Sabado, 09 de Maio de 2015 - 11:42 (Colaboradores)

EMPRESÁRIO DE CANDEIAS FOI VÍTIMA DE CRIME DE ENCOMENDA, AFIRMAM ANALISTAS E POLICIAL APOSENTADO DA PF

De acordo com as fontes, ‘não foi mais um crime comum, foi uma execução sumária’ à porta da casa da vitima, num ambiente propício para crimes de encomenda, vez que o local é isolado e não iluminado até a beira do rio Jamari.


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CANDEIAS DO JAMARI/RO – Depois da morte do empresário José Carlos Alves, 50, segundo a agência funerária local, ‘com precisos nove tiros de uma arma automática’, o sistema de segurança neste município voltou a ser posto em xeque por analistas da área privada.

De acordo com as fontes, ‘não foi mais um crime comum, foi uma execução sumária’ à porta da casa da vitima, num ambiente propício para crimes de encomenda, vez que o local é isolado e não iluminado até a beira do rio Jamari.

O fato chamou a atenção de policiais pela natureza dos disparos precisos no corpo da vítima.

Na ação, disseram, ‘o primeiro tiro nos parece ter tirado José deste mundo’. Segundo moradores, ‘o atirador o fez à entrada do quintal e deste, o arrastou ao meio da estrada’. E lá, desferido os demais.

José Carlos, disseram moradores, tinha o hábito de se recolher cedo logo após transportar trabalhadores do Grupo LIND’AGUA, pois teria contrato com a empresa cuja matriz é em Porto Velho, a 26,5 quilômetros do local do crime.

De experiência enriquecida, um ex-agente federal garantiu, contudo, que, ‘Candeias, de vez em quando, é sacudida com crimes dessa natureza’.

Os mais comuns, segundo ele, ‘são os crimes de encomenda a incêndios de acampamentos de sem-terra, confrontos de gangues por drogas, acertos de contas, além de tentativas de sequestros a empresários e disputas política entre clãs de dentro e fora do poder’.

Na questão segurança, o município tem um efetivo militar incapaz de atender as demandas e conta ainda com agentes civis em número insuficiente para chegar aos assentamentos, Vila Nona Samuel [Linha 45], Pamus, Rio Preto e o Distrito de Triunfo.

VEJA TAMBÉM: EMPRESÁRIO É MORTO COM 10 TIROS, EM CANDEIAS DO JAMARI 

A cinco minutos do local do crime, a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Médico teriam demorado a chegar onde a ocorrência foi gerada. Em todo o caso, sustentam os analistas, ‘José morava no setor inicial do Setor Chacareiro da Linha do Caju, onde pouca ou quase nenhuma cobertura policial existe’.

- Caso as rondas fossem permanentes no local, talvez, as tentativas de crimes fossem inibidas ao primeiro sinal das viaturas civis e militares, disseram.

Candeias, de um modo geral, desde sua criação, sempre contou com um [a] delegado [a] e um efetivo civil e militar incapaz de assegurar um pronto atendimento à população. A criminalidade campeia no campo e na cidade, haja vista à falta de equipamentos, veículos, armamentos, munições, quase todos considerados obsoletos.

Para a população, ‘a morte brutal de José Carlos Alves não pode ficar impune, com os acusados soltos ou protegidos pelo submundo do crime organizado ou pela classe política dominante’.

Segundo um suposto histórico que circula na Linha do Caju, nas redondezas da Associação de Agricultores, ‘um menor teria atraído a vítima, por ser conhecido, para fora da casa onde se encontrava’. O assassino, após o crime consumado, deixou o local de bicicleta em sentido contrário do centro, embrenhando na escuridão das vielas da Linha do Caju, de onde teria surgido.

Fonte: Xico Nery/NewsRondonia

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