas estratégicas desta entidade, ao menos, nessa inicial, ‘receberam uma grande negativa do Governo rondoniense que, no dia seguinte à audiência concedida às dirigentes Tânia Sena e Ana Carolina Nestor, respectivamente, fez com que o novo secretário do Meio Ambiente, Tenente-Coronel Vilson Sales, estourasse um verdadeiro covil de usurpadores dos bens e patrimônio da União’, disse uma alta fonte do órgão.

A ‘Operação Aluvião’, nome dado em homenagem às atividades garimpeiras em águas fluviais, apreendeu equipamentos e possibilitou a prisão, de forma inédita, de dragueiros excluídos das cooperativas não investigadas e considerados reincidentes – e que não haviam sido alcançados pela Polícia Federal através das operações Iara, Rio de Ouro, Eldorado, Caiari e Brasil Integrado.

A reação do Governo rondoniense, através da SEDAM, em conjunto com o Batalhão Ambiental e a Polícia Militar, foi considerada positiva pelos dirigentes de cooperativas amazonenses [Humaitá, Novo Aripuanã, Manicoré e Apui], Jacareacanga e Itaituba, no Pará.

Segundo eles, ‘pode ser o início da derrubada do império da gigante COOGAM, uma entidade que afrontaria a dignidade dos garimpeiros eco-famiiares da Amazônia, por ela ostentar grande político e muito dinheiro’, afirmam parte das lideranças ao reagir contra a evasão escandalosa de divisas oriundas da produção aurífera, exploração da mão de obra nativa por dragueiros, da venda ilegal de combustível entre balsas, o de drogas, assoreamento dos rios, contaminação das praias, aumento da violência, prostituição infanto-juvenil, tráfico e contrabando de armas e munições.

Ele continua sendo elogiado no lado amazonense, sobretudo, por ‘tentar frear o expansionismo pretendido pela família Sena, dona do maior monopólio de PLGs [Projeto de Lavra Garimpeira] e de Licenças Ambientais já concedidas na Amazônia, sob a égide do senador e deputado federal, Valdir de Matos,

Apesar das tentativas de uma agência de notícias sediada na Capital rondoniense, essa informação não pode ser confirmada junto aos dirigentes das cooperativas dos Garipeiros do Vale do Rio Madeira, COOGARIMA, à Avenida Nações Unidas, 1.000 e da COOGAM, localizada à Rua Almirante Barroso, 1.431, em Porto Velho.

De acordo com essas fontes, ‘o assunto, antes da ida das dirigentes da COOGAM ao vice-governador rondoniense, já terá sido tratado com o casal Valdir e Marinha Raupp, que ficaria incumbido de negociar a liberação de todas as áreas de garimpo da Calha do Rio Madeira, Mutum-Paraná e Rio Machado aos seus cooperados com o novo ministro Eduardo Braga, em Brasília’.

Eles seriam capazes até mesmo de cooptarem dirigentes sindicais e gestores públicos’, alerta um dos analistas de segurança e informação de uma Agência de Investigação com atuação nesta parte da Amazônia.

LOBBY FORTÍSSIMO NO GOVERNO DE RO - Segundo informa-se, ‘a COOGAM e COOGARIMA, para obter todo esse poderio e chegar no ápice das PLGs e licenças ambientais, agiriam em conluio com um escritório jurídico sediado na Capital Porto Velho, no bairro Liberdade’. As duas entidades, durante a gestão da geógrafa paraense, Maria Nanci Rodrigues da Silva, chegaram a indicar um advogado desse escritório para o Departamento Jurídico da SEDAM’.

- As duas entidades são acusadas de mudarem, para pior, o desenho do sistema de garimpagem na Amazônia, sobretudo em Rondônia, Pará e Amazonas, revela o presidente da Cooperativa dos Garimpeiros, Mineração e Agroflorestal [MINACOOP], o líder garimpeiro Washington Charles Cordeiro Campos, 65, indignado com o silêncio de parte das autoridades rondonienses que não conseguem conter a importação de dragueiros de outros estados, a evasão de divisas e a emissão de PLG consideradas ocultas e de caráter puramente especulativo por Brasília.

Fonte: Xico Nery/NewsRondonia

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