Quarta-Feira, 05 de Março de 2014 - 22:35 (Colaboradores)

ENCHENTE DO MADEIRA DESVELA PAISAGENS, ABARROTA DE TURISTAS NA CAPITAL E AUTORIDADES AFROUXAM PRESSÃO CONTRA GOVERNO DE DILMA

Em parte delas, ‘o clamor é o mesmo de quando das exigências das compensações não pagas corretamente a quem de direito’, desabafam ribeirinhos do antigo garimpo ‘Vai Quem Quer’.


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Jacy-Paraná, PORTO VELHO – Nenhum pio de dor e lágrima tirou o silêncio de parte do Planalto e do Estado rondoniense diante do pânico, das confusões ou algo parecido ao que ainda vivem os fragelados, dessa que é a maior cheia protagonizada pelo rio Madeira e seus afluentes aos atingidos deste século.

Este site circulou pelas áreas alagadas, do centro periferia ao centro da Capital Porto Velho, é testemunha da catástrofe, supostamente, atribuída às duas usinas hidrelétricas. Em parte delas, ‘o clamor é o mesmo de quando das exigências das compensações não pagas corretamente a quem de direito’, desabafam ribeirinhos do antigo garimpo ‘Vai Quem Quer’.

SÓ APREGOAM A HECATOMBE - A expectativa é que, após as falácias das autoridades, ‘as forças federais não devem sair para que o Estado e o município de Porto Velho assumam os riscos finais da tragédia’, uma das maiores protagonizadas e que trouxe crises sociais às regiões atingidas, além do aumento de sanções políticas e econômicas atribuídas ao Palácio do Planalto no governo de Dilma e Michel Temer.

Nos giros feitos por este site de notícias, foi possível identificar, afora a tomada das casas, escolas e outros prédios públicos, ‘os números totais em cima da economia dos distritos e vilas’, como São Carlos, Nazaré, dos rios Jamari, Mutum-Paraná e em toda calha do Vale do Rio Candeias’. Os prejuízos são astronômicos, sobretudo na agricultura familiar, onde tudo foi perdido, chora sua produção a agricultora Rosa dos Santos Vieira, 67.

- Uma cheia nunca é boa para os agricultores familiares, diz ela.

NA ÓRBITA DE SI MESMO - Uma vez em campanha, ‘os senhores Valdir Raupp, José Bianco, Ivo Cassol e Confúcio Moura pareciam mágicos em resolver os problemas da população pobre’, afirma.

Segundo ela, ‘votamos, demos a eles esse poder’. Mas não usaram esse poder a favor do povo.

E ressalta, contudo, que, ‘sempre é assim’: a tendência de todos é usarem desse poder para reprimir e para impor a todos, possíveis exclusões em programas de assistência’ - que deveriam garantir aos cidadãos cobertura social plena.

E O SILÊNCIO DOS INOCENTES? - Entre os números de flagelados adultos, o maior deles é mesmo é o de crianças, jovens e idosos. Basta um giro dentro das escolas, ginásios e centros religiosos para que isso vire realidade. Em que pese à ajuda da Defesa Civil, prefeitura e o Governo, ‘haverá sempre quem precise de mais’.

Retirantes com maior nível de escolaridade reagem à suposta leniência das autoridades [municipais, estaduais e federais]. Nesse caso, eles apostam que nas cheias seguintes o poder público ainda não terá nenhum plano efetivo contra enchentes; nem mesmo terá condições de reconstruir as cidades atingidas. Sobretudo no vale do Madeira até a divisa com do distrito de Calama com Humaitá, no sul do Amazonas.


Foto: Josenir Melo/ Secom Acre

A situação hoje nas áreas atingidas ‘é de perda total’ para os cidadãos mais pobres’. Como os agricultores do entorno das reservas e áreas de proteção ambiental. Desses, apenas os dragueiros ilegais que trabalham sem parar colados na APA de Porto Velho, ‘a cheia passa ao largo do sofrimento e da dor das famílias, já que tiram - sem a SEDAM e a Polícia Federal por perto – até 300 gramas de ouro/dia’ cada um.  

ESPECULAÇÃO ASSOMBRA, OUTRA VEZ! - A tragédia causada pela cheia do Madeira, este site contestou que, ‘o declínio econômico e social afetou o setor privado de gás, combustível, soja, transporte e de passageiros domésticos do segmento fluvial’. Porém, o privado é rapidamente recuperado, já que ‘o custo final é repassado aos consumidores’, como no caso do gás de cozinha.

O boom do agronegócio bovino, madeireiro e de serviços não grandemente afetado. E sobrevive; enquanto isso, ‘o preço da carne, do frango, do trigo, óleo comestível e da gasolina/álcool são majorados fora da lei e nas barbas do Ministério Público’, o desabafo é deste Repórter que isenta, em parte, os custos finais aos centros, verdadeiramente, isolados por causa dessa situação.

SÓ POLÍTICOS 171 - Também se constatou que, ‘o dinheiro negado pelo Governo de Dilma e Michel Temer é mais uma estratégia da dupla para fazer valer o velho preconceito contra os governos amazônicos’. Os pedidos feitos pelo casal Valdir e Marinha Raupp [PMDB], obviamente, não seriam negados se tivessem a credibilidade espraiada pela mídia corporativa a que sempre tiveram a complacência.

- A negativa aos pleitos de Rondônia, nessa hora tão difícil, o caso será sempre visto como um descaso, uma rendição incondicional da bancada federal e que só os otários dos contribuintes são capazes de engolir ante a debandada de senadores, deputados, vereadores, prefeitos e eleitores frouxos mal comparados apenas aos vermes’, afirma este Repórter.

HIPOCRISIA ARREPEPIANTE - Na opinião geral, acredita-se, no entanto, que, ‘o declínio de Rondônia é iminente, com cheias continuas ou não’. Pode ser que, ‘a bancada federal e parte da estadual, nas eleições que se avizinham, queiram fazer como faz Confúcio Moura, tornar Rondônia um Estado de párias da Amazônia, que não respeitam os próprios acordos que assinam com a sociedade’.

MP NÃO ACABA COM ISSO - Mas por aqui, ‘os cofres vivem vazios’. Enquanto as secretarias de Governos são abarrotadas de comissionados’, como nas secretarias do Meio Ambiente [SEDAM], da PAZ, DER, DEOSP, nas Câmaras e Prefeituras Municipais, além da Assembléia Legislativa onde os CDS são milionários, quem reclamam são concursados investidos nas funções de assistentes sociais, bombeiros, educadores, policiais e agentes de saúde enquanto a cheia durar.

Este site ainda ouviu apelos para que as forças de segurança [Exército e Marinha] não deixem o teatro operacional instalado para o enfrentamento e minimização das crises ocasionadas pela cheia protagonizada pelo Rio Madeira. Segundo as pessoas, ‘a manutenção das forças por aqui, é a garantia de que a União deve assumir novos compromissos com a reconstrução ante a pressão sobre as usinas e a um possível estado de calamidade logo após a vazante’.

XICO NERY é Produto Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Notícias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos.

Fonte: XICO NERY

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